<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274</id><updated>2012-01-08T20:05:19.274-02:00</updated><category term='uisa'/><title type='text'>Crônica de Segunda, Terça...</title><subtitle type='html'>* "O que os senhores estão lendo vai saindo a olhos fechados"  
(Machado de Assis)


Agora,o que escrevo e os senhores não estão lendo ainda não tem olhos.



Editor deste blog</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>176</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-6154661170264404689</id><published>2011-12-05T23:01:00.001-02:00</published><updated>2011-12-05T23:01:59.200-02:00</updated><title type='text'>As estrelas que me guiam</title><content type='html'>Ser artista é abrir a própria cova e dormir nela sorrindo todas as noites, vendo as estrelas chegarem todo dia e lamber-lhe a alma, os pés a boca, mas não deixar nem um rastro para a sua realidade do  dia seguinte... Ah, se não há comida se inventa, se vira, cara! Seja um exímio cozinheiro, aprenda a fazer banquete com uma batata, um ovo ou dois ovos e uma cebola que sobrou na geladeira vazia e, quente por falta de luz!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aprenda, seu filho da... de uma.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ainda, finja toda noite que tua mãe ainda vive e toda manhã lhe trará um naco de leite quente, tirado fresco da vaca do seu peito... Sonhe, sonhe, seu filho da...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ainda, se não bastar, poderás te encher de atitudes mais radicais, da raiz, se enfiando no lodo das coisas mais bestas desse mundo e gritar de lá que a vida é bela, linda, linda! Mesmo que alguém lhe enrabe com um pau (de madeira, viu!)...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E eu sei, continuo sabendo, a vida bela é a que me guia, na sombra ou no sol. Na alegria ou na tristeza o sonho, o sonho de mais uma batata, uma cebola, um pé de alface, um bife... Ah, se possível uma mulher me sorrindo nos lábios da boca; d’uma de dizer coisas pra se saber da vida? A vida da arte, da música, do teatro e do cinema. Ah, a vida de imitar a gente mesmo, dentro ou fora dela.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Ah, sim, se for possível, mande-me um mar de presente, quando fores ver o horizonte que não visitaste ainda. Confio em você. Beijos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-6154661170264404689?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/6154661170264404689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=6154661170264404689' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6154661170264404689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6154661170264404689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/12/as-estrelas-que-me-guiam.html' title='As estrelas que me guiam'/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-353337815643914666</id><published>2011-09-04T19:04:00.003-03:00</published><updated>2011-09-04T19:07:50.700-03:00</updated><title type='text'>As ossadas da cultura (manifesto de ação bem pessoal)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; vamos cortar a cultura sangrar a cultura furar a cultura foder a cultura comer a cultura cortar todas as possibilidades da cultura disseminar tudo que possa diminuir a sua importância e arrancar cada olho de artista paupérrimo e tirar-lhe cada eixo de olhar estético usurpar-lhe cada biscoito fino que tente fabricar foras das alçadas (ou ossadas) oficiais e por fim deixar que flua somente as teses dos tolos e das mídias usurpadas pelo poder econômico dos comandos das torres de dólares e ouros imaginários e finalmente renda-se aos fáceis porque assim continuaremos todos consumindo apenas consumindo tão apenas sem pensar sem incomodar àqueles que nos querem rasos rasteiros apenas consumindo sem nenhum exercício de reflexão de pensamento de imaginamento e nada mais precisa-se mesmo sem imaginar sem imaginar sem imaginar nada mais precisa-se mesmo nada mais e assim continuaremos todos buscando o pequeno o miúdo para que eles continuem nas torres de comando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-353337815643914666?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/353337815643914666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=353337815643914666' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/353337815643914666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/353337815643914666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/09/as-ossadas-da-cultura-manifesto-de-acao.html' title='As ossadas da cultura (manifesto de ação bem pessoal)'/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-1729066088975234952</id><published>2011-07-23T22:13:00.000-03:00</published><updated>2011-07-23T22:14:32.592-03:00</updated><title type='text'>Coisa de coice</title><content type='html'>A primeira vez do cavalo eu nem o vi tão educado lá, naquele minguado espaço do curral, não, não o vi. Cheguei mesmo a cheirar a região daquela parte traseira, muito suada sempre, onde as moscas adoram sentar. Talvez seja o lombo desse animal uma espécie de praia para moscas e outros insetos. Um cavalo será sempre cavalo, num ver-se de perto ou longe? Sim e não, segundo minha modesta cultura acerca dessa animalesca linhagem. Mas o importante que eu queria dizer, seria sobre o coice dele, o chute, a lambada, algo assim bem fora do normal entre seres que não possuem corpo tão avantajado como eles. E coice de cavalo pesa pra cachorro, não pesa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Voltando ao lombo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-1729066088975234952?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/1729066088975234952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=1729066088975234952' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/1729066088975234952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/1729066088975234952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/07/coisa-de-coice.html' title='Coisa de coice'/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-7458695921397586124</id><published>2011-07-04T20:51:00.016-03:00</published><updated>2011-07-05T22:07:39.892-03:00</updated><title type='text'>Mais uma cena de comuns</title><content type='html'>Fui outro dia comprar um frango assado numa esquina perto de casa; o moço que cuidava daquela TV de cachorro, como muitos dizem dessa máquina, cantarolava, pegava, cortava, girava, escolhia, oferecia e coisa e tal: qual o senhor quer? Sim, o mais tostado, o mais de assim o menos de mais, o ali, o de o lá, o de o cá. Não, quero aquele, ou esse, ou outro lá de baixo, ou... Espera, me dê aquele de jeito já saindo do espeto, bem fácil pra você, vai. Nada, senhor, qualquer um aqui é qualquer. Mandou, eu pego, corto, pico, embrulho, ponho batata, farofa e ao gosto do freguês, embrulho!&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E papo de vem e papo de vai, nisso chega uma senhorinha já bem senhora por demais de uns setenta e poucos da vida, tanto no falar de seus trajes, ou mesmo do enrugado dos seus olhos nos vendo ali, juntos. Todos personagens daquela tela de domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, e eu corto aqui, justo, pra aumentar o meu espaço de escrita e demorar mais o leitor em mim, vendo-me neste decifre de devorar franguito em domingo frio de SP - Para estranhos de fora, não se imagina o que é ir à feira em SP num domingo, sem sol, muito vento entrando por todos os cus da gente. Não se imagine. Não se imagina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas volto à cena com dona senhora, o rapaz e os frangos. Imagine-se, então, creia, veja e leia. Do povo para o povo. E só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto de palavra de todo jeito, saída ou não de boca, escrita, calada, sussurrada, seca, torta, molhada, caída, deitada, em pé, subindo, descendo, pela metade, inteira, ruída, carcomida, cingida, não importa, palavra é palavra, e se nela há coisas a mais, tanto melhor. Dito o disso, e digo, da cena posta comigo e eles lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como vai a senhora?! Tudo bem, Dona Malfada?! - Naquele instante a senhorinha botou voz entre mim e aquele rapaz no pleno do seu disponível:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, Mafalda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... Dona Mafada (risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ma-fal-da - Sem risos, quase séria, mas não brava, não mesmo, e dando corda àquele enforcador de nomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tinha dois botões de olhos bem vivos, pretinhos, piscantes, e do seu sério num querer sem querer rir, não ria, mas nos deixava numa quase dúvida, se queria ou não o rir. Mas certo estou que gostava de nossas atenções, nossos holofotes pra si, curvando nos seus setenta e tantos de idade pra lá disso, acho; vovó, est’aquela, a Mafalda com nenhuma semelhança com outras. Penso, deduzo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Malfada, ou Mafada, ou Malfalda. Ou, Mafalda mesmo.  Ou, como quiser quem for.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-7458695921397586124?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/7458695921397586124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=7458695921397586124' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7458695921397586124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7458695921397586124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/07/mais-uma-cena-de-comuns_6593.html' title='Mais uma cena de comuns'/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-3922826268330695039</id><published>2011-06-17T22:56:00.004-03:00</published><updated>2011-06-23T23:18:35.691-03:00</updated><title type='text'>Eu tomaria uma comigo lá. Sim. Talvez</title><content type='html'>O boteco, o bar, o estabelecimento, o lugar; um mais parecido com um presépio do coisa, de arrumação dele, algo fora do que nunca vi, desenquadrado,  inominável, numa esquininha bem discreta da Vila Alpina, na Zona Leste de São Paulo. Passo sempre na porta, por lá, como se passasse por uma galeria de deuses...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teto lá não se vê, se vê nele coisas deslocadas, paralisadas no ar, esvoaçando num vento quase desértico de ermo, num distante do real dos seus frequentadores... Um não lugar de não coisas espalhadas. Poderia descrever aqui os objetos lá expostos, mas acho tarefa um tanto mesmo inútil. De bagos a cabeças de almas de objetocoisas, da vida desgarradas dos seus usos habituais; sobras, ruínas de mimos e estimas do que um dia foram nos imaginários dos catados da vida, e dos tudo que se move nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No resumo: no bar do Barba o colecionador é quem chega,  quem passa, quem bebe, quem conversa lá nele de bar a bar, no balcão. Cada qual lá monta o seu assunto no exposto como for que será, define seus objetos, seus disses de consigos; diz-se pra si num em verso íntimo e secreto de sim e de não ou talvez: isto é isso com aquilo ou não; eu sei e pronto se será e se vai ser vou ver. Como é. Como são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas são quando são pra gente, vendo-as em si, ali ou lá, como forem em nossa frente acontecendo de sendo. Serão de pronto o que querermos no verso ou no reverso do que sido pra ser. E será.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vejo nele o que ninguém verá por mim, vendo. Eu vejo, miro, delineio, moldo, soldo, pego, entre e saio. Eu vejo. E fico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo sempre que por lá passar. O Bar do Barba.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-3922826268330695039?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/3922826268330695039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=3922826268330695039' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/3922826268330695039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/3922826268330695039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/06/eu-tomaria-uma-comigo-la-sim-talvez.html' title='Eu tomaria uma comigo lá. Sim. Talvez'/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-3769127688709231074</id><published>2011-06-02T20:35:00.005-03:00</published><updated>2011-07-23T22:21:18.831-03:00</updated><title type='text'>Comprando peixe dos outros... (mas só se compra de outros, ué!)</title><content type='html'>&lt;div&gt;Queria comprar um peixe... Soube pela TV de uma promoção de filé de merluza num super, num híper, num super, num híper, num super.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Comprei logo três pacotes de um quilo cada. Peixe barato... e peixe eu adoro e como pelas ventas até com espinhas e escamas. Ah, me mandem peixes como presente, eu os adoro!  Não os como crú, como nossos irmãos japas, mas de todas outras maneira, feitas, é comigo mesmo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Queixo meu não ficou trincado de caído, mas fiquei pensando nas quantas mãos, nos quantos mares, nos quantos sais e suores para de porem diante de minhas mãos, limpos, lisos, prontos para o meu consumo, o meu prazer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sinceridade: aquele gostinho de burlar a suprema vigilância do capital e seus desmedidos lucros, foram por águas... Perdão, no literal, deste quase infame num quase trocadilho.   &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que m...rda de globalização!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-3769127688709231074?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/3769127688709231074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=3769127688709231074' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/3769127688709231074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/3769127688709231074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/06/comprando-peixe-dos-outros-mas-so-se.html' title='Comprando peixe dos outros... (mas só se compra de outros, ué!)'/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-3873807215241054159</id><published>2011-05-23T19:16:00.005-03:00</published><updated>2011-05-23T19:23:20.472-03:00</updated><title type='text'>Ele não usava Black- Tie</title><content type='html'>"Depois eu te mando uma foto&lt;br /&gt;da primeira vez que vi o mar de perto&lt;br /&gt;Estou sensacional"&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse o tal poema com brilho nos olhos e muita saliva nervosa, sendo assistido, ouvido por Gianfrancesco,  que me olhava impávido, terno, em olhares vindo da minguada plateia, num teatrinho de beco, digamos assim, na Rua 13 de Maio, no Bexiga. O ano devia ser 1992, talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O por acaso da ilustre presença, que me viu no ver o falar de um poema que dizia do mar, do meu deslumbrar com tantas águas num Atlântico estacionado na Urca, numa bela tarde de Rio de Janeiro, foi coisa de acidente.  Eu não tive pernas depois para lhe abraçar como devia, e apenas um apertinho de mão, de coração trêmulo foi de mim a reação.  Gianfrancesco era e seria um Guarnieri  e tanto ali na minha frente, sem Black- tie, despido da película  da fama...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para  quebrar a minha embriaguês, involuntária, uma jovem muito bonita, namorada de um dos  seus filhos (não lembro de qual deles), desceu  ao palco (a plateia ficava num cimo) e beijou –me a mão, dizendo-se emocionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite ganha... e perdida ali mesmo num vácuo, sob um orgulho e uma timidez implacáveis que me levavam novamente ao anonimato da minha poesia,  da minha carranca travada na cria da vida.  E fiquei com aquele abraço grudado em mim, pra sempre, sem  entregar a quem de fato seria: um artista genial e simples, tão simples que me ouviu calmamente,  e humilde me aplaudiu de pé, como os outros mortais daquela noite, num teatrinho de beco do Bexiga. Na cidade de São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-3873807215241054159?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/3873807215241054159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=3873807215241054159' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/3873807215241054159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/3873807215241054159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/05/ele-nao-usava-black-tie.html' title='Ele não usava Black- Tie'/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-7306445606840650299</id><published>2011-05-15T12:12:00.006-03:00</published><updated>2011-05-18T22:59:04.431-03:00</updated><title type='text'>Inscrito para nada se pensar agora ou nunca</title><content type='html'>&lt;div&gt;Vamo-nos. Indo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O corpo reto, andando em rima numa direção qualquer, batendo pernas nos versos, nos miolos... Isso poderia ser o início de uma tragédia ou uma novelinha fresca e virgem, boba. Eu sou o gol para tua bola me partindo ao meio, eu sou o campo aberto para chutes, cabeceadas, goleadas, pernadas. Ah, eu me chuto como Pelé e me disfarço como Edson! Eu sei bem disso me distraindo em conversa boa, saindo pelo cano das veias do meu pescoço torto de olhar-te nua no verso da minha página virada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foste o pulo do meu gato no nu do meu pelo indo pelos pardos da noite, caindo pelos telhados. Fui tantas vezes o tolo fabricando-lhe felicidades... Ah, não vais rir muito mais comigo, como riria se ainda eu lhe devesse beijos bem sinceros?! A vida anda me querendo dela pra cavar coisas em cabeças de cavalos, e isso eu vou sim provar até o osso do meu diletante ofício de dançar nos fios desequilibrados das ruas que vão me tecendo por aí. Sou mais que carne. Osso de ruir. Arre. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em transparente sinceridade, eu procuro copiar do barulhinho de vida das crianças brincando nos parques ou em seus recreios escolares. Elas, as crianças me dizem sempre, se estou ou não vivo. E isso tem me bastado, ainda que eu não escreva ou pronuncie uma linha aproveitável ao dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso que digo em escrito aqui, agora, derretendo, quero de verdade que não seja nada mais que mentira, seriamente pensada no vão da minha mão enganada. Nada mais que isso. Pura mentira de se pensar como verdade para provocar a mim mesmo indo e vindo nisso de escrever para inscrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que inscrito já fico. Já. Ai.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-7306445606840650299?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/7306445606840650299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=7306445606840650299' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7306445606840650299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7306445606840650299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/05/nscrito-para-nada-se-pensar-agora-ou.html' title='Inscrito para nada se pensar agora ou nunca'/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-6607831809416836106</id><published>2011-05-02T10:51:00.004-03:00</published><updated>2011-05-02T10:53:39.872-03:00</updated><title type='text'>Impossibilidade de civilização</title><content type='html'>Eu não gosto do metrô, prefiro ônibus porque posso ver as coisas lá fora. No metrô não, a gente não vê nada. Lá ficamos na obrigação de olhar o vazio das pessoas, por fora, ou por dentro. Elas nos olham também, mas são sempre intocáveis, inatingíveis; ou seja, são coisas bastante inócuas, por não provocarem nada de razoável em alguém.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas, as pessoas, estão dentro de uma vitrine móvel... Algumas tentam irromper, quebrar, varar, mas há a indiferença do liso, do  chapado do vidro, e tacitamente ficam à espera mágica de alguma outra possibilidade por ali. Mas tem a pressa, a urgência da vida, a urgência e tudo precisa ser mesmo muito fast, muito food, no executivo, no factível do frio, do preciso, do liso, do reto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reticências aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que não se precisa numa metrópole é de filósofos! Logo, se você nunca anda de metrô ou nunca andou, esqueça esse seu lado de pensante, nesse tipo de lotação humana, tudo é tão veloz e hermético que pensar não entra, não cabe. Meninos e meninas, preparem-se, eu... vi... Mas já chegamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As portas abrem e fecham novamente. Segue-se o rápido, o prático. Se você não vai descer na próxima estação, não fique PARADO na PORRA da região das portas! Que tipo de locução é essa de metódica, plena, fixa, informativa, educativa, orientadora, de gente, hein?! Alguém, por favor, professor se for, poderia me dizer desse ensino diário de se espalhar o comportar nos lugares de gente se pondo, indo-vindo em massa?! Claro, direcionado àqueles que não se educaram no berço ou em escola certa de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vão ter que ouvir sempre, mesmo os já educados...  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz cibernética do locutor, mormente num som bem tosco e quase sempre fora de controle, soa agressiva, inoportuna, invasora. E destoa, destoa.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, sei disso porque sinto logo pelo próprio ar que textura nossos olhos, bocas, corpo dentro desses locais subterrâneos desse maravilhoso transporte coletivo... Sei, estou nadando no cu do comum, todavia acho que os arquitetos (dos governos) bem formados que são pouco, não vão pensando nas gentes que se  utilizam das suas crias. O metrô é mesmo muito frio, feito para abortar quaisquer tentativas de civilização no seu interior. Já observou  como se senta, como se conversa, como se gesticula  dentro dos carros ou mesmo dentro das estações? Estamos todos num templo sobre trilhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No metrô não corremos (oh que contradição!), não damos passadas fora do nosso rumo, não ziguezagueamos, não alteramos a voz, nunca olhamos nos cimos dos tetos das pessoas. Estamos sempre numa serventia imaginária, plena de prudência, reverência cauta, peculiar, mesmo quando somos os maiores senhores de nós.  As lisuras do cimento, do alumínio, do metal, do vidro e a ultra velocidade urgentíssima de se chegar, de se ir, de se atravessar, se arrumar, se encaixar num canto... Ah, a busca por um assento em bancos tão frios como pedaços de mármore! E em horário de picos, Deus sabe lá, a busca de um vãozinho para pôr os pés, se não, vai sem chão mesmo. Voando como é. E digo, ainda bem que é sempre uma viagem rápida. Daí, dói quase nada isso tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-6607831809416836106?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/6607831809416836106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=6607831809416836106' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6607831809416836106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6607831809416836106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/05/impossibilidade-de-civilizacao.html' title='Impossibilidade de civilização'/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-1331556333943745756</id><published>2011-04-22T22:29:00.002-03:00</published><updated>2011-04-22T22:37:38.455-03:00</updated><title type='text'>Que negócio é esse de comunicação?</title><content type='html'>As várias violências que matam as pessoas delas mesmas, na sociedade, criam sempre grande comoção em outras, em sua maioria. Grande parte da mídia bem vigilante, atenta e cheia de esperanças nos seus faturamentos, redobra sempre os duetos dos agoniados, imprimindo-lhes maiores relevos, maiores cores, vultos.  Assim, mesmo sendo que é a crueldade bastante cruel, com a sanha dos donos da voz e da imagem, para os seus ganhos tudo vale a pena: dissecam ao máximo os amargos de cada osso, em sobra, daqueles que servem tão simplesmente de produto/notícia para manhãs, tardes ou noites das famílias brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginemos nós, as novelas da Record, as novelas do SBT e mesmo aquelas tais novelas mais "requintadas" (pra não dizer um trocadilho bem idiota) da Globo, já não dão conta das emoções que os seres "normais" precisam consumir! Aí que entram esses Wellingtons para um tipinho de espetáculo (bastante mórbido, claro) que não precisa de atores profissionais, de diretor, bastando tão simplesmente uma locação e uns figurantes/vítimas para VIVEREM a CENA, tendo como protagonista um imbecil de família bastante precária na sua base, dentre outros paupérrimos pré-requisitos. Ademais, de resto, de sobra, de entanto o SISTEMA criador de emoções repercute, envia, reproduz, contamina, replica... e RESOLVE.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ops! E até eu aqui estou na ONDA... Ah, não!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Assim, esses jovenzinhos mortos naquela tragédia do Rio, tristemente, servem ao MONSTRO da informação; da merdeira de um jornalismo de negócios, numa trama quase messiânica, do além, do pra lá, do lá. Ah, a Comunicação é uma mina, e o garimpeiro não precisa nem ter muita sorte, basta ter quase nada de escrúpulos e muita gana, é isso?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-1331556333943745756?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/1331556333943745756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=1331556333943745756' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/1331556333943745756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/1331556333943745756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/04/que-negocio-e-esse-de-comunicacao.html' title='Que negócio é esse de comunicação?'/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-903470830901143208</id><published>2011-04-12T18:50:00.008-03:00</published><updated>2011-04-12T19:22:21.682-03:00</updated><title type='text'>Crônica de Segunda, Terça...</title><content type='html'>Depois de intensa refrega com meus eixos, acabo por decidir que Crônica de Segunda, agora poderá ser de qualquer dia da semana, sem prejuízos aos meus preciosos leitores. Que ainda são poucos, mas fiéis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa flexibilidade penso que terei mais pempo e tranquilidade para elaborar as crônicas, e com assuntos cada vez mais abrangentes, sem abrir mão do estilo e do caminho que venho traçando nos por aquis. Eia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que os meus amigos leitores, todos eles que por aqui batem claros olhares pontuais ou não, não se incomodem tanto... e certo estou que será mudança pra boa, creio e todos vão me apoiar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aqui eu fico. Selado. Com todos e por todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-903470830901143208?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/903470830901143208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=903470830901143208' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/903470830901143208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/903470830901143208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/04/cronica-de-segunda-terca.html' title='Crônica de Segunda, Terça...'/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-5418539489177999296</id><published>2011-04-04T22:41:00.008-03:00</published><updated>2011-04-06T18:00:57.709-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>1984&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu li 1984 em 1984, e de George Orwell sabia pouco ou quase nada. Naquele tempo não havia os Googles para clics e xis de quês e ypsylones... A gente realmente precisava cair na estrada, lutar, se amassar, apalpar, chupar, e apertar-se em busca de informações. Quando não havia livros disponíveis, para descobrir coisas, minimamente, a gente tinha que ter as pessoas certas nos seus devidos lugares de nós. O que chamam de Rede Social hoje, sempre existiu; e a maioria das pessoas sabe, e é óbvio e batata:  tudo que rola no computador é uma réplica da vida e não o contrário. Assim, construíamos a nossa “Rede”... E se eu não sabia direito quem era o cara, alguém da minha Rede sabia, ora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim foi que soube de George. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu li aquele livro em três ou quatro fins de semana, sentadinho de forma bastante confortável num dos últimos trens de luxo que fazia São Paulo/Campinas/São Paulo, o chamado expresso das 18h30 de sexta. Era mais barato, mais confortável e mais seguro do que os paus-velhos nos impostos pela poderosa Viação Cometa, que até hoje, nos claros dos dias, ainda manda nos destinos de nossas pernas indo ou vindo pra muitos interiores de SP. Arre, que nojo desse monopólio capitalista! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se G. O. nem sonhara com essa baboseira que seu “1984” espalharia de azar no mundo, muitos menos saberia que por volta dos anos 2000, existiria no Brasil de “B” uma réplica da joça extraída daquele mundo de Big e de Brother seu.  E será que alguns desses tais de “heróis” dos “BBBs”, ficam sabendo de onde vem a expressão?! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E George O. o que acharia disso? Bom, passo aqui a lâmina e encerro o assunto, porque de comum não quero me entortar nos textos. Se der. Somente na vida. E com uma boa cerveja e alguns meioamigos – ao menos - (juntomesmotudo) já me sentirei bem mais feliz do que sempre tenho sido. Que fui. Hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-5418539489177999296?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/5418539489177999296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=5418539489177999296' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5418539489177999296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5418539489177999296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/04/por-alguma-burrice-minha-ou-mudanca.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-1297251278881501749</id><published>2011-03-28T21:22:00.005-03:00</published><updated>2011-03-28T21:46:35.192-03:00</updated><title type='text'>Aqueles dois</title><content type='html'>O que sobrou nas mãos foram dois fios de cabelo. E de partida Margarete já entendia muito, muito. Muito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-1297251278881501749?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/1297251278881501749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=1297251278881501749' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/1297251278881501749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/1297251278881501749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/03/aqueles-dois-tudo-que-sobrou-nas-maos.html' title='Aqueles dois'/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-6254747639535784739</id><published>2011-03-21T19:45:00.004-03:00</published><updated>2011-03-21T19:56:27.230-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Parágrafo único de mudança brusca&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ideia partida... mudança de rumo, causa mudada, beijo arrependido, abraço perdido. Sim, estava com tudo no gatilho, no brilho, na bica do buraco para o certeiro dos eixos nas cabeças, pronto nos dedos, nos lábios. Mas no hagá do a tive surto de sorte e me mudei de bunda e sofá. Assim, sentado fico tranquilo no que não for pra ser. E será.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-6254747639535784739?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/6254747639535784739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=6254747639535784739' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6254747639535784739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6254747639535784739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/03/paragrafo-unico-de-mudanca-brusca-ideia.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-4034021063848369914</id><published>2011-03-14T22:11:00.002-03:00</published><updated>2011-03-14T22:17:16.132-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;As caras das cabeças&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles se conheceram como? Como. Sim, aí, nisso, um olhando o torto secreto do outro pelas gretas da Rede. Ninguém saberia se quisessem, e nem vão saber. Dos sonhos, somente os sonhadores sabem... Se o meu contar disso soa aqui nesta página, porque abro fendas em versos dos alheios (que nem nunca se divulgam como poetas e afins que são) também, com meus botões malcriados e arranco deles, de lá, viveres em vivendo assim, quente, atual, no improviso, como a vida sabe se ser. E será, e é, tem sido. Assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Vou despir tua alma&lt;br /&gt;a cada passo de milímetro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou pensar em você,&lt;br /&gt;no seu cansaço&lt;br /&gt;a cada passo de milímetro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou despir tua alma&lt;br /&gt;A cada passo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;Li o soado acima numa dessas mensagens genéricas “caídas” na minha caixa de mensagem assim, com destino incerto, vago, fortuito, sem rumo... Eu ri dela nela, assim na cara sem pensar duas vezes, e tive vontade de continuar aquele poema(?) num dedo de instante celerado para algum rumo do meu íntimo. Mas quando o olhei bem no fundo vi no seu dos olhos, o triste, o alegre, misturando os canos das emoções... Juro que entendi, ele morreria ali naquela reticência vaga, esvaída naquele seu fim desavisado, repentino, torto no seu como. Afinal um esboço assim de repente poderia ser mesmo, por sua vontade livre o próprio poema, no definitivo, fechado no seu próprio corpo? Pronto. Talvez, no lacre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, poeta, ali nada poderia fazer por mim, nem por ele... Talvez. Era um pedaço, um inteiro, um fagulho, um esboço, um sinal, um raio? Pra quem?! Quem o recebesse em olhar de rumo ali o vendo no papel ou em tela?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, um insulto anônimo, uma mera provocaçãozinha barata, que eu vestia agora, calvo, careca que ando da vida na cabeça. Ah, me visto. Vai. Visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PS: Meu minuto de silêncio aos irmãos japoneses do outro lado da Terra, bem aqui do meu lado... Que superem e logo essa tragédia!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-4034021063848369914?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/4034021063848369914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=4034021063848369914' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/4034021063848369914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/4034021063848369914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/03/as-caras-das-cabecas-eles-se-conheceram.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-2557767599919243446</id><published>2011-03-08T11:25:00.002-03:00</published><updated>2011-03-08T11:29:32.077-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A dança do encantamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço um cara que sofre de crises e crises de coisas e coisas da cabeça... É doido mesmo, no literal. É ansioso, fala pelos joelhos quando encontra alguém, e se não encontra fala do  mesmo modo, ligando para todo mundo: de CVV ao padre da  paróquia mais próximo dele. Se não tiver igreja da católica, vai numa Universal mesmo, qualquer bispo, qualquer pastor serve, não importa... Mais, em seus momentos mais agudos prepara sua alma para o casamento com o seu amor maior e sei lá como, inventa-a toda linda, princesa, maravilhosa e eterna ao seu modo, e dança, dança, dança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: não adianta ligar a TV, não adianta lhe dizer sobre carnaval, nada lhe tira da cabeça esse casamento, nem aquele tédio das alegorias, das fantasias, nem mesmo as mais Büdchen das Gisele, ou mesmo aqueles ufa-ufas dos comentaristas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Àqueles que vieram antes por aqui, me perdoem, errei o dia, dancei (rsrs) além da conta, e somente hoje, terça de manhã, faço cumprir o prometido de sempre... O(a) amigo(a) há de me perdoar, afinal, em 3 anos, pela SEGUNDA vez cometo a falha. Beijos que fui&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-2557767599919243446?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/2557767599919243446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=2557767599919243446' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/2557767599919243446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/2557767599919243446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/03/danca-do-encantamento-conheco-um-cara.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-3611631083000291282</id><published>2011-02-28T23:04:00.001-03:00</published><updated>2011-02-28T23:05:19.122-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;São Paulo faz inveja a ele em dias de chuva (Desabafo)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não conheço, não sei de alguém que pra esse lugar tenha ido, não me interessa saber, tenho bronca de quem me disser que sabe... Sim, não há nenhum interesse deste pretenso cronista em assuntos fora da realidade. Mas confesso: São Paulo vira esse famigerado lugar, que ninguém sabe como é, exceto na imaginação porque os que pra lá foram, se foram, não voltaram pra nos dizer no me, no e, no z, no t, no i ou no xis... Coisa certa é certa: bom lá não é. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O inferno fica aqui mesmo em SP, na Capital e etc. e coisa. Basta a chuva se derreter lá de cima, que rios enchem, transbordam, enxurradas invadem casas e comércios e etc. etc. etc. etc., e parará, parará: trânsito trava, carro trava, ônibus lotado fechado e gente sem respirar porque água entra e três ou quatro horas num percurso de uma, com povaréu apertado no tranco, na gaveta das freadas bruscas do endiabrado motorista, já esgotado até o último suor... Aff, paro!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(E no Tietê, no Tamanduateí bóia o lixo, flutua a mer...da. E São Paulo resiste, mesmo cheio)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ninguém tem culpa desse inferno nem o diabo e desabafo de raiva hoje sem vírgula e nem pontuação no cacete de um texto deste que poderia ser bem menos ruim mas tempo e nem coragem de ser hoje há ah&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em tempo: o que tiver de erro, coloque na conta de quem for, menos na minha! Não tenho paciência pra revisar, nem saúde a estas horas (levei quase  três horas pra chegar aqui nesta máquina da po... Hoje tá soda)! Aí, foi que fui.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-3611631083000291282?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/3611631083000291282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=3611631083000291282' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/3611631083000291282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/3611631083000291282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/02/sao-paulo-faz-inveja-ele-em-dias-de.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-2210722365471502072</id><published>2011-02-21T20:56:00.003-03:00</published><updated>2011-02-22T11:17:16.040-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Crianças que se viram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu passava de ônibus, quase sonolento, num balangandan de doido de sacolejo numa carroça indo ao meu encontro, ao meu destino, ao meu rumo, ao meu aquém qualquer que não importa agora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um colchão velho, surrado, mijado, sei lá mais o que de quê jogado numa praça, serve de tapete a uns três garotos que treinam cambalhotas, piruetas à la hip hop (será que eu sei o que isso?)... Mas não importa, a espontaneidade daquele pequeno movimento, organizado em seu modo por si, da-nos uma dimensão do que pode ser a infância na maior cidade da América Latina; principalmente nas comunidades mais pobres das periferias de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver por aqui e por aí, nesses Brasis, deve ser isso. É se arrumar em qualquer canto, em qualquer riso, em qualquer gargalhada. É o que hoje me basta, mesmo não bastando nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aqui, por enquanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-2210722365471502072?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/2210722365471502072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=2210722365471502072' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/2210722365471502072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/2210722365471502072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/02/criancas-que-improvisam-eu-passava-de.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-40935771860504750</id><published>2011-02-14T13:19:00.006-02:00</published><updated>2011-02-14T18:48:27.537-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Três longos anos curtos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(de blog)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino-me, em 11 de fevereiro de 2008, ontem mesmo de um outro dia por aí, ensaiando o meu primeiro texto para publicar aqui... Depois outro, e um terceiro (14/02/2008) que dizia daquele unzinho &lt;em&gt;General Charles de Gaulle&lt;/em&gt;, tentando expulsar em 1968, da direção da Cinemateca Francesa, nada mais do que o "Monsieur Cinema" Henry Langlois, quando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, a seguir, no vir em diante republico pedaço daquela minha estreia. Entusiasta que sou do cineclubismo, do cinema, não haveria melhor figura, melhor assunto para dar raiz a um blog que se quer sério, duradouro; e sempre que possível, apesar de pessoal, um espaço da boa provocação, da boa cultura e da reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro as aspas, para um texto que naquele momento cumpriria a tarefa de, modestamente, lembrar os 40 anos daquele episódio na França:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Data: 15 de fevereiro de 1968. Grande manifestação em Paris, França, em apoio a Henri Langlois, que à frente de um templo do cinema mundial, a Cinemateca Francesa, era ameaçado de ser expulso pelo então ministro da Cultura da França, André Malraux, cumprindo determinações do General Charles de Gaulle. Langlois, conhecido também como “Monsieur Cinema”, era acusado de má gestão daquela instituição da memória cinematográfica, criada por ele em Paris, nos idos de 1936, juntamente com George Franju.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;François Truffaut, no livro, O PRAZER DOS OLHOS: ESCRITOS SOBRE CINEMA (Jorge Zahar Editor -2005 - 352 pp – brochura) , em texto para prefácio do livro *L’Homme de La Cinemathèque: “...Várias centenas de diretores, de Chaplin a Kurosawa, de Satyajit Ray a Rossellini, enviaram aos Cahiers du Cinéma, bastante ativos nessa luta, telegramas ameaçando retirar seus filmes de uma Cinemateca sem Langlois.” E aquela manifestação de 15 de fevereiro de 1968, em defesa da permanência de quem fundara e dedicara toda uma vida à Cinemateca Francesa, foi apenas um ensaio do que seria o famoso “Maio de 68” em Paris.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Assim fiquemos conversados. Em 3 anos de existência, de teimosia, de pisadas firmes e bambas, mas em frente, tão em frente quanto um barco que precisa ver terra, pisar a terra, andar na terra e respirá-la de vez com tranqüilidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-40935771860504750?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/40935771860504750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=40935771860504750' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/40935771860504750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/40935771860504750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/02/tres-longos-anos-curtos-de-blog-imagino.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-5175445168421111850</id><published>2011-02-07T17:15:00.003-02:00</published><updated>2011-02-07T17:18:58.406-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;font-size:180%;" &gt;Silêncio dos tolos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Palavra. De amor eu não entendo disso numa segunda-feira barulhenta, bem antes do meu silêncio beijando-a atrás de um caminhão cheio de pneus velhos, soltando nuvens de fumaça que estraga a gente. Acho que vou me engasgar de você por aqui em SP, e nem venha com caras e beiços murchados na covardia de um silêncio tolo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ando mesmo poluído de fúria, e não me deixe sozinho com minha língua na ponta dos dedos... Ah, eu ainda te pego no jeito do meu barulho, para que teu silêncio tenha mundos de justificativas. Nem imagina, vou comprar uma britadeira pra você pilotar nas ruas de SP, assim não mais te verei calada de mãos e bocas me fritando muda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ah, me deixe, ou rasgue-me por inteiro as roupas. Com  ternura. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-5175445168421111850?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/5175445168421111850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=5175445168421111850' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5175445168421111850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5175445168421111850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/02/silencio-dos-tolos-palavra.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-1136470047124196696</id><published>2011-01-31T17:51:00.003-02:00</published><updated>2011-01-31T18:35:43.622-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Corações mudos na boca &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coração disse a um outro do lado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu tenho pressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu tenho não, moço... – Isto é imaginação pura, ela não disse nada. Apenas desconfio, suspeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No após, eu pergunto-lhe, no real:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei, está calor no aqui, não é? Ou... né?! - Risos sem jeito de minha cara pra mim, caindo num abismo ali daquele ônibus sacolejando, no entanto dos buracos das ruas de São Paulo... Eu tinha certa frivolidade escondida nas mãos, espécie de carta aberta no jogo, para aquele enlevo bem ajustado de pernas femininas ali dentro de uma saia bem rodada e colorida de gostosa, na minha frente. Ah, eu te me entrego sem as burocracias da min'alma! Me leva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hum. Eu tô me apaixonando por mim em ti, menina! Mas aos poucos via minha coragem derrapando no piso daquele ônibus/carroça, descambando rua afora para o meu algum curto destino... (qual deles? Perguntei-me em voz alta). Mas nesse titubeio, vai-não-vai fui indo de manso com meus olhos nela, até encostar meus sentimentos nos seus delas assim cara a cara, com pele e vontade de viver ali. Ah, o osso do coração da gente não quebra de bater, se não, acho que o meu já estaria a pó. Risos aqui de novo, bem sem graça na minha cara de tímido, bobo, besta, entortado da vida...  e sei lá mais o que posso me desdizer das minhas tolas sem gracisses de enveredo da minha vergonha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. Isto foi ela real, em carne, bem seca, curta, lacônica, ou precisa... A dúvida é o meu alívio aqui. Ufa, continuo mirando-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, depois de um tudo de empinado momento secular em bico labial, bem mordido de beijos graciosos de vida boa de bela, deu-me dois olhares tímidos e/ou ameaçadores (já certeza, não mais me havia no ali da vida). Eu quase dei um espirro de felicidade assim num bico bem contido de alegria. Depois, disfarçadamente me odiou, ficou no seu horizonte de sei lá o que de que pra quê. Um silêncio assim bem covarde, sem nada de reação, inerte, num fundo de baú de abismo. Eu sei, ela sabia, queríamos o mesmo querer mas morreríamos ali mudos, estáticos, pedra na pedra e nada, absolutamente nada em nada nos moveriam, em milímetros que fossem daquela trincheira absoluta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós temos o nosso fraquejar, o nosso enrolado sistema sanguíneo de se relacionar. Sabe, aquele jeito de mandar sangue pro outro, esperar, bombear de novo, ver o que acontece com o receptor, bombear novamente, e ficar olhando-o nos olhos, assim bem lá nos eixos deles, até vê-los encharcados, borrados das imagens, fotos de papel molhadas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas eu perco a cabeça, arrombo as portas, às vezes, e fico assim querendo esmurrar tudo e todos, e acabar com a burocracia infernal daqueles olhos lindos me fritando naquele automóvel dos demônios. Ah, me leva, eu sou teu , me leva, me leva! Claro, diante dos meus olhos pedintes, insistentes o ônibus parou, freou no brusco e aqueles pés magníficos, delicados, levíssimos pisaram o além do chão e foi-se. Eu continuei no definitivo da infinita viagem em direção a algum extremo sul da cidade de São Paulo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-1136470047124196696?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/1136470047124196696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=1136470047124196696' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/1136470047124196696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/1136470047124196696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/01/coracoes-mudos-na-boca-meu-coracao.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-4065325040251581712</id><published>2011-01-24T23:22:00.003-02:00</published><updated>2011-01-24T23:37:16.303-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Pequenos, discretos, sutis eventos de exclusão ou um bode pra espiar...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A delicadeza da fineza de pessoas indo e vindo no brilho das passarelas da arte e da cultura é sempre um algo assim, tão sem... Sabe, sem comparação de bom, de ótimo, de brilhante, que às vezes engolimos um peixe até cru! O que se fosse em outra área da vida, nem assado nas brasas das mais ricas das madeiras, comeríamos. Oxa, oxa, oxalá que  tivéssemos sempre o luxo disso na vida para o sempre do puro em palato sentido ao vivo do sabor! É a vida, que no fundo, trocando nos miolos, deveria ser para o puro prazer, prazer do conjunto das pessoas, do pleno... Mas paro no aqui, freando de medo do comum me pegar pelo cu das calças das coisas, bem na hora que o texto teria que ser outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ah, a burguesia do discreto, do charme, do inteligentíssimo,  sabe nos golpear com o que há de melhor na vida, sabe, sabe!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja bem, meus queridos olhos indo aqui bem em cima disto, indo-se em letras batidas de dedos trêmulos, numa manhã de sábado... Recebi uma propaganda de um curso ou oficina por e-mail, sobre Glauber Rocha, na USP. Nossa, um primor, uma pérola. Eu talvez nem fosse mesmo, ando sobrecarregado, mas creio que devia haver montão de gente morrendo... De vontade (e gente que precisa, que não teria outra oportunidade, digo, assim, no exagero, mas dito fica nisso) de ir e participar ficarão muitos. No visto que vejo, exceto se for enganação de marketagem, em termos econômicos parece bastante acessível. Mas... olha... sabe... eu trabalho... poxa... será que o chefe libera? Opa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exclusão, esse é o creme-do-creme da exclusão mais bandida,que se possa haver no berço, no colo, na mãe-do-corpo da burga. Ou o cu do cérebro da “intelligentsia paulista” mesmo. Certo, Glauber é para poucos. Talvez por isso tenha tido vida tão curta, sabia: seria um sempre para poucos. Continuando a propaganda daquele curso enviado para minha caixa de e-mails, divulgando-se em si tão nobre causa... Bom, de tanto a tanto de outubro de 2010, sempre  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;às quintas-feiras, das 14 às 18 horas&lt;/span&gt; (o grifo é meu)... Eu vou, monte de gente vai, eu fui, foram, e fodam-se todos que lá se foram ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.... (Meses depois eu aqui retomando um assunto...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso aí. Sim, eu havia esquecido este pedaço de texto nos guardados dos arquivos e o resgatei pra surrupiar um pouco isso. Dirão muitos: nada a ver isso de achincalhar tão belíssima intenção, tão necessária ação; tão não sei o quê de cacete do cacete de intenção dos ossos que vão ficando pelo caminho... Eu sei, pior Glauber assim do que nunca Glauber assado. Ok.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, Glauber, na parte da noite, assim com todo mundo caindo pelas bordas de cansaço e sono seria uma chatice, e final de semana... Pô meu pera aí fala sério sem vírgula: qualé que é?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoe-me a chatice das minhas isses mas não suporto mais essa delicadeza dos senhores feudais da arte e do domínio cultural do atraso, e da exclusão. Um reles panfleto guarda tudo e mais isso de ira, num simples evento tão bem intencionado, de senhores tão otimamente preocupados com nosso cinema! É uma pena, Glauber continuará sendo para poucos. Daqui até o fim dos ossos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-4065325040251581712?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/4065325040251581712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=4065325040251581712' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/4065325040251581712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/4065325040251581712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/01/pequenos-discretos-sutis-eventos-de.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-320397354159296822</id><published>2011-01-17T23:46:00.003-02:00</published><updated>2011-01-18T00:00:18.291-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Na superfície da lama&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisava inventar uma crônica de chuva, de tragédia, de desprezo, de água lamacenta escorrendo em rostos, em bocas... Na ausência de competência e uma razoável distância entre eu e as termpestades das TVs, e as pessoas que estão sendo soterradas, não poderei mergulhar na lama do assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tenho curto, curtíssimo tempo na bronca das mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por falta de moradias dígnas a essa gente, eu me sinto bem mais, bem mais incompetente do que possa parecer para mergulhar na lama, na lama, na lama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só. E ponto. E só. Ponto. Por aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-320397354159296822?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/320397354159296822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=320397354159296822' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/320397354159296822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/320397354159296822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/01/na-superficie-da-lama-precisava.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-4499076159209699015</id><published>2011-01-09T19:32:00.003-02:00</published><updated>2011-01-09T19:42:23.108-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;br /&gt;O meu circo – e o cerco deles, ou Lobato contra Tio Sam  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;(2ª. e última parte do texto)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os números, as variedades, as atrações, mais pensadas para os pequenos, claro, do que aos seus guias, propriamente. Todavia, os adultos que entrarem naquele círculo de pano com algum desagrado, se de lá não saírem com aliviado humor, emburrados de todos não ficam mesmo. Afinal, em deserto, água boa é aquela que mata a sede. E basta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me senti nos meus idos de criança, bem assim lá no pé da vida, numa emoção só de dar água em pingos pra boca doce não se amargar. Sim, lá estavam eles, o velho e bom picadeiro, a lona, o mastro, as cordas, as luzes... A linha tênue da tradição ostentando o incansável circo! Ainda que o seu picadeiro me parecesse, às vezes, num lampejo de triz um cofre – um cofre fraco, claro. Mas 1 cofre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Até entendo, do meio em diante da coisa disso: concorrer com as poltronas dos lares não é fácil. Bunda da gente não quer sair mais de lá da TV, precisamos botar bunda fora de casa, botar bunda pra andar. Assim mesmo, meio desportuguesando a língua em pensar alto, quase... Bunda pra frente, vai, bunda! Risos. E isso, aquele picadeiro/cofre está conseguindo mui modestamente, desconfio, mas está).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, médio, ruim? Eita. Vamos duvidar? Dúvida de doido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o máximo ainda viria no destravado daquela lona... Não vou dizer das atrações, propriamente, dispensa-se o óbvio o igual o bem comum das coisas (com todo o respeito que devemos todos nós a esses bravos guerreiros do circo!). O leitor, se nunca entrou num circo, provável que a TV já o colocou num, suspeito. Então vamos arriba - mesmo se descer for, agora aqui, no ler e pensar que tiver da escrita. Vamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, de animal naquele local observam-se duas espécies: a canina, e a equina. E do meu acento modesto (cadeira atrás de cadeiras) se anunciou os cachorrinhos ensinados! E andam- correm-sobem-descem obstáculos e etc. etc.; depois o domador ou treinador os colocam para dentro do pano novamente... Luzes piscam, o locutor redondo no seu pleno de ofício, emoldura, imposta, arredonda no volume e anuncia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora, com vocês: Halloween, a nossa bruxinha!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá entra a saltitante cachorrinha poodle, toda-toda,  num desfile em duas patas, arribadas com as mãos para os céus - oh!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora com vocês: Emília, a nossa bonequinha!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não houvesse na seqüência um trapezista fantasiado de homem-aranha, diria que o “duelo” de culturas no picadeiro fora, magistralmente, arquitetado... E com isso não vejo dúvida, pois o acaso do fortuito impera. O que de qualquer sorte, muito me agrada, a nossa  (aquela bizarra) “bonequinha” Emília é muito mais interessante do que qualquer  bruxa (leia-se lixo), por mais que escolinhas e institutos (muitos que se querem sérios) de língua inglesa persistam em nos dizer o contrário! (estou sendo bem benevolente com esses tais. Não quero me estragar agora com discurso, discursos, discurso... Fui) Arre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-4499076159209699015?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/4499076159209699015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=4499076159209699015' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/4499076159209699015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/4499076159209699015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/01/o-meu-circo-e-o-cerco-deles-ou-lobato_09.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-6265297116224774525</id><published>2011-01-03T23:46:00.004-02:00</published><updated>2011-01-03T23:54:21.862-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O meu circo – e o cerco deles, ou Lobato contra Tio Sam &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(1ª parte)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso aqui não é estudo, não quer dar ciência nem nada, só quer um ir, voluntário, se colocar em posição diante da vida que pulsa em meu país. Assim os olhos e eixos àquele que me conduz na luz dos ditos e não ditos aqui, o leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No feriado, véspera de ano novo, viajando ao interior de São Paulo, em casa de meus queridos familiares, bem na porta da casa de um deles lá havia um circo funcionando e, justo, bem justo naquele dia 30, cravado de dezembro haveria espetáculo, sim senhor! Daí que fui... Um bairro afastado do centro, mas nada que se possa dizer que seja um bairro de pobres esquecidos. Gente de classe media baixa, bem ajustada, se comparada as gentes da mesma tintura social da capital paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, um lugar ermo de lazer e de cultura (como na maioria desses brasis). Vai que, um circo lá, num longe de tudo disso, é sucesso de bilheteria no pleno do garantido - e adeus Vênus Platinada nesses dias de circo, lá! By, By Brasil! - um ato contrário, espontâneo, quase ingênuo do colonizado ao colonizador (que de longe continua ocupando a nossa Terra)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas assim vi, bem olhado, medido, volteado, apalpado em centímetro o cada bago de olho vidrado de criança e adulto, naquilo deles se matando de viver em emoções e risos, diante de tão simples que precisam as coisas pra serem. Independente se boas, ou ruins. Um ser que faz um bem a um convívio, a um toque, esbarramento, coisa de arrancar-se de fiapos em pele, contacto, movimento social de vanguarda popular, se tivesse que (a semelhança com o bizarro é proposital) nomenclaturar aquilo, por mim. Mas algo tão somente isso e, pronto de aquilo de essencial pra vida, que os maiores dos senhores das tantas das autoridades acadêmicas da vida civilizada, se prostrariam de quatro, fazendo “v”. Aquilo pra coisa, de tão importante que há de ser e o é: o inconteste toque de pele entre comuns e, até não comuns, se for o caso de sê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Rá, rá. Eu imagino. E rio como posso nisso, num gozo incontinente de olhar. E me sei no redondo e no quadrado, que venham os contrários para o choque de coisas se dizendo. De viver em comunidade, ninguém, ninguém, nem  satã se o for, que seja, pode se recusar. Nem eu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como a vida não é de graça, a inexorável contrapartida vem: ou com, ou no, ou ao, ou do – que, se em tempos de cavernas vivêssemos, pra se comer da caça, haveria de dela ou de outras ter-se dado dos seus suores – e sangue, às vezes. Na dúvida, fica-se fora do banco dos prazeres – ou banquete, como se quer a norma da língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ingresso, a entrada, nos seios daquela lona custam míseros 3 reais, apresentando filipeta promocional, fartamente distribuída no bairro. Assim foi que fui ao circo naquele penúltimo dia do ano de 2010. Lá de dentro ( e não de fora) que pude melhor observar os esquemas daquele círculo de distração: as portas se abriram às 20h30, pra se começar às 21 h, depois, no vão de 60 minutos, bem no meio, uma paradinha para um descanso da trupe e, recomposição das respirações... E, claro, novamente as vendas das pipocas, refris, batatas fritas e afins. O que foi antes do início, no intervalo daquele recreio, repete-se a pequena e modestíssima farra do comer-se, do gastar-se... Ponto nisso. Passo ao miolo do assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(a última parte será publicada na próxima segunda)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-6265297116224774525?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/6265297116224774525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=6265297116224774525' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6265297116224774525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6265297116224774525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2011/01/o-meu-circo-e-o-cerco-deles-ou-lobato.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-7175657839540899041</id><published>2010-12-27T18:48:00.002-02:00</published><updated>2010-12-27T18:51:07.243-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Coisa de doido - vão dizer &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada, antes do natal, acho, passei pela Rua São Caetano (chamada rua das noivas, em São Paulo, pra quem desconhece), ia lá pra bandas da Rua Cantareira e coisa e tal, buscar uns breguetes (como dizia uma minha namorada do interior, de muitos idos) pra incrementar minha passagem no feriado, já que adoro viver cruzando cozinha e, lá botar minhas mãos, todo o tempo, em não só nas massas. Pois que o pois das coisas são assim como a gente vê mesmo. E contar, depois, por mais que se fie no contador alguém sempre bota o olho na obliqüidade e pensa outra coisa. Todavia, arrisco, alguém precisa contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou no meu destino, vibrando nos brancos das vitrinas de manequins noivísticos, olhando, olhando aqueles eles de vãos das coisas ali nos seus indos... As lojas, umas dez da manhã, estão até meio vazias - porque até acho que casamento em dezembro é pra poucos, pois ninguém quer saber de gastar véus com isso numa ocasião tão abundante de festas. Aqueles que se arriscam podem passar vexame, imagino, por falta de público, mesmo sabendo da gratuidade do ingresso num empreendimento desses. Opa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai vendo. Também vou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é de repente... E assim, bem de, na minha frente um sujeito celerado, corta o caminho, faz uma curva apertada com o corpo, “derrapa”, sob sons de sua boca imitando um carro (como aqueles sons de crianças quando imitam o barulho dos automóveis, quando brincam) e entra na loja que se vê logo no seu caminho, e tasca pra vendedora na porta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quero casar, quero casar, quero casar, quero casar... ( e vai entrando ali, e não parava de dizer isso, sempre).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou lá repetindo isso, insistentemente, pra moça da loja, que constrangida, ria até, sem saber o que dizer àquele pretendente. O doido do doido, deixava bem claro, no seu dizer com gestos e corpo, que não era a garota (aquela vendedora) o seu alvo, vamos dizer, mas sim, qualquer outra (assim, no vácuo das coisas, sem mirar ninguém); e dizia, em movimentos quase circulares, repetia, repetia, mirando um vazio distante na sua própria roda do destino, num horizonte tão incerto de quê.&lt;br /&gt;Daí, diante daquela peleja e pelejado, o ajuntamento de povo em gritas e assobios, e os eticéteras mais de curiosos; os engraçadinhos, os piadistas; os coisas e tais e uns tantos quens sem fim de olhares e pilhérias, que a loja foi ficando apertada de gente. A rua, já bloqueada, o buzinaço (porque os donos de veículos adoram apertar buzina), as moças das outras lojas, todas rindo, rindo, gargalhando, gargalhando....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, chegaram os quens  de seguranças particulares das vizinhas, e logo  a PM no maior cantamento de pneus, como se ali a ocorrência fosse das mais graves, das mais tais de cruéis. E da viatura, um policial, até um pouco obeso, desajeitado, desceu já com um fuzil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o PM viu o quiprocó lingüístico daquele corpo desparafusado, ensimesmado, esfarelado da alma, abaixou a arma e o abraçou bruscamente, tirando-o dali. Claro, todo mundo pensou bobagem, mas o mandado da lei não teve alternativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinais dos tempos. Os novos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Fora de órbita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E falando nisso, em tempo, aqui vai: sinta-se você que me lê em palavra, sempre ou não, ou que seja sua, esta, a primeira vez, sinta-se apertado no meu abraço sincero; e que um ótimo, pleno, cheio, derramado ano de alegria e saúde te espere em 2011; o que se aproxima. Beijos, que fui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-7175657839540899041?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/7175657839540899041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=7175657839540899041' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7175657839540899041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7175657839540899041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/12/coisa-de-doido-vao-dizer-semana-passada.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-8912735090425937372</id><published>2010-12-20T22:46:00.002-02:00</published><updated>2010-12-20T23:00:54.975-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Balanço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria de fazer um balanço, nestes dias que vão findando estes 2010 anos, do que se conta por cristo em idade. Todavia, tudo que consigo, com alguma competência, hoje nesta segunda bastante sufocante de calor, é deixar a empresa pra semana seguinte, se der, assim, quando o ano estará nos seus últimos respiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barriga pra frente, e empurrando vou a empreita. Na miúda, na espreita (i, até rimou).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ver. Eu torço pra sair coisa da minha competência, à altura dos meus bastante poucos leitores; no entanto, bastante maiores, em qualidade. E viva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-8912735090425937372?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/8912735090425937372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=8912735090425937372' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/8912735090425937372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/8912735090425937372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/12/balanco-eu-gostaria-de-fazer-um-balanco.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-7508752922860125787</id><published>2010-12-13T13:36:00.002-02:00</published><updated>2010-12-13T13:39:47.841-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Ainda em 2010 um cara rouco de barba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava rouco de gritar uma música americana, de um cara de barba, segurando uma gaita com os dentes. Eu já não me lembro direito dele, nem da música, talvez fosse alguém disfarçado de Walt Whitman, assim do velho mais novo, querendo me pregar um poema/música na orelha em sons bem assim guturais, me arranhando de gato no pelo da sensibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sempre que posso eu tomo uma cerveja com as pessoas que encontro na Augusta, pago ou não a metade da conta, dependo da minha moleza com a grana. E o Walt é isso também, um velho barbudo, mas que não usa gaita, até onde sei e nem tomaria cerveja num daqueles bares que eu tomo... Agora, o cara rouco da música que não é Walt, acho que de repente tomaria uma comigo, no verso se fosse, cantando quem sabe, uma música comigo, assim bem rouco em bom português de vez, no baixo dessa rua em São Paulo, ainda em 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois eu mando uma música para uma amiga muito querida,  que se distrai com isso, dele, do cara da barba, que não é Walt, enquanto eu invento uma poesia pra ter voz e música também como ele; e depois, também, mandarei minha música a todos os amigos, que me querem vivo demais, pra deitar e rolar com eles de alegria e risos, sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-7508752922860125787?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/7508752922860125787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=7508752922860125787' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7508752922860125787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7508752922860125787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/12/ainda-em-2010-um-cara-rouco-de-barba-eu.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-6769586596046111170</id><published>2010-12-06T22:23:00.003-02:00</published><updated>2010-12-06T22:30:12.720-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O bumbum de Gisele Bündchen&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gisele, nossa deusa, nossa diva demais da conta pra ser verdade, e pelo mundo anda assim encantando corações e mentes. Ufa, se a visse na minha mira, em disparado de olhar brilhante meu, bem vidrado, na minha frente, sei não de duro que cairia em vida, babando de gosto. Ela é a maior, a máxima, e de coração me abro no meu bem modesto mundo do peito, gastando minutos de meu sacado tempo só pra pensá-la desfilando no meu aqui de verso em verso de uma prosa-crônica, que às segundas-feiras vem ao mundo por essas mãos que luzes me são e guiam. Em vida de ser e será, assim, por muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sábado passado, imediato, vi a manchete num sítio e, simpático que me acho bastante pela moça, não pela modelo, porque disso não entendo nada – fui logo no ocorrendo dos dedos a apertar os olhos pra matéria... - ufa, batido os olhos lá, fui meio que perdendo, ganhando, perdendo, ganhando,ufa, fiquei nisso nuns segundos de indo e vindo, e finalmente dominei os ares do fôlego e pude ler a manchete, depois as legendas explicando as respectivas: primeiro a diva, assim, de seios nus (zinhos), depois  a diva de assado... Opa, bumbum de fora?! Nu(zinho) de... hã... sim. Nossa, é ela mesma! Vixemariamaededeu... (claro, a minúscula calcinha transparente, imperceptível...). Hummm, adorável! Não se vê nada, somente aquela parte tão assim... Indo e vindo, daria tão no mesmo pra qualquer vida que fosse feliz ter-se com aquela rosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/838374-gisele-bundchen-e-fotografada-nua-durante-troca-de-roupa-em-carro.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/838374-gisele-bundchen-e-fotografada-nua-durante-troca-de-roupa-em-carro.shtml&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas no dentro do meu íntimo, pois imagem é imagem, e o resto não é tudo - digo do meu sigo que tenho em mente, em coração, sendo: a fotografia que, aquela, desse magistral, magnânimo ser que atende docemente por Gisele, ali não era o seu belo bumbum, e sim um tão normal e despido, nu (da silva), em pêlo, tão desprotegido, assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E seres que somos todos, ninguém, ninguém escapa ao àquela posição (ridícula?) soberana, obrigatória, inadiável até... do vaso.  Assim, o maldito paparazzi pegou Gisele, e toda Bündchen, muito elegante que é ser seu, simpática, me parecendo sempre, deve ter se magoado... Mas para cristo não fica, a Deusa, imponente, elegante que é, já virou a página. Mesmo que muitos, como este que vos escreve, ainda lá estejam nela, pregados com as estupefatas fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, confesso, zonzo ficarei ainda e muito, lá e cá com Gisele. Mas não somente com o vendido do esguio, do delgado, do que se brilha, mas também por simpatia da pessoa, que às vezes, muito às vezes, a mídia voraz deixa escapar. Assim, me fica o humano, o mortal, o possível, o frágil... O que lá, pra ela, certamente, muito deve se interessar, penso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-6769586596046111170?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/6769586596046111170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=6769586596046111170' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6769586596046111170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6769586596046111170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/12/o-bumbum-de-gisele-bundchen-gisele.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-656106475736949922</id><published>2010-11-29T17:22:00.002-02:00</published><updated>2010-11-29T17:26:36.919-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;font-size:180%;" &gt;Poeta de Os&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ontem, na cidade de Osasco, aqui colada em São Paulo, morreu Inácio Gurgel. E dele, só saberia dizer o seguinte: foi poeta e gostava da poesia em voz alta, falada, expressada e vibrada por sons humanos, e seus sentimentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Além de artista que era, em boa parte dos seus anos de juventude, do pouco que sei, foi metalúrgico e participou das lutas operárias daquela cidade, contra o regime opressivo e obsessivo dos milicos e tais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Inácio será lembrado também por sua simpatia de gente dos bons, dos que antes de dizer palavra que fosse (o que tinha de sobra, das boas, sendo poeta que era), já mostrava na face e olhares a sua satisfação por quem encontrasse no seu caminho do bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu não creio em outra vida pra lá disso, mas que se tiver, esteja ele, nosso poeta de Os, em lugar maior de lá, juntamente dos meus que pra lá já foram. Em paz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-656106475736949922?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/656106475736949922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=656106475736949922' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/656106475736949922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/656106475736949922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/11/poeta-de-os-ontem-na-cidade-de-osasco.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-2201150906793257909</id><published>2010-11-22T18:08:00.002-02:00</published><updated>2010-11-22T18:14:16.447-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Olha a chuva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem tempo, muito calor, e agora, ufa, uma chuva aqui pra amainar a alma, apaziguar o capeta que nos sufoca no inferno da pele, do corpo. E sem Deus por perto pra aliviar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uia, me vou entrar na chuva de vez e deitar e rolar com ela, opa. Água! Viva a água!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-2201150906793257909?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/2201150906793257909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=2201150906793257909' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/2201150906793257909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/2201150906793257909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/11/olha-chuva-sem-tempo-muito-calor-e.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-3548851913661526779</id><published>2010-11-15T21:51:00.001-02:00</published><updated>2010-11-15T21:54:02.846-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Seguimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse meu espaço, ou este sendo aqui, agora visto por teus olhos, ganhou mais duas luzes (ou seja, mais dois, seguidores) e isso é de se comemorar, vá vê, porque poeta, cronista disso aqui, da interrede é fácil se espatifar no nada do aéreo gratuito... Eu explico, do meu aconchego da poltrona: para quem tinha 7 (que não é mal número), mais 2, igual a 9, começa ficar mais que dobrado de interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se feitas as contas, até criança de colo vai saber da soma, mas não vai desobedecer da vantagem vista por mim, eu sei. Os dois, não são assim no masculino, são duas, na verdade, e o são no feminino do gênero, o que sobra do dobro, colocado no limpo do prato! Oh, sobra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, onde tem mulher, de algum jeito, sendo suas as luzes ou não, as coisas no seu entorno ou dentro nos seus fundos de meio, lá dentro mesmo tem textura, tem cor, brilho, mesmo se ficção de mentira for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, me segurem que dos 9 fica fácil bater em dez, em cem, em mi, em bi, em tri. Oxa, oxalá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-3548851913661526779?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/3548851913661526779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=3548851913661526779' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/3548851913661526779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/3548851913661526779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/11/seguimento-esse-meu-espaco-ou-este.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-9144942116267783649</id><published>2010-11-08T15:42:00.003-02:00</published><updated>2010-11-08T15:56:42.855-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O silêncio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Eu havia buscado um café bem amargo, que dei-lhe boca-abaixo com ternura e carinho, e ela fez uma caretinha feia e me olhou bem piedosa. Eu sorri, só sei fazer isso, e não era escárnio de minha parte, é o meu jeito simplório de não achar nada em nada. De pensar que tudo é normal na anormalidade mais absurda das coisas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Eu entendo, remédio de café é bem pior, e só não deve ser mais do que a morfina em doentes terminais de câncer... já me contaram, eu nunca vi, mas pessoas, às vezes tem que tomar morfina para passar desta para outra e não sentir fome, ao menos no sono profundo, por um tempo. E isso é se drogar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Ah, não sei. Elizabete vai me entender, haverá de me perdoar e saber que café não é tão ruim assim. Mesmo o amargo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-9144942116267783649?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/9144942116267783649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=9144942116267783649' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/9144942116267783649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/9144942116267783649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/11/o-silencio-eu-havia-buscado-um-cafe-bem.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-677328931591082732</id><published>2010-11-01T15:02:00.003-02:00</published><updated>2010-11-01T15:11:01.149-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Novembremos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hoje é segunda, de novembro é o um no primeiro do mês. Ontem teve eleição para presidente, resolvendo-se as querelas e aquarelas. De um lado os eles, de outro os nós, assim se fez a longa refrega eleitoral, do norte de cima ao sul de baixo, varando oestes e agrestes. Novamente nas urnas, me pergunto -no rastro de outra crônica no pós-segundo turno que foi e copio, os que foram lá nas urnas, pensaram nos pães ou nas padarias? Nos olhos da moça, ou na moça que se maquia? Ah, e o que as crianças acharam das eleições, e se acharam, como fica o descoberto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Amiga de minha filha disse a ela que se Dilma ganhasse igrejas seriam proibidas de cultuar Deus. Filha, eu disse aos seus 14 aninhos, eu faria pior: proibiria pedreiros de construir igrejas, sim. Mesmo se gente tivesse ataques endiabrados e coléricos eu proibiria esses humildes operários de subirem essas construções! muitas, muitas mesmos, e somente os permitiriam construir escolas. E sem muros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E salve os vivos, porque amanhã é dia deles. Dos mortos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-677328931591082732?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/677328931591082732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=677328931591082732' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/677328931591082732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/677328931591082732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/11/novembremos-hoje-e-segunda-de-novembro.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-8622370637108218619</id><published>2010-10-25T22:40:00.000-02:00</published><updated>2010-10-25T22:41:13.546-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;No empate das almas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui procurado na última semana, da segunda-feira posta naquele começo, para tratar do caso de um conhecido a respeito do seu amor incontrolável por uma mulher... snif, snif, snif, mas eu nem poderia ajudá-lo quase, porque de coração sou melhor em futebol de campo aberto, pois, aprecie, se possível isso no nível. A conversa me foi posta no assunto doloroso daquele seu flechamento, quando também ando sem muito jeito pra ajudar. Todavia do porém, como amigo quero ser de honra pra não fazer buraco para trás, nem mijar no poste errado, fico tentando me achar na sorte pra lhe encher de consolação a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito fiquei querendo até ligar para uma amiga minha, tanto íntima, como bela de coração e tudo, boa de se querer, conversadeira na ponta da sabedoria em tudo, professora do meu latim particular, que nem aprendi ainda na marra, nem carinho dela. Assim, não liguei, mas fiquei a imaginá-la na controvérsia da peleja desse próximo meu, no querer do seu amor incorrespondido, tentando lhe resolver o coração em choro, abalado, trincado de encanto... E ela, minha amiga, aquela, que me é isso muito assim no mesmo somente minha, justa, delicada, inclinada num humanismo raro de se ver nas encostas daí, sim, nos seus versos, boca labiada de saliva dando-lhe (o que eu venderia, se algum dia ela me contratasse de seu empresário pra cobrar conselhos e outros ensinamentos) o seu saber do como e do não como as coisas podem acontecer. Claro, se a pessoa o quiser escutar, pedir-lhe... oferecida, nunca! Nem em versos seu quanto poetisa, sem querer, alguma estrofe espremida no ângulo da sua obliquidade, discretíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E desculpe-me, caro pregado de olhos aqui nesta leitura, o assunto não era esse no principal, seria outro, bem mais para a sardinha desse conhecido do que para o peixe vivo da minha amiga e tanto do latim. Agora, acabo falando mais da outra que, no seu talvez, lhe remediaria a dor, sem gastar dele que sofre desse incômodo no peito. Mas que fazer se a vida, às vezes, nos envolve nuns e noutros envelopes... E dessa forma com o entanto fica o corcovado e delicado caso por aí, e ao menos no empate o jogo fica assim, se há, no empate.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-8622370637108218619?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/8622370637108218619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=8622370637108218619' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/8622370637108218619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/8622370637108218619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/10/no-empate-das-almas-fui-procurado-na.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-7117751362229816202</id><published>2010-10-18T18:34:00.004-02:00</published><updated>2010-10-19T13:56:04.541-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O osso do negócio&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um amigo de amigo meu, um que nem preciso dizer de nome, porque nome nunca diz muito nessas horas, creio... Pedro, Paulo, João, José, só para citar nomes que sempre estão na mesa dos comuns, com Deus, no absoluto ou não – Mas do dito fiel do terceiro que disse ser de time daqui, deste coração psicografador do louco que o guia nas trevas do silêncio, em chama e em abundância, nessa via de duplos (uma que vai, outra que não volta, às vezes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o tal desse amigo do amigo do amigo do amigo diz do seu negócio de transportar mudanças... E quando soube lembrei logo do Mosca, uma transportadora do bairro Bexiga (ainda deve existir aqui em São Paulo), que puxava muito cenário e afins, no meu tempo de produtor. Nunca naqueles lás dos anos noventa parei pra destroçar a bizarrice do nome... As coisas dos coisas e coisa tem tudo explicado no minguado ou no graúdo do seu eixo, nem venha! Vida por mais besta que for, ou seja, que será, tem, tem por quê na razão (em dobrado até). Imagine... Imaginemos. Como dizia no primeiro tempo - daqui deste desencadeado texto - a Transportadora Joca, sim, este é o nome grafado em branco no baú todo preto. E como dito o disse meu, antes disto, sabes, nada nesta vida é mesmo no gratuito - nem as semelhanças. Ah, sim, e juro palmo a palmo, dos pés à cabeça que invenção tão cruel não teria competência no meu imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transportadora Joca, que se bem pensar, o caro próximo do próximo, do próximo do meu próximo - pra não incorrer na chatice da repetição daquele substantivo puxador do assuntocaso (junto mesmo) em questão. Sim, o digno trabalhador honesto, Joca, do ramo dos pneus na estrada, naquela sexta ficou em pânico quando teve que se defender da grávida irada, com mais um no colo, ensandecida, tentando defender os seus pertences do despejo de Reintegração de Posse. Os outros, uns quaisquer da cena em volta, dentro do caso posto, não tiveram coragem de dissuadir a doida da barriga, com o outro berrando de medo nos seus braços tensos, atacando o modesto Joca que apenas cumpria a ordem dos mandos (os cabeça-secas, pernas abertas no descanso da ordem profissional, observavam a fita no desenrolo...). Ufa, o motorista e proprietário da Transportadora, no mal das pernas num de repente, nos seus quase dois metros de ossos e músculos bambeou no osso, tremeu. E em segundos, virou um onzedesetembro, sei lá - sem par, e descumpriu-se, desintegrou-se no solo, onde a gravidade o colocou olhando o céu e o sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corre-corre dos quens da justiça e outros assemelhados em volta, sem vacilo nos mais, intervieram, e em nome do bem e do estar, fizeram-se os termos dos bons. E aqueles, os destrambelhados sem ordem, desembolsaram-se dali pra rua. No definitivo. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-7117751362229816202?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/7117751362229816202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=7117751362229816202' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7117751362229816202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7117751362229816202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/10/o-osso-do-negocio-um-amigo-de-amigo-meu.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-6993394628366446751</id><published>2010-10-11T14:59:00.002-03:00</published><updated>2010-10-11T15:12:37.117-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Outubro frio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo novamente, em pleno outubro de bates e embates eleitorais,  é atacado por um frio de arrancar a pele do corpo, sem anestesia. Tudo igual, como se um julho horrível de inverno voltasse mais cruel do que o próprio julho, já passado neste corrente em curso, aterrorizando os pobres mortais que vivem nas ruas desta metrópole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o preço da civilidade, da tal civilidade que todos almejam: inclusive os pobres. De alma e os de dinheiro também. Viver em São Paulo, viver e morrer em São Paulo, custa caro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-6993394628366446751?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/6993394628366446751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=6993394628366446751' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6993394628366446751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6993394628366446751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/10/outubro-frio-sao-paulo-novamente-em.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-6205083877872919458</id><published>2010-10-04T17:42:00.003-03:00</published><updated>2010-10-31T00:07:30.605-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O que querem os olhos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho tem rabo? Tem de sobra, eu vi um de uma moça bem morena, cor quase índia brotada da selva, isso bem antes das civilizações invadirem e massacrarem florestas e povos. Eu vi, essa moça bonita de índia na cor, na pele me rindo, me olhando, sem barulho ou amostras aparentes, mas pude ver. Casada, pela aliança às vistas, não me podia dar no sim, numa segunda de metrô lotado, na frente de todos, a sua graça, assim, sem cobrar coisa por isso. De graça (foda-se o trocadilho) não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deu, vi, somente eu pude ver, vendo vi o rir dela, num certo pulsar de gemido rouco da pele, do rosto, ao redor da boca e olhos, no tremulando lento, segurando - no manter da força feroz, flagrante - o branco dos dentes no escuro de uma boca lacrada, sem se cuspir de alegria pra fora. Mas como um bruxo vê, eu vi o que outros não vêem. Vi. Meninas de meus olhos, eu vi. Rá, rá, rá. Rá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando no rabo do olho da moça... Que depois me tirou no definitivo da sua cor, descendo numa próxima estação, me fiquei no em do meu ser pensando nas eleições de ontem e nas cores dos papéis jogados nas ruas. Muitos. Mesmo, muitos papéis que vem do longe, das árvores pra se perderem de forma assim tão pisados, esmagados na calçada, sobre o cimento e sob pés passantes de eleitores... Uns indo nesses lás das urnas apenas por seu arroz e feijão; outros por um automóvel, outros por míseros cadernos, lápis e alguns livros, outros por carrões, fazendas, aviões; outros apenas por si mesmo, por seus credos de um mundo maior, melhor, tão somente melhor, melhor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu penso na índia daquela cor de moça do metrô, e se ela escolheu, pensou, na hora de querer o seu quê que nem saberia pensar o seu foi. Talvez quisesse apenas um carro, ou um salário melhor para o professor do seu filho, será? Ou quisesse apenas um passeio no shopping, um batom, um lápis para aqueles olhos... Ah, novamente me veio o rabo na cabeça. Dos olhos. Ah, o rabo dos olhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-6205083877872919458?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/6205083877872919458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=6205083877872919458' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6205083877872919458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6205083877872919458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/10/o-que-querem-o-rabo-dos-olhos-olho-tem.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-5099617112517412941</id><published>2010-09-27T15:04:00.003-03:00</published><updated>2010-09-27T15:12:26.172-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='uisa'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Segunda, depois de sábado, rindo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa segunda-feira apaixonada de políticas e partidos, rebentando nas pororocas da chuva fina que ameaçou São Paulo hoje. E a cidade vai aguentando firme todo o descaso, todo o desdesejo das autoridades com a vida e a vida que pulsa, pulsa na capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que há mais um terreno livre para eu jogar meus entulhos, meus móveis velhos, e outras coisas antigas que preciso descartar na cidade? Ah, se eu pudesse eu votaria na Marina, tanto por sua angélica postura, como por suas idéias de sustentabilidade do planeta. Mas ficar Verde assim por uma mulher, em instante de baque, de rompante, não posso... Serei reflexivo. Juro. Longe de mim, paixão, rebentos da alma! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, ao menos a democracia expõe as línguas, as vidraças, e também os moleques das pedras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje, depois do último sábado, que li no Estadão o rindo de rir deles que fiquei, de lá tiveram que assumir no seu jornalismo um candidato de carne nos ossos da pesquisas, em partido, cores e coisas no explícito... É o honesto. Ao menos isso. O razoável do ao menos honesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente dos isentos, imparciais, e ais, ais de um jornalismoismoismoismo de serviçais...   Oh! Os serviçais do jornalismoismoismo. Os imparciais. Ais, ais, ais. Ai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-5099617112517412941?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/5099617112517412941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=5099617112517412941' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5099617112517412941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5099617112517412941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/09/segunda-depois-de-sabado-rindo-numa.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-7485863667163950156</id><published>2010-09-20T12:38:00.002-03:00</published><updated>2010-09-20T12:40:49.227-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Vida de primeira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda, segunda, segunda... Cansado da vida de segunda, vou ver se daqui, doravante em dia, consigo vida de primeira. Acabo de botar na minha mala de mão, uma passagem para o outro lado, e assim me vou nessa ponte, travessia trêmula nos cuidados dos passos não vou mais errante, nem verde de medo, vou de coragem, na mão dos dedos. Arre, urre, uuuu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se em terra minha de pátria particular vivesse, onde nasci verdinho em flor, miúdo em mãos de minha mãe maior de carne e ossos fortes, daria voltas gritando num cavalo bem brabo, corcoveando ligeiro, sem cair de besta no chão só pra mostrar minha coragem de primeira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços de braços no mundo de todos que olhos botarem por aqui me lendo, me vendo. E até.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-7485863667163950156?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/7485863667163950156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=7485863667163950156' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7485863667163950156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7485863667163950156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/09/vida-de-primeira-segunda-segunda.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-3809077167696246309</id><published>2010-09-13T12:40:00.003-03:00</published><updated>2010-09-14T11:01:41.511-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Vivo lá, às vezes, é a mesma coisa que morto aqui&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu morri outro dia, um sábado de setembro, claro, numa página de relacionamento, deveras entediado com a pouca funcionalidade daquilo, e com a única utilidade, me parece: encontrar e ser encontrado, e a conversa de dedos pára aí, literalmente... Depois que a pessoa te encontra lá e/ou você a encontra, em tese, estão juntos em definitivo, e não mais precisam se ver carnalmente, digamos. Diversas vezes, não foram poucas, propus encontros carnais, e muitas delas fui rechaçado a pedradas digitais: “imagina, não tenho tempo!”, “ Qualé, manè?! Já estamos conectados! hehehe, kkkkkk, rsrsrsr, ushaushau...” e quando é mulher(alguns casos, poucos, verdade), há algumas que nem nunca te viram de pessoa em verdade de vida, existindo, e já se acham enamoradas, com direitos a ciúmes, boquinhas, caretas, huns, hans, hais, his, huns...  Mas se você propuser encontros, no osso e do por aí, do por lá ou do por aqui, elas logo te vão achar esquisito, fora do propósito e, novamente, de novo, igual, no mesmo da mesmice: “imagina!”, “ Qualé, amore?! Já estamos conectadézimos! hehehe, kkkkkk, rsrsrsr, ushaushau...”. E o ponto é mesmo o Ponto do final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Não digo que da água não volte a beber, mas hoje, mesmo desértico que ando em minha seara, penso que sozinho, em carne e osso roendo parece melhor negócio, do que essa tramóia virtual de poucas conseqüências valiosas...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então morri. De lá eu morri, não me interessa vivo lá naquele. Nem morto. Ficarei com outras vidas ativas, digitais, mas dessa eu estou zero na bala, voando longe pra íris e outros arcos!Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo virtual é sopa de luz, e a gente, claro,  é quem equilibra o prato e bebe o quanto e como se pode. Sim, óbvio. Então, pensando no nesse equilibrar-se foi que daquele orcute me retirei, em espírito e luz, e ficarei com a carne minha de cada dia, e de quem, em físico e alma verde ou madura, me for de direito e possibilidades, sem os ocos das distâncias. Tão somente no espontâneo do real, do crucial e do urgente, ou não da vida. Como for.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-3809077167696246309?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/3809077167696246309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=3809077167696246309' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/3809077167696246309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/3809077167696246309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/09/vivo-la-as-vezes-e-mesma-coisa-que.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-7340674332058404513</id><published>2010-09-06T15:42:00.003-03:00</published><updated>2010-09-06T15:53:49.210-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:180%;" &gt;O que estou lendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que o leitor não tem nada com isso, e aqui não é Twitter, mas preciso pelo menos, se não no grito, mas no assobio, que estou relendo um Paulo Emílio Sales Gomes, Cinema: Trajetória no Subdesenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o digo é para me prevenir, me alertar, que preciso muito, muito me aprofundar por aí no cinema brasileiro, seus inícios e relevâncias tantas tão das significativas. Assim, minha modesta lembrança do nosso pouco lembrado ainda, P.E.S.G., poderá a outros chacoalhar com um ou outro puxão de orelha, se é que isso ajuda. E assim me vou por aqui, encerrando minha curta segunda-feira, novamente tão fria quanto outras de tantas nesta cidade de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mais pro mundo e todos de onde forem! Que fui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-7340674332058404513?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/7340674332058404513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=7340674332058404513' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7340674332058404513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7340674332058404513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/09/o-que-estou-lendo-sei-que-o-leitor-nao.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-5805183277052346063</id><published>2010-08-30T20:14:00.005-03:00</published><updated>2010-09-01T22:16:13.273-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Agora vai ser moleza &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje ganhei um moleskine de presente, ou um notebook (não o computador, mas o caderninho), como nos velhos tempos, de uma amiga muito daqui. Risomar Fasanaro,  premiada escritora, amiga, deve ter me visto muito vagabundo da vida,  sem escrever direito nos últimos tempos, minhas tais de crônicas daqui, assim me presenteou para ganhar escritas onde for, como for: em ônibus, trem, metrô, carroça, bonde, dentista, escadaria de igreja, fila de banco, INSS, fila de cinema e... estádio(só se for pra alguma vacina e o assim para lá forem mandados os tais para este fim de picada), talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo de ainda: nisso volto ao atrás, sim, mas para ganhar no hábito da modernidade o perder na preguiça de tanta, tanta, tanta de informações (a me decifrar em si) quando me paro na cara de um notebook...  Desses que todo mundo conhece hoje, ou um computador de mesa mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-5805183277052346063?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/5805183277052346063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=5805183277052346063' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5805183277052346063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5805183277052346063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/08/agora-vai-ser-moleza-pra-escrever-hoje.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-5973857111707550543</id><published>2010-08-23T12:47:00.003-03:00</published><updated>2010-08-23T12:51:01.104-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Opa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu não posso me perder por aí, e em São Paulo já não se faz tanto frio como na semana passada... Opa. E glória é o calor humano queimando a gente de alegria e a estrutura do céu, azul, transparente, batendo na minha luz dos olhos, voando em plano secreto da minha alegria. Fui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-5973857111707550543?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/5973857111707550543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=5973857111707550543' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5973857111707550543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5973857111707550543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/08/opa-hoje-eu-nao-posso-me-perder-por-ai.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-2469880872832240438</id><published>2010-08-16T13:14:00.002-03:00</published><updated>2010-08-16T13:22:22.918-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Ecológico&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em São Paulo faz o frio do cão... só não sei dizer que frio,nem que cão andam fazendo. Ah, hoje eu não tenho tempo pra dizer quase nada, nada. E eu sinto frio, muito, e pouco tempo. Pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda preciso ir por aí ganhar uns verdes pro meu bolso, meu fígado, meus rins e meu intestino. Viva o verde! Que eu fui&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-2469880872832240438?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/2469880872832240438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=2469880872832240438' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/2469880872832240438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/2469880872832240438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/08/ecologico-hoje-em-sao-paulo-faz-o-frio.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-8190406268834913423</id><published>2010-08-09T14:09:00.000-03:00</published><updated>2010-08-09T14:10:29.215-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Berê e Benê&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amava o outro com uma força descomunal dos loucos de hospício. Dois babões, eternos magnetizados um no pêlo do outro. Como diz a música, “ ficar no seu corpo feito tatuagem, que é pra me dar coragem...”; Chico Buarque sempre foi a trilha, fora ou dentro da agulha. Na verdade, sem querer dar a opinião, e já me metendo dentro um do outro, do assunto em foco de amor que consigo hoje entrar (Sei, as urgências da vida, me perdoem, ficarão para a próxima segunda-feira, prometo)... Eu me rebento por dentro de ira de Benê, por ter meio que estragado Berê, como se fosse possível estragar alguém, ora! Mas o escorregar dos meus dedos aqui, nas teclas do computador, que vão se debatendo em ais e uis de ares romanescos, construído com meus olhos, dois bem assim quase de vidro. Mas não embotados ainda, garanto no quê e no ê, sim, sim, de mim a você, meu caro, que é o no agora lê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flor de mel, jardim em si, em sã consciência de alegres de vida, em alegrias redobradas, em sins e nãos, ora, ora, senhores olhares que aqui comigo vão: Sabiam? olhos juntos de uma mesma pessoa que isso vai julgando, sem tribunal, sem testemunhos, sem doutores de um ou de outro lado que seja (a não ser que o amigo leitor seja! Ora, e isso então vira gracejo, me perdoe, dileto)... Bom, mas voltando pro fio que eu inventei lá no começo, o tal casal, em avesso e verso, do dizer, dum estragado amor, em parecer meu, quase obtuso, envergado, alheio, cheio de tortuoso conhecimento de quem obtura por fora, em favor íntimo (eu devia ter sido em vidas passadas uma espécie de guarda, paladino, ou mesmo simplesmente chofer de senhorinhas mui lindas), sem conhecer o buraco por dentro. Bom, todavia pensem, olhos que me seguem, em vida agora neste pingo de instante, poderá um homem estragar uma mulher com mimos e beijos, promessas, tecidos, jóias, rimas sob encomenda a Dons Poetas de Academias, tecidos persas, queijos dos mais suíços... Ufa, depois lhe colocar no ventilador do frio do esquecimento, no brejo da vida, em fuga para a velhice torta, sem a solidão de muitas outras no seu encalço?! Hã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, Benê estragou Berê? Isto existe de verdade, em alguém, de estragar um outro por seu querer bruto assim de vez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nem repetirei coisa do tipo, do gênero, do semelhado, mas veja você que, a mulher, tecida lindamente pelas jóias e mimos de um marido eterno, louco de hospício mesmo, babando em paixões, agora era mandada embora, num certo ou errado dia... Opa. E agora iria no choro, no pé, no chinelo do malvado amor (malvado???) acabado, acabado, acabado....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-8190406268834913423?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/8190406268834913423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=8190406268834913423' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/8190406268834913423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/8190406268834913423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/08/bere-e-bene-um-amava-o-outro-com-uma.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-5636052391425029819</id><published>2010-08-02T13:12:00.002-03:00</published><updated>2010-08-02T13:18:28.381-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Pra não dizer que não falei de Nelson, bem breve, claro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No ônibus havia pouca gente, bastante de um monte de pouco mesmo; um mirrado de gente em meia dúzia (isto dez e pouco da manhã, porque se fosse antes das nove o babado seria outro de gente pelos canos e ladrões de cheio, arre!), um motorista e uma cobradora... E que cobradora, meu Deus! Cobra, mocinha, pode me cobrar que eu pago qualquer preço pra ir neste ônibus! Assim eu fiquei sonhando dentro do coletivo nesta segunda-feira feira, 02 de agosto, bastante rajada no céu, sem nenhum sinal de sol e muito trânsito pra chegar em algum ponto da cidade de São Paulo. A cobradora em questão, que me fez, por segundos em vida de doido sonhar berrando em silêncio profundo, bela, bonita é pouco; pensei: moça, teu lugar devia ser na televisão, nas passarelas, sei lá... Essa mania da gente achar que pobre não possui o direito de ser bonito, e que isso é somente privilégio dos granados de bolso, ora! E que somente aquela beleza da TV está autorizada a ser admirada, amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bom, não vou me alongar, porque isso não é caso de me desfazer do casamento em sonho que tenho na cabeça por uma moça, que de breve, muito recente, vem me abalando o ninho de piolhos que nunca tive, ora! Assim, deixo a cobradora, e seu motorista. Ah, que inveja, e verdade que vontade me deu de arrancá-lo dali, do seu posto de chofer (isto, assim, bem no antigo dos termos!) e naquele ofício passar a me pertencer, ainda que somente tenha dirigido um fusquinha meia-meia, naqueles idos de 1997, quando, lá em Minas, meu mano (ido há pouco para um além daqui) me deixava dirigir. Ainda bem que motorista de ônibus não é besta, mesmo quando se faz. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pronto, sem assunto, já não morro hoje, sem deixar palavra aos meus 5 ou 6 leitores. Bai-bai. Ou. Boi-boi.  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-5636052391425029819?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/5636052391425029819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=5636052391425029819' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5636052391425029819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5636052391425029819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/08/pra-nao-dizer-que-nao-falei-de-nelson.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-9001732551042311197</id><published>2010-07-25T14:07:00.000-03:00</published><updated>2010-07-25T14:08:24.310-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Farol do inverno&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hoje de manhã, agora, neste domingo bonito e frito de sol quente, num inverno paulistano ardente sem praia nos arredores, a não ser que se corra uns 40 minutos de carro, descendo a goela da serra... Bom, mas o meu dizer quer não é bem um dizer de algo palpando nele, e sim uma nostalgia de memória antiga do meu passado líterocomunista dos anos oitenta, quando lia Maiakóvski e comia livrinho impresso em offset nas horas de aperto, em matrizes batidas em máquinas de escrever elétrica, para o brilhar e ser o farol daqueles anos e, se possível, não morrer de fome debaixo do sol!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas, no voltando, descomendo o que comi aí em cima...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu digo assim, porque me acordei olhando para um céu brilhante, pensando no Sol do bardo russo, bem na minha cabeça, me tomando no inteiro deste domingo em flor. Vá entender a cabeça... Será que já é hora de eu pensar no passado (ou no futuro) para juntar coisas e guardar para os outros que vem vindo aí? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-9001732551042311197?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/9001732551042311197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=9001732551042311197' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/9001732551042311197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/9001732551042311197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/07/farol-do-inverno-hoje-de-manha-agora.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-7848564998523830585</id><published>2010-07-19T14:05:00.001-03:00</published><updated>2010-07-19T14:09:09.303-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E assim fomos naquela noite com Paulo Moura&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meados dos anos oitenta, sem me saber qual ano no exato, muito estive encantado por uma moça que me levou no bico para uma cama, quando eu ainda dava por mim pensando em coisas de amizades e afins de flores e outras, e longe eu nem sabia o que seria com ela, um deitar e rolar por adentros de noites e versos que fossem... E não é que na manhã seguinte, ela me faria um beijo, em sopro, sob sons de Paulo Moura - um que conheceria ali no fogo do pós-amor de uma madrugada em ressaca feliz da moça comigo - e eu num por onde, desandando nesse sem fim das felicidades mais que humanas das vezes que fui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ô, eu sou um sempre lesado nisso de querer um ser na outra pessoa, quando ela quer outro ser, e assim me passo por bobo, pato, marreco sei lá o quê!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amigos ou amigos?! - Eis que nesse caso de mulher versos/prosa e homem, sob o som de Paulo Moura (um vinil que ele gravara com Clara Sverner, oh!...), somente a descobri quedada por mim, como este isso que aqui transcrevo, num raro momento de tropeço com a cuja num dia de filme daqueles dos anos oitenta no extinto Cineclube Oscarito, bem no miolo de uma Praça Roosevelt de daqueles tempos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Topando com ela vindo do toalete, tropeçamo-nos e não sei o quê de repente do estar e estar lá eu fui nos seus lábios e os mordi saliva por saliva de delícia...Uuuu, ah! Um acaso que a vida livre de preconceitos nos preparara entre uma coxa e outra de uma sessão de filmes... Opa, fomos, depois por muito e muito tempo quatro pernas bambas e felizes de tantas noites que não guardei nas costas. Depois me perdi da tal da trilha de Moura e Sverner, e os assim de vez ou outra os ouvia... Todavia, nunca mais com o sabor daquela noite, que pra mim não era a primeira vez com uma mulher, mas o era com Paulo Moura (e com Clara)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo outro dia foi-se num verso de repente, assim como se vai de um nada para outro zero... Oh, coincidência esta me fez na lembrança o tempo voltar lá, naquele lhe de casa de alguma rua de Pinheiros, talvez; não estou seguro na geografia rasa e passageira desse amor que nem meu foi no, ora, trilhado por mim, a moça da questão em caso, Clara, a Sverner e Paulo, um Moura no maior da música.  E foi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-7848564998523830585?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/7848564998523830585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=7848564998523830585' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7848564998523830585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7848564998523830585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/07/e-assim-fomos-naquela-noite-com-paulo.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-6493188944662523349</id><published>2010-07-12T15:26:00.004-03:00</published><updated>2010-07-12T15:39:53.139-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:180%;" &gt;Minas e alguns gerais de mim&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Voltei à minha terra outro dia, no verso livre da minha tristeza, mais aborrecida da vida, por que naqueles lás de lá fui para levar de volta mais um pedaço de mim, para no eterno, silenciosamente, penetrar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No dia seguinte percorri a pé pedaços de ruas, olhando em passos lentos, minha sombra desancando rumos, perseguindo lembranças velhas, antigas, coisas do tempo de meu irmão menino, como eu. Ele que foi monstruosamente competente nos seus eixos e números, agora me perdia eu nos seus tantos feitos e infeitos para eu mesmo contar a mim... (Porque histórias de gente comum, cabe a outrem, de perto, ou de longe, em sangue e coragem, apaixonado pelo personagem da pessoa humana nele registrar para um além) Assim, a ida dos daqueles que vão para os sempres ficam em algum lugar escrito, contado, para o caso de algum curioso desocupado querer saber da lição, mesmo se escola alguma a ela der classe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas o aqui nisso que não é esse o de se falar agora, e sim o dizer de minúcias do meu andarilho vagar de um dia seguinte, de um alguém, que volta à terra no quieto final zero de uma vida...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As ruas, com um céu tão assim de azul a estontear-me num vento sem brisa, mostravam-me no longe da minha memória, agora tão perto assim, como unha e dedo, a pequena presença magnânima de minha mãe, por exemplo, flutuando nos eventos do cheiro do verde puro, ainda invicto, vagando num distante, agora especial, para receber-me num acaso...  E na naquele dito dia encontraria, no após e no antes uma amiga desses tempos que tento me dirimir em pedrinhas que ficam caídas nas ruas dos aís e dos aquis! Ela, uma senhorinha casada, com toda a simpatia possível, conteve-se ao máximo a um abraço apertado, forte, homérico. Mesmo no assim de apertos folgados, dentro do possível, alegres e felizes, trocamo-nos em afáveis conversas e versos, tantos os vencidos e os a vencer. Pois sim, meus passos precisavam seguir no adiante daquele dia, que logo se encerraria num além bem mais tristonho do que outros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Depois, eu fui fotografando no celular o pouco das casas velhas, que me serviam de algum arremedo de vida... E lá no embaixo do cimo, o restolho do rio Muzambo, bem mais magro do que outros anos que o vi, e perto dele os escombros da antiga fábrica de queijo, desarmada no tempo e na ferrugem; bem como o velho hotel da Dona Noêmia, ainda ostentando na puída fachada a inscrição: Novo Hotel – fone 2, - ambos guardando o silêncio do eterno, profundo e viçoso passado dos anos 40, 50 e 60, de uma velha Maria fumaça levando e trazendo gentes de progressos e progressos. Daí, um “2” bem significativo para os que ali iam e deviam voltar, o distrito de Juréia, em Monte Belo, das Minas, minhas e nossas, e as gerais todas dessa vida. Viva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-- &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-6493188944662523349?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/6493188944662523349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=6493188944662523349' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6493188944662523349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6493188944662523349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/07/minas-e-alguns-gerais-de-mim-voltei.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-802858711166754109</id><published>2010-07-05T15:15:00.002-03:00</published><updated>2010-07-07T13:29:06.345-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Topando com Deus&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem é você?&lt;br /&gt;- Eu sou Deus, está falando com ele em pessoa...&lt;br /&gt;- Mas Deus não é uma pessoa.&lt;br /&gt;- Você que pensa. O que você quer, falalogoseuporra?&lt;br /&gt;-Quero uma...&lt;br /&gt;- Desembucha, que tempo aqui é ouro.&lt;br /&gt;- Por que você é tão assim sem jeito, sem tato pra falar com os outros?&lt;br /&gt;- Saco, rapaz, não tenho...&lt;br /&gt;- Como não tem saco??! Você precisa ter saco. Um homem tem saco, e se é Deus em pessoa de homem, mais ainda precisa de um...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu disso aí falei, não deu outra, o cara vestido de Deus na minha frente, me agarrou pelo cu do pescoço, como um ser de desenho animado agarraria outro e me levantou do chão, sem prosa ou verso. Não, não tremi, nem fôlego pra isso houve. Senti no couro: realmente Deus tinha poder. Dúvida? Adeus dúvida, Deus tinha poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: se me der vontade, depois, continuarei a história com Deus. É longa, pernóstica, frugal, inútil, melancólica e incerta. Verás. Se houver continuidade, sim, claro, lógico. Óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu? Até no meu e no seu breve. Ó. &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-802858711166754109?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/802858711166754109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=802858711166754109' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/802858711166754109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/802858711166754109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/07/topando-com-deus-quem-e-voce-eu-sou.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-4455972504798518152</id><published>2010-06-28T10:41:00.003-03:00</published><updated>2010-06-28T10:51:47.769-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Caixa de vida, outra vez&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é dia de copa, de Brasil no jogo... Estamos com ele para a caixa da vida, aquela que nos surpreende a cada instante. Para o bem ou para o mal. E estou longe do centro hoje, na periferia, no distante do que se inclui, num computador lentíssimo, tentando cumprir a minha sorte de uma crônica, à força, nas segundas todas de minha vida dos últimos anos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garrafas ao mar . Amén.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, você não tem nada com isso, é bem verdade, mas preciso dizer de pecuinhas e miúdos que sejam, assim, me acordo para a busca do grande , do sempre, e do belo que procuro na gaveta de mim, feito pelos outros, com os outro, com eles, os todos, os ninguéns de mim, os alguéns de todos. Ufa. Estou atravessando a língua... Não, nada mais posso dizer, o tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se reler isso, com erros e defeitos, me perdoe, o tempo acabou, acabou. Hoje. Até breve no tchau, no beijo e no abraçpo. Força.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-4455972504798518152?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/4455972504798518152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=4455972504798518152' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/4455972504798518152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/4455972504798518152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/06/caixa-de-vida-outra-vez-hoje-e-dia-de.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-6401702351650014375</id><published>2010-06-21T13:36:00.003-03:00</published><updated>2010-06-21T13:44:22.928-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;A morte palpável – sete dias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;In memorían  de Joaquim Augusto Mendes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Sim, eu mesmo me respondo, a morte, por nós, como se fosse inventada a cada um nas suas peripécias de largadas e quebradas de vidas, parece-nos algo vindo do acaso, do além. Mas não, morte é real, palpável, tocável e tangível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Se quiseres, ou se eu quiser, posso, como num filme antigo e famoso, de célebre cineasta (&lt;/span&gt;&lt;span style="visibility: visible; font-weight: bold;" id="main"&gt;&lt;span style="visibility: visible;" id="search"&gt;&lt;em&gt;Ingmar Bergman&lt;/em&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;, jogar com ela uma partida de xadrez: se ganhar continuarei vivo, se perder a ela me darei em cabo, no pleno... Mas não, tal questão fora colocada a gente muito grudada em mim, meu irmão, de sangue e osso, jogou com ela - a vida toda do não me engano - uma partida, e  agora o cabo. Hoje, sete dias do seguido, que como um gato, em sete fôlegos... Agora tão jovem foi-se dar no por acaso da morte, que continua assim, mesmo, estritamente, sabida por ampla maioria de gente saudável, viva e de voz e de ciência, mas não passa de uma puta casualidade.    &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-6401702351650014375?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/6401702351650014375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=6401702351650014375' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6401702351650014375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6401702351650014375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/06/morte-palpavel-sete-dias-in-memorian-de.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-8137352371580452838</id><published>2010-06-13T22:04:00.002-03:00</published><updated>2010-06-13T22:18:33.780-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caixa de vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada passará em branco, eu sei, nada. Mais uma semana e nada. Passará. Futebol, copa, Brasil, África,gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente mais uma. Copa. E o futebol não é apenas uma caixinha, é um campo de surpresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma semana, mais uma segunda, e eu estou sem fôlego pra ser triste, e verde ando, tanto quanto um herói bobo de filme americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em série. Estou verde. Mas não há raiva... há jogo. Isso eu não posso somente jogar. Preciso de uma bola pro meu jogo. Ganharei um prêmio para o gol. Digo isso para que uns quens me entendam no verde e amarelo de vez. Minha pátria, meu verde. A vida e sua caixa. Porra, que surpresa mais besta nesta minha semana que termina num domingo ensopado de sol e lindo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a vida. É o campo. Ou o futebol de caixinhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-8137352371580452838?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/8137352371580452838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=8137352371580452838' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/8137352371580452838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/8137352371580452838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/06/caixa-de-vida-nada-passara-em-branco-eu.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-5092236681458968117</id><published>2010-06-07T09:58:00.001-03:00</published><updated>2010-06-07T10:04:29.144-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Sem crôncia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta segunda, me sigo eu mesmo, virando piruetas, pernas, braços e lábios nas nuvens. Viva o sol na minha cabeça! Vivo estou contigo e com vocês por todos os lados. Oxalá, né não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Eu me respondo com urgência, sim: sim. sim. sim. Não. Não. SIm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dúvida de novo. Na cabeça. Vamos, nessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, falta tempo hoje para a minha filosofia a fiar em crônica e poesia. Mas já me estou feito, para a semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo continuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo.  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-5092236681458968117?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/5092236681458968117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=5092236681458968117' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5092236681458968117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5092236681458968117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/06/sem-croncia-nesta-segunda-me-sigo-eu.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-6551120630811498128</id><published>2010-05-31T09:42:00.002-03:00</published><updated>2010-05-31T10:46:42.677-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um amor sem vergonha assim&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eu não queria escrever isto aqui na primeira, nem na terceira, aliás, eu não queria escrever em pessoa nenhuma sobre as pessoas do meu amor por você. É uma confissão, carta pública, mas pudica, aberta aos que lêem e aqueles que não... Poderia deixar isso lá no silêncio das estrelas, bem longínquo, em suas curvas de luzes. Oh, o amor é uma fruta e não se come, mas com ele se deita, se deleita, se rola e se lambuza; no amor a gente usa óculos escuros para se  esconder da gente mesmo se descobrindo um devorador de outro, daquele que, em tese, nem queríamos; ah, o amor sou eu mesmo, em pessoas, gastando pernas no encalço de uma sombra que está sempre adiante, e não do lado, ou atrás, o amor é a gente correndo. Eu corro. Encontro. O amor por você sou eu por mim, saiba você. Eu corro. Encontro.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Isso não é definição, nem ponto de vista, nem experiência, isso é amor acumulado, derramando, enjaulado, amor feroz, de mim, de nós, amor atroz. Se te pegar, serás minha eterna estrela, e com as mãos te farei pessoa do juízo, sim, o meu, o nosso.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eu sei, andamos a vida toda, longe, você tão distante, e eu que nem suspeitava desse amor em você tão lindo, carinhoso, simples de me querer só seu para sempre de vez. Um amor tão assim, parecendo derretido, mas firme, enlouquecedor, um amor derramando poesia pelos ralos, ops, pelos vales... Ah, e eu que o imaginava morto, defunto, distante, nas catacumbas... você sabe, as diferenças, as pedras, os resíduos, as coisas pra serem retiradas... O caminho precisa ficar livre, escancarado como ferida, eu sei, você quer assim, público, lindo, magnífico, com todo mundo mudo olhando pasmo, como se a felicidade fosse uma loucura mesmo, com gente besta olhando! (Risos, risos, risos). Eu sei, você quer um amor honesto, simples, mas também famoso, um amor sem vergonha assim, do meu jeito alegre em dente, cabeça e peito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eu sei, é uma questão de tempo, vamos deixar as estrelas tocarem o chão, as luzes ficarem mansas, a noite emborcar o cais e o navio atracar o sangue das ilhas. Eu sei, é preciso ter juízo para perdê-lo de vez. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alguém pode dizer onde estou?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-6551120630811498128?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/6551120630811498128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=6551120630811498128' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6551120630811498128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6551120630811498128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/05/um-amor-sem-vergonha-assim-eu-nao.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-348078327056016585</id><published>2010-05-24T22:55:00.002-03:00</published><updated>2010-05-24T23:07:13.183-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dica: como assaltar com segurança... (ou meu delírio de puro prazer para me aturar numa literatura com pouquíssimos leitores ou quase alguns) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Não é hilário porque é trágico mesmo, o fosso que há entre o cidadão e o estado. Nem entremos nas mazelas e teretetetês e tês e sei lá mais que quês de quês. Ah, estamos fu... didos mesmo! se não arregaçarmos as mangas, as barras, as alças, os babados e na hora do voto, escolher as gentes e não as raposas.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Malandro, chama o ladrão, se precisar de segurança, viu? Chama. Chico Buarque de Holanda, sempre Francisco, já nos seus disse-que-disses musicais de antanho, já nos dizia: chame o ladrão! Chame o ladrão!... Epa, é hora, agora é hora também. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;E cá, entre mim e você, no breu do nosso íntimo, na hora que precisar assim, assim, num desespero, num agouro de sufoco, de uns trocados, vai até à delegacia mais próxima da sua residência, e espere aquela que será sua vítima... Ah, ah, vai fundo, amigo, assalte à vontade - assalte a vontade (assim, sem crase). Ninguém imagina que alguém ousará a tanto; daí, seja criativo, e tranquilamente surpreenda, inove, com segurança!  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Brinco com o brinco nisso ao remastigar assunto que a mídia falou nos tantos&lt;br /&gt;&lt;a href="http://http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/05/mulher-e-assaltada-dentro-de-delegacia-no-interior-paulista.html"&gt;(http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/05/mulher-e-assaltada-dentro-de-delegacia-no-interior-paulista.html  )&lt;/a&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;com suas patas (ops... pautas), às baldas, nos últimos dias de um caso em Salto, interior aqui de São Paulo, bem perto de nós. Ora, uma pobre senhora, que nem é tão assim pobre – que possuía 13 mil reais pra serem levados da sua bolsa - visitava, em tantas altas das horas uma delegacia local  daquele sítio, lá naquela plaga, daquele eito bom do interior dos tantos e tantos que se fala em descanso, manso com seu regaço e coisa de assins. Ora, no meu misto de moleque de rua com cachorro mal educado de convento, de linhagem duvidosa, pois me ora pois (sem virgulo nos entre deles aqui), do sangue de um Pero Vaz de Caminha com uma indiazinha taludinha, me faltam pois pois, ora, adjetivos e outros atrativos em termos, para designar o reino, o paraíso, o sei lá... o interior. O paraíso. Ainda.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Mas no voltando, no do que preciso, no ficar do reto do assunto, em prumo, em rio de ir-se, naquela ralada madrugada do dia tal da referida senhora (eu tentando me aproximar da linguagem do sistema nas tratativas dos autos no sistema), querendo somente resolver problemas outros bem mais simples com seu aparelho celular, objeto de clonagem – o que bem poderia ter resolvido na cor do dia, na neutralidade do sol... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;- Isso lá é hora de ir numa delegacia, minha impaciente senhora???!!! Tenha santíssima paciência!!! Este dizer não é meu, e nem sei a que quens atribuir, mas uns e alguéns pensaram assim, no e do trágico, penso. Penso e logo escrevo pra não esquecer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Teatro ou cinema: olha, cena na delegacia, corta. Noite. Não, madrugada. Não, noite, fecha. Corta. Abre, vai. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Os que viram a mulher sendo assaltada no interior, no aconchego da delegacia:  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Ah, essa doida dessa mulher deve estar levando o que merece, uma surra do seu marido, amante, sei lá... Então deixa, deixa ela apanhar, ora! Em briga de casal polícia, escrivão, guarda, milícia, fiscal, carcereiro, vizinho, filho da puta nenhum entra! Não, deixa!  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Eu pensando: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Eu... mato... eu... grito... mato... grito... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Eu voltando por mim:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Gritar pra quem filho de Deus da puta... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;- Não entendeu ainda, seu cão duma figa!? Tu não passa de um idiota! Quem mandou você pagar a polícia para te proteger?! Pagou? Ah, ah,... Pelo menos nos aquis de um dos estados mais avançados da federação é no aço e no açude da lama, assim mesmo. Salve-se quem puder, meu velho! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Bom, mas pobre não tem dinheiro pra ser roubado. Ora, dirão alguns, mas têm a vida. Vida? Vida? Que vidão, hein! cara, cabra, cacete, porra, caralho e... esqueci, esqueci o que ia escrever mais. Ah, é de pobre mesmo, então, não tem problema. Foda-se. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-348078327056016585?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/348078327056016585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=348078327056016585' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/348078327056016585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/348078327056016585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/05/dica-como-assaltar-com-seguranca.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-2940624656765889762</id><published>2010-05-17T10:52:00.002-03:00</published><updated>2010-05-17T10:56:01.734-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;O amor bem mais feliz, mais feliz que das outras vezes que foi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Quando olhou-a pela primeira vez, viu seu amor sangrar na agulha, e os lábios levemente tortos por um descuido qualquer tornava-a mais e mais angelical. Tão angelical que se supersticioso fosse teria medo de se aproximar daquela beleza insana, maluca, e sabe-se lá adjetivo por no nisso dela de bela tão assim pra ele: um ser simples, calado, ensimesmado em sua pluma de nuvem: uma alma virgem, um sacramentado ser em plena era das altas tecnologias e os maiores avanços do homem moderno pós?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Se aproximou sem querer, talvez, apertado pelo povo que o empurrava dentro do vai-e-vem do vagão   - como se fosse num qualquer custo - e meteu seus olhos assustados, medrosos, medonhos, tímidos dentro dos olhos acesos dela - duas estrelas esverdeadas, como dois pingos de mata atlântica - e disse:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Esse olhar, olhar... Ele pensou isto, não disse. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Bem, o seu muito em dizer um pro outro, dizendo em língua de gente não foi nada dito, mas houve mais que diálogo, houve, mais que isso, houve amor, houve paixão, felicidade plena num ato nunca visto (o que ninguém viu ou percebeu mesmo, mas se visto fosse, diriam que igual nunca teve. Nunca).  Dito em palavra com palavra não foi, foi um dizer em pensar, transmitido com o volume do silêncio esticado no maior do momento dentro do barulho de um trem sacolejante... As pessoas em volta não existiam, nem aperto, nem nada. Somente eles ali, diante do um do outro em dois em tão somente neles, num entre si, fornicando-se, tacitamente, no meio de uma manhã de sexta-feira, em São Paulo, no caminho de ferro, do Grajaú a Osasco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pinheiros seria a vez dela descer, uma depois dele. E desceu. Desceram. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Naquele ato silencioso, apaixonado, terno, maravilhoso o diálogo mudo, surdo, e pleno, pleno daqueles uns dois, encheu a manhã de sexta-feira de sol e poluição de felicidade. E o rio que desce na beira da linha indo também para as bandas de Osasco, foi bem mais feliz, mais feliz, mais feliz que das outras vezes que foi. E foi&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-2940624656765889762?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/2940624656765889762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=2940624656765889762' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/2940624656765889762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/2940624656765889762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/05/o-amor-bem-mais-feliz-mais-feliz-que.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-7019716160109979427</id><published>2010-05-09T11:32:00.002-03:00</published><updated>2010-05-09T11:35:21.477-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Crônica de mãe&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Todo dia das mães, ela, a minha de exemplo,  uma de  fibra como aço, e doce, como, ou mais que mel de abelha de verdade - mas abelha selvagem - e de amor de morrer pelos outros, e não somente pelos filhos; uma mãe mais que tudo de gente em profunda criação da natureza dos mundos, em carne e osso de gente, da vida bela como for, ela então, nos seus dias de alegria, aos domingos, sua missa era uma reza que começava e terminava com os condenados da pequena cadeia de minha terra... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Como preso por motivo que fosse, ou seja, não lhe importava o crime da agulha da besta trancada em ferro, não mesmo. Mãe achava que preso (sei lá eu que entendimento esse dela de direitos humanos de analfabeta que era e foi) devia pagar, mas sofria com isso deles, que iam se acabando uns párias... Não sei, mas quem sabe achava que em dia das mães, elas, as desses des-homens, nem existissem nunca para os tais, muito menos nesta data. Daí, preocupada com os alheios, lá ia ter-se com eles, em espécie de banquete, preparando um frango assado no forno a brasa, com farofa de farinha de milho e miudinhos do assado, tudo com capricho que o cheiro lavava os ares daquele pequeno presídio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Esse ato de minha mãe para com os filhos outros de outras, talvez, entendendo eu aqui neste encerrar de assunto, que é longo, talvez fosse o seu pensar que mesmo devendo à sociedade, esses, merecessem atenção do seu penar. Mãe que era, quisesse ela, quiçá, ver mesmo, com dois olhos bem abertos, aonde filho seu nunca deveria, mesmo, lá ir. Nem aqueles que nunca, filhos de seu, foram.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-7019716160109979427?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/7019716160109979427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=7019716160109979427' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7019716160109979427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7019716160109979427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/05/cronica-de-mae-todo-dia-das-maes-ela.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-1828764448447673340</id><published>2010-05-02T14:11:00.002-03:00</published><updated>2010-05-02T14:18:11.992-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Num domingo brilhante de sol uma crônica nem precisa de título; aliás, nem precisa de assunto, nem nada. Num dia assim é melhor a gente só olhar, olhar o dia passando, passando na torre das nuvens foscas. Ah, as nuvens!    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Ninguém poderá dizer que eu não disse de um domingo assim, ninguém mesmo. Não disse? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Foi. Mesmo. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-1828764448447673340?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/1828764448447673340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=1828764448447673340' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/1828764448447673340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/1828764448447673340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/05/num-domingo-brilhante-de-sol-uma.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-3611906291566789461</id><published>2010-04-25T21:03:00.002-03:00</published><updated>2010-04-25T21:06:40.784-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;O meu encadeado das coisas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Eu sei, caro leitor, sempre fico no fingir que ovos vou quebrar e não quebro nada - diabo dos dedos que fogem e voltam nas ameaças do que quer sair, quebrar da casca e se entornar no oxigênio da vida em posto público. É o meu jeito de parar, de ir, de voltar, de pensar, de tocar, de torcer, de cutucar e se esticar no calo das coisas que vão sendo, foram ou serão. É o tempo, o crônico, o engate, a cadeia, a ruela, a travessa e cara pra bater na janela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;O público num escrito em livro ou página de onde for, nele é um por vez, cada qual no seu fornicar, nunca em três, concomitante, assim em gozo, precisa ter e ser cada ser na sua por vez (bem assim ‘papai-mamãe’), se o buraco for o de penetrar; pernetar assim o tempo num livro, acorrentado pra um seguir em lista, em risca, em fila, em ir, um depois do outro depois que foi, que viram, que leram, sem lero-lírio, se for. Mais embaixo, ou encima, o buraco da letra faz, pode fazer, não pode, diferença na rima da vez que se coloca lá bem no cimo. Porém, no seu tempo de ser e ser de digressões, sem agir no lógico da torneira seca de um deserto, a crônica em si vai medindo-se em caco, em vidro, em ruído, sussurro, berro (ufa) e gemido. Em silêncio de seguir, de perdurar, de estancar, de existir, concretizar-se em si, durar toda vida em seu próprio eixo, isto é um sim de si que diz, como quiser seu senhor, o criador de seu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Na minha medida, no meu traço, o continuo do sim que vai grudando com o não e vice e versa, se der, dizer de tudo em tudo, pra não dizer em nada daquilo que incerto achar meu intimado coração da cabeça. Sim, o de lá, dela, mancomunado com o do peito, aqui, qual carne e unha sendo um mesmo tal de sujeito. Ou seja, uma refrega de dois trançados comandos que se entregam do seu jeito de brigar, em si pra si e determinar o meu ir que será. E pronto. Não sou, epa, mas estou tonto. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-3611906291566789461?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/3611906291566789461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=3611906291566789461' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/3611906291566789461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/3611906291566789461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/04/o-meu-encadeado-das-coisas-eu-sei-caro.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-8772687820037540657</id><published>2010-04-19T12:45:00.002-03:00</published><updated>2010-04-19T12:47:51.894-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Impressões em Glauber - aos pedaços&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;O Glauber nem me viu ontem sentado na oitava fileira do Cinema pra vê-lo depois de sei lá quantos anos... Geraldo Del Rei na pele do Vaqueiro Satanás, cabra que será de Corisco, marido de mulher/diabo/Eva no sertão guiado por cego, um que guia Deus e guia Diabo, sabe das mortes e de Antônio. E por que Glauber em Deus e o Diabo na Terra do Sol depois de muitos anos, em minha vida? Fui revê-lo por impulso de convite em minhas mãos assim doado à toa, quando me vi já estava lá diante de Maurício do Vale, novo e demônio, a serviço do santo padre para eliminar o beato. E Corisco de Othon, barbudinho e mítico cangaceiro, o último do sertão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensualidade da traição da mulher de Satanás nos braços do último homem daquele regaço... digo, cangaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei me perguntando onde estaria Deus, e onde estaria o Diabo e uma confusão de Glauber em mim de uma câmera no agreste, desmitificando mitos e mitificando outros. Antônio Conselheiro e Lampião, dois ícones do sertão, ali reapresentados em pessoas outras, distintas; um cego que sabe de tudo... Salve, Salve!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas impressões, em revista a Glauber, escritas há meses, e hoje, neste domingo em sol laranja de abril de 2010, bem manso com um vento me soprando perto da Avenida Paulista, em São Paulo, por falta de melancolia extrema, ou por falta de alegria em demais, e sem nenhuma poesia na cabeça e nada de ideias nas mãos ou pés, de ser, em vida assim de artista, eu retomo-as...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epa, mermão, o achado daí de cima, em cinema escrito depois de revisto por mim (o Deus e o Diabo na Terra do Sol), naquele ato de calorada emoção de muito ser, nem revisá-la o farei agora. Vai com o aquilo visto e pensado da época: seja como ser os assins e assados, ou os tramados de uma doideira de imagens que começam na cabeça do cineasta e completam-se na cabeça da platéia que o capta, em lufadas; seja no por dos alis do breu do cinema, em cada coração que emoção houver, com ou sem câmera na mão, mas concomitante, todos que vêem obra da estirpe e fazem, e pensam o filme que se vê e se cria no ato do seu instante exibido. É chocante? É e não. Filme que é bom mesmo, a qualquer tempo, se faz no ato dele existir na tela, não diferente. De resto, todo filme parado, sem rodar, se não for pérola, é arquivo morto. Esquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pra justiça do fecho, em saber metido filosófico meu, a ideia de filme que só existe na tela, é no seu original (a saber dos meus olhos que vão no até aonde) de um outro baiano, o Diogo Gomes dos Santos, um cinepoetaclubista que há muito - como outros que conheço e estimo do meu lado - faz filme bom ficar existindo. Na tela. Sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-8772687820037540657?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/8772687820037540657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=8772687820037540657' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/8772687820037540657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/8772687820037540657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/04/impressoes-em-glauber-aos-pedacos-o.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-4491474021642388825</id><published>2010-04-12T11:50:00.002-03:00</published><updated>2010-04-12T11:52:56.998-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Os dons dos doidos e outros malucos babões&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia recebi um recado de um amigo lá de Poços de Caldas, daquelas encostas de Minas e Gerais, bem no meu rumo esquerdo do peito. Dor não doeu mais por não ter mais espaço profundo de mim pro fato. E ando torto das idéias até hoje, depois de uma semana, aborrecido, ensimesmadíssimo comigo dos pés às nuvens de pensar, tanto nos ossos como nos ofícios de viver que vivo. Eu conto, e já, em dedos de mão e de pé, cruzados de um jeito que só eu e mais eu imagina no juramento: dos confins do sagrado à enrugada superfície da terra em flor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, observa, veja, mira, força, apalpa, aperta, vivo estou e vivo continuo por aqui enquanto lês esta minha última de agora. Verdade amigo/a que a notícia (boa não é) vinda diz do flagelo de um amigo de infância, um apaixonado por literatura, solteiro, livre de compromissos, sozinho e soberbo de sua brava solteirice deu de sofrer e até ameaçar a si com martelo, prego, cruz e até se dizendo Jesus... (Rima em prosa é forçar a rosa, mas que posso fazer com a musa se jogando sem roupa pro meu abuso?!Pra viver de literatura e música, sou porca e parafuso. É foda.). Graça, penso que não deva haver nisso por saber que desgraça dos outros na gente pega também, basta um cochilo. E o caso, o fato do amigo em crise é por uma moça que nunca existiu, exceto na cabeça de um bruxo do século XIX do Rio de Janeiro, chamado Joaquim Maria Machado de Assis, que atendia muito mais por Machado de Assis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acredito nisso, piamente, porque não tem nem uma década direito uns caras sérios aí, autoridades das letras, nomados renomes, chegaram até montar um tribunal pra julgar se a tal da moça da cabeça do bruxo, seria ou não adúltera... Gente tida como das mais sérias, envolvendo até juízes e tais da nossa nem sempre justa justiça. E agora me chega essa deitada lábia de fato do dito, que anda doido, internado com força em camisa que ninguém pode desatar. A mim, manda dizer a família, se posso dar um pulo (como se eu fosse um gigante e chegasse a Minas assim num soprinho de perna) lá pra tentar dissuadir meu amigo fulano beltrano, sicrano de tal para que tome os pés do juízo novamente pro chão e volte pra todos nós da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que ele não larga a menina Capitolina um sequer minuto, se for, pra nada neste mundo. Anda de um lado pro outro com o livro na mão, feito adepto celerado de igreja quando se vicia em récita de bíblia, assim no digo que escrevo, fidedignamente aos pés das letras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Menina, minha Capitu, minha querida, amada, oh, amada, Capitu, oh, vejam todos o seu olhar tão puro, oh, minha meiga, encantada criatura, oh amada. Aqui me posto como um cão para ser o seu fiel servidor. Leva-me, porque ainda sou teu, criatura! Oh, minha flor azul, perpétua pétala do meu Éden eterno, paixão sem fim. Quem disse que você não me existe em mim?! Oh, tiro meus cabelos sem tintas do tempo para que meu crânio seja limpo e possa ser teu cálice de vida em flor. Beba-me, eu sou teu corpo, tua alma, tua voz. Este livro?! Sabe, o que farei com ele?! Oh, rasgo, boto fogo, oh, porque ele é nada e você tudo, tudo pra mim, criatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vou a Poços? Irei, afinal, de culpa da cabeça por mais um doido por Capitu não vou ficar! Me aguardem, se for que irei mesmo, na próxima semana estarei de volta e conto tudo aqui. Quanto ao “diálogo” do aí de cima sem eixo, me veio em imagens de vídeo, em mensagem eletrônica, feita pelos próprios familiares; claro, de forma discreta, oculta, sem que ele soubesse do seu novo ofício de ator. Eu fui. Se for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Fora de órbita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Governador do Rio de Janeiro, Sr. Sérgio Cabral, disse no calor da tragédia das chuvas naquele estado, que no mais ou menos é assim, abro aspas: que pobre mora em morro sabendo do risco, e que não deveria fazê-lo! Fecho aspas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Deve ser o calor da tragédia que o faz pensar assim, o desespero, sei lá... Acho que já deve ter refletido direito e entendido que pobre não o é por vício, por desejo doido de o ser; pobre não sobe morro e constrói casas lá pra se iludir que o isso é subir na vida, não mesmo, Senhor.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-4491474021642388825?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/4491474021642388825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=4491474021642388825' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/4491474021642388825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/4491474021642388825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/04/os-dons-dos-doidos-e-outros-malucos.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-7319092009730197858</id><published>2010-04-05T12:50:00.003-03:00</published><updated>2010-04-05T12:55:03.195-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Intervenções humanas – na cidade &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dia desses andei rondando os eixos de um prédio no centro velho de São Paulo, bem próximo do Copan, do Itália, entre outros da estirpe... Precisava chorar, berrar, e pensei que se subisse no topo de um deles com um megafone bem mega, bem fone, bem subido de súbito, em dia de segunda-feira, quando os lás daquelas beiras de ruas e ruelas fervem de gentarada, assim num escândalo bem de loucura incomum, esse povaréu apressado me ouviria, ah, sim. Eu sei, ouviria. Paulistano tem pressa, vive correndo, abestalhado no ensimesmado dos seus consigos, mas quando quebrado o silêncio dos seus esquisitos por um esquisito maior, aí sim todos param e ficam olhando com o cu do olho qualquer que seja a m... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas é humano, isso tudo é tremendamente humano, por mais animalesco que seja. E eu creio que a quebra, o inesperado, a surpresa dos eventos que interferem na rotina são capazes de ruir qualquer desejo imediato maior, poderoso...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas no contínuo do meu destrambelhar (pra citar e já citando o cantor e compositor Alcides Neves ) de vontade, e posso o dizer em dito furioso de quem conhece cara de espanto de gente de ruas de São Paulo, em canto de ruído cinza de todos os agostos, mesmo se março, ou abril, se ainda for... Bom, verdade, retomando o objeto da minha fala em fios, dos quês e dos quens que conheço no aqui dessa desértica, paulística, vida-flor-de-cimento, outro dia descendo, ou rolando na escada do metrô, na Estação Consolação, no ir manso, maneiro, descuidado, mas com o rabo do olho ligado na fervura dos meus instantâneos neuros, não é que dei de cara, vindo no meu contra e no avesso o ator Camilo Namour (tão nobre, o meu querido amigo ator e tenor dos melhores, dos bons, todavia dos mais desconhecidos não há - por enquanto -  e olha que já esteve às oito da noite nas novelas das TVs...) que soltou ali na frente daquele povo gelado do metrô, no cinza daquela arquitetura frigorífica o seu vozeirão dos máximos, de fazer tremer seus pares e quaisquer imitadores ou não de um Pavarotti, muito mais e não menos assim:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Cacáaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa....- aquilo perdurou por muitos segundos fincando no afinco, fazendo com que as escadas rolantes, automáticas, nos seus contrários parassem com as gentes a bordo pra ouvirem o que ouviam em.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fiquei morto de rubro e envergonhado, mas não pude deixar de manifestar-me, ainda que timidamente. E os olhandos das pessoas, no aquilo do momento, dividindo-se estupefelizes  entre o artista que subia e este modesto outro que descia todo do seu sempre envergado, mirrado... Mas desta feita me aprumei em rumo do amigo ator/tenor e lhe agradeci, tenente, sob o seu comando e palmas da platéia em chuva forte, vindo de todos os lados, pra ele, merecido, claro. Súbito show e pronto, aos viventes, de fazer inveja a muitos espetáculos dos ais da vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E essa experiência dita com Namour, que me tomou o rumo da crônica, do que seria aquele berrar, outro dia, do que não foi no centro de São Paulo, vai sempre me arrancar dos lugares comuns, com um alerta fundamental: se for berrar publicamente, não deixe que o seu público se sinta um idiota, nunca!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-7319092009730197858?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/7319092009730197858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=7319092009730197858' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7319092009730197858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7319092009730197858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/04/intervencoes-humanas-na-cidade-dia.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-7393818694289334020</id><published>2010-03-29T12:06:00.005-03:00</published><updated>2010-03-29T12:27:56.494-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Quem é mais violento?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Uma mãe, cigana, suspeita de usar sua filha (um bebê quase), por viver na condição de pedinte com ela pelas ruas de Jundiaí, foi violentamente apartada (como se aparta animais) da sua pimpolha por dois guardas civis (que nem são uma coisa nem outra de autoridade num município, penso) municipais para que se cumprisse uma ordem da vara não sei de que árvore do poder sei lá das quantas, tudo sob a (des)orientação de uma tal de senhora não sei o quê,  presidente de um Conselho fulano de tal dos Direitos num sei de quem e afins. Bom... direitos, direitos, direitos... direitos? Bom, alguém denunciou, acusando aquela mãe de usar a filha pra pedir esmolas. Daí, bem, daí, outro desastre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Esse pessoal ligado à  polícia, coração de polícia, peito de polícia, corpo de polícia, mente de polícia, tudo de poli-cia, foi lá e cumpriu a tal ordem Judicial à força bruta, a quaisquer preços e arrancaram na unha, no tapa, no coice, no berro, no urro, diante de câmeras explicitas de TV, para o mundo ver quando quiser: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Roda, põe na tela, vai, põe aí na tela, roda o VT, porra! - Este é o sensacionalista aberto pro mundo, escancarado, explícito mostrando a tal da cena na TV...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Depois a reportagem mostrou psicólogas gentilmente estupefatas tentando arrumar, dar soluções ao caso, tipo: por que não levar mãe e filha, conversar, passar um corretivo, deixá-las juntas no tal do abrigo, depois ver como ficam... Assim a separação seria tranqüila, mas que horror isso (esta é uma impressão daqui, de minha lavra, não das psicos). E foram tão assim nada indignadas que até acho que devem pertencer a algum lastro do mesmo  poder desastroso... Um pena. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Não que acho que a mãe/cigana, fulana e beltrana seja uma santinha, mas ora, gente de minha terra, de minha vida, agir da forma fartamente, ricamente mostrada pela TV, supera qualquer violência (e muito) familiar. Aí está mais uma vez a prova de que o estado ainda é uma coisa bastante tosca, truculenta, e que sei mais lá de quê de coisas de adjetivos e tais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;E polícia, polícia, polícia, polícia... Bom, como diria a música: polícia para quem precisa de polícia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Em tempo: parece que a mãe reaveria a filha, depois de uma audiência...  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1534024-5605,00-"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1534024-5605,00-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-7393818694289334020?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/7393818694289334020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=7393818694289334020' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7393818694289334020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7393818694289334020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/03/quem-e-mais-violento-uma-mae-cigana.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-5496071500214364067</id><published>2010-03-22T12:10:00.002-03:00</published><updated>2010-03-22T12:13:42.364-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Incontinência internética&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Incontinência internética... Uma amiga de SP, que segundo um amigo dela, do RJ, foi quem “criou” a expressão. Pode? Pode. Dá no cu do sujeito e não larga mais a bunda dele... E o faz permanecer mais sentado do que jogador de pôquer em cassino de Las Vegas, pode. Com certeza pode dar no “u” da gente mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Você sofre disso, caro colega? Então faça um teste. Fique fora de casa ou do escritório, sem um  PC Gates ou um raro I Apple Mac ao menos uns dois dias... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Vai agüentar?    Tente, amigo(a)? Tente? Vai, colega, dou a maior força (escárnio, escárnio). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;3, 4 ou  até 5 contas de e-mails, orkut, twitter, blog, my space, net log, Que Pasa, sei lá mais o q, porra de q isso, sempre à procura de algo que possa acalmar-lhe a ansiedade... digital. Aff.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-5496071500214364067?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/5496071500214364067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=5496071500214364067' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5496071500214364067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5496071500214364067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/03/incontinencia-internetica-incontinencia.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-6582830870470291529</id><published>2010-03-15T11:55:00.002-03:00</published><updated>2010-03-15T11:58:31.030-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Janela de hotel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pois é, querida, você me pergunta deles, meus pensamentos, que não andam, ou se andam não têm pernas pra nada... (risos, risos)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;. Mas falando sério, eu gostaria de viver naquele encanto daqueles dias, de revivê-los, sentir o cheiro daquela chuva intermitente caindo no chão vermelho da tua cidade e eu espiando pela janela do único enquadramento possível do que me foi dado naquele hotel... Lembra? Uma janela espremida naquele quarto, e sei, a paisagem me agradava, mas havia certa melancolia, porque depois, no dia seguinte a Capital estaria nos meus planos de volta, indubitavelmente, por uma cobrança besta do cotidiano que me expulsava novamente do certo para o duvidoso paraíso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lembro-me bem de uma névoa, entre uma chuva e outra depois do almoço, simulando uma manhã de brisa que já era passado. Sabe, aquele cachorrinho vira-lata que quase nos mordeu de susto na virada brusca daquela esquina da Sorveteria Suíça? Suíça... Suíça, por que será? Bom, deixa pra lá, vai. Mas aquele totó mirrado e sujo deu-nos o maior susto, até cheguei a pensar coisas. Sim, na sequência você tirou um chocolatinho (mulher sempre tem unzinho guardado) da bolsa e jogou àquele pária, que apenas cheirou, cheirou, cheirou e saiu rosnando, rosnando do nosso caminho. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu sei, um cachorro não é nada, nada mesmo, e a gente precisava tomar um sorvete, porque afinal o calor era imenso. E minh’alma também pegava fogo, fogo, fogo. Depois a sorveteria, os sorvetes e a lembrança do cachorro recusando um chocolate, porra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu sei, ficaste muito cansada da minha visita, esgotada e por fim fiquei sozinho naquele hotel vendo a única janela espremida, me forçando naquele enquadramento parado, feito um plano de cinema à Tarkovski, e eu no meu intimo tinha pressa, muita pressa, mas o dia acabara num começo de noite de domingo bem tedioso, eu comendo um lanche na Sorveteria Suíça (ela também serve lanches), que você havia recusado por causa de umas gorduras a mais que pude provar, em pequenas e delicadas mordidas...  Depois, eu tive pressa em voltar para o hotel e continuar olhando aquele cinema russo muito estranho no interior de São Paulo, num hotel mais ou menos barato e limpo. Eu fiquei muito chateado com seu cansaço, e pensei fortemente em mim, que humanos, feito nós, felizes, não deviam se cansar em atividade feliz, feliz para a alma do nosso ser de sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Depois eu não sei, não aconteceu mais nada, e teve um show de música, que eu nem ouvi por acaso... Mas eu gosto de música, e não fui. Você, eu sei, não se atrapalhou e foi ouvir música, mas as coisas pra mim ficaram exaustas e novamente aquele cachorrinho me veio à memória... Definitivamente você não estava do meu lado e não havia nenhum chocolate que eu pudesse tentar agradá-lo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Foi uma pena, fiquei triste, mas não posso fazer mais nada, nada. Preciso pensar no em mim que ando mesmo com meus pensamentos fora de tudo. Oxa.  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-6582830870470291529?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/6582830870470291529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=6582830870470291529' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6582830870470291529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6582830870470291529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/03/janela-de-hotel-pois-e-querida-voce-me.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-3652782812478961565</id><published>2010-03-08T16:33:00.002-03:00</published><updated>2010-03-08T16:35:37.948-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:130%;" &gt;Dia 8&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Roberval acordou às 8 da manhã, fez a barba, escovou os dentes, penteou os cabelos, deu um telefonema para a empresa dizendo do seu mal estar, caminhou até o computador, viu e-mails, enviou outros, entrou num site de eletrodomésticos comprou no cartão de crédito uma máquina de lavar,  foi até o quarto, trancou Alice lá dentro e saiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Do andar de baixo alguém ligou para o bombeiro, e depois para alguns programas de TV. Lá embaixo na porta do prédio uma pequena multidão espiava  as nuvens. A fumaça escura encardia mais ainda o cinza do Céu de São Paulo, em 8 de março. O dia, ainda em 2010, estava apenas começando na metrópole.  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-3652782812478961565?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/3652782812478961565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=3652782812478961565' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/3652782812478961565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/3652782812478961565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/03/dia-8-roberval-acordou-as-8-da-manha.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-7358352361431396293</id><published>2010-03-01T15:22:00.003-03:00</published><updated>2010-03-01T15:31:57.998-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O breve de hoje&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu não tenho osso, hoje eu não tenho nem cachorro pra morder a luz. Estou de passagem por onde ando, e ninguém imagina... Fiz as contas de quanto custa ser artista, e todos os dias ainda estou me devendo. Sem problemas, não proporei dividir as custas com o leitor, não mesmo. Nem  em choro ou muro de lamentos eu quero me erguer, nada, nada disso mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje ninguém, nada me manda no esticado das coisas mais deitadas das escritas. Só quero o curto, o breve e o até o fim. Já, fui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-7358352361431396293?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/7358352361431396293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=7358352361431396293' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7358352361431396293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7358352361431396293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/03/o-breve-de-hoje-hoje-eu-nao-tenho-osso.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-8300518657232385803</id><published>2010-02-21T13:31:00.001-03:00</published><updated>2010-02-21T13:32:53.313-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Tédio, você vê na tevê&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;O carnaval pela TV é mesmo um tédio, parece mais um filme mudo (literalmente) sem roteiro, sem dramaturgia, nem nada, se utilizando apenas das mais avançadas, das mais avançadas das tecnologias para desfiles de figurinos e cenários mirabolantes... Bom, mas isso gera emprego e renda o que já é um grande negócio, imagino. E cada vez mais conquistamos o mundo com nossa competência para o show business, ainda perdendo somente para os americanos, na Broadway ou em Hollywood.    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Pena que toda quarta-feira de cinzas é a mesmíssima coisa, o que sobra da festa da carne aos pobres mortais, cá nesse lado do mundo, é tão somente as mesmas borras da farra, a mesma realidade modorrenta e pobre; tão devastada, culturalmente, quando antes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Justiça seja feita aos milhares de blocos carnavalescos, organizados pelas pessoas do povo, que se espalham pelo país afora, e fazem um carnaval que você não vê na tevê.  Ainda bem.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-8300518657232385803?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/8300518657232385803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=8300518657232385803' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/8300518657232385803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/8300518657232385803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/02/tedio-voce-ve-na-teve-o-carnaval-pela.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-8168183374719907478</id><published>2010-02-16T17:51:00.003-02:00</published><updated>2010-02-17T01:00:17.336-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ódio aos livros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Já publicou livros?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Livros?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Sim, livros... Você não é escritor?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Sim, sou um.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Mas então, nunca publicou um livro...?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Mas como pode ser um se nunca publicou livros?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Sou escritor, não sou editor. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Pausa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Um silêncio bem estranho ocupou o lugar da conversa posta acima e o homem que perguntava ficou olhando o outro que lhe respondia no assim já escrito e lido. Os lábios do tal escritor (no caso, eu mesmo no posto, descaradamente por mim, em defesa). O sujeito perguntador não representava ninguém, nenhum tipo, nada. Um homem de homem- pra- homem, no dente-em-dente, de ele mesmo consigo e o outro ensimesmado fosco respondedor do seu tipo e jeito.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Escrevo o que escrevo como quero e publico onde e como posso, e não estou interessado em livro.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Aliás, odeio livros, você nem imagina o ódio que tenho nutrido por eles, os livros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Fora da órbita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Este blog completou-se 2 aninhos no último dia 14 de fevereiro, e assim me fico muito afoito de feliz com isso; e  os todos de carinhos rebentados dos montes de amigos que vou arrumando e reforçando por aqui, com os outros já existentes.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-8168183374719907478?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/8168183374719907478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=8168183374719907478' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/8168183374719907478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/8168183374719907478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/02/odio-aos-livros-ja-publicou-livros.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-1600832584165277537</id><published>2010-02-08T18:16:00.001-02:00</published><updated>2010-02-08T18:18:13.064-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O nosso choro por nós&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sendo bastante franco, verdadeiro, puro, no meu estado maior de minha brutalidade humana, hoje faço uma pequena e insignificante reflexão sobre a morte.  A quem por ela possa ou não se interessar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Li ou ouvi de boca de alguém, não estou nada seguro da fonte, todavia diz do mais ou menos o assim: não choramos pelo morto e sim por nós, por saber que ali, naquele igualmente que parte desta, está a aspereza da terra também à nossa espera, seja que seja qual dia for, é o certo, o exato, o absoluto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Então meus chorados até hoje foram um embuste?  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Sinto muito, prezado Eu, mas choraste apenas por ti. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esse lembrado da vida em relevo funéreo, chega ser mais ainda, mais cruel, cruel por saber que vamos só; e nem o Ser mais apaixonado por nossa estimadíssima persona poderá conosco dormir naqueles lás silenciosos do estranho reino de além. Mesmo porque, naquela roupa estranha de madeira, vulgo, dito, chamado caixão só cabe um. Não se usa fazer pra mais, mesmo se dois amáveis amantes morrerem juntos em tragédia das comuns. Dois, não, nunca. Só.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ela vai te comer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não, meu caro leitor, não se assuste, é tudo ficção. Vamos continuar nosso choro.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-1600832584165277537?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/1600832584165277537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=1600832584165277537' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/1600832584165277537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/1600832584165277537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/02/o-nosso-choro-por-nos-sendo-bastante.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-200052326260346747</id><published>2010-02-01T13:02:00.000-02:00</published><updated>2010-02-01T13:03:41.810-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;A mãe do prefeito&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lá na minha terra, soube daqui, um velho amigo dos bons, dos bem dentro do meu íntimo, que meu já foi até vizinho de emprestar açúcar e tudo o mais, agora anda apavorando os poderosos daquela plaga... Tudo surgiu a partir de uma brincadeira sua com alguém, dizendo aos dizendo que seria, que era, então, candidato a candidato a prefeito. Por onde? Como? Ora, claro, pelo PT. Porque lá o partido do presidente Lula, pelo que me contaram é modestíssimo, nunca conseguiu ir além do encher uma perua Kombi. Daí, que ninguém duvida da fala, em soberbo desafio, desse aspirante ao cargo mais cobiçado daquela comarca dos gerais. E se sabe que é brincadeira porque o cabra em questão nunca foi homem de política, nem de dinheiro, nem de nenhuma outra ameaça às espécies sociais do PUDER. Sujeito dos mais simples, dos mais pacatos, dos mais sem jeito pra coisa, no mais longe do tema e da compreensão da peleja humana chamada política. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esse apavorador dos macacos da árvore genealógica do PUDER na minha terra, nada mais é que um homem que nunca saiu à rua, sem antes botar na sua cara o melhor sorriso, o melhor brilho no olho, a melhor sinceridade. Sim, e de longe já grita, já mexe com o mexido, apertando a mão no aperto certo da força do apertador, e se houver reciprocidade, batidas no ombro, abraços não faltam; depois vem os-como-vai-a-família, e o tudo-bem-eu-vou-bem-e-você-como-vai... e  repete, de novo, novamente, igual, parecido, similar, tudo outra vez sempre que avista um assemelhado seu... Ufa, este é o nosso futuro prefeito, ora. Sim, isto sou eu aqui repetindo pra mim o que tão dizendo às escondidas, no cantinho do riso irônico galhofeiro, no canto também das bocas graúdas da elite apavorada com tamanha popularidade repentina desse, desse, desse... Bom, o nome fulano, beltrano, sicrano. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O amigo candidatíssimo, veja, continua tranquilo na sua simplicidade... Segundo boca dele mesmo. Dentro do Partido ninguém crê, não querem crer que ele tenha força, dinamismo, jeito, pegada, condições... diz-se, materiais, né (expressões assim surgem, claro depois que ele sai do ambiente). O cara não possui onde cair vivo, como vai ser prefeito, ora! Este dito é uma interpretação dele pra mim, dele mesmo quando deixa as rodas dos mais malvados - porém incrédulos com sua capacidade publicitária. Duda Mendonça, Nizan Guanaes e outros tais do marketismo político ficariam no chinelo, se analisamos as estratégias desse meu tal amigo que não posso dizer do nome – mesmo porque, se sabe, é notório, em escrito não posso dizer, devido ao rigor da Lei Eleitoral. Vai que pegam isso, e a coisa pega, atrapalha o danado. Ufa, e não sou eu que vou tirar o primeiro caminhãozinho de areia do seu rio, não mesmo. Serei fiel, como no sempre, até o último pescoço de vida. Creia.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pra encerrar esta minha peleja em apresentar a tal história verídica, pequena, mas verde em vida de se ver já, agora, ao vivo - como se diz na TV- em tamanha façanha, direi em exemplo, registrado, sobre a mãe do nosso postulante ao cargo de candidato de postulante àquela prefeitura de minha terra (desse milagre não revelarei a igreja que seja a dele, em sã consciência, claro). Dona Senhora é portadora de Alzheimer e vive numa cadeira de rodas, e esse seu estimado prodígio, já “prefeito” - para íntimos e intimados que vai encontrando no acaso das ruas – é quem cuida com o máximo zelo e carinho de sua Senhoria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pois bem, e não sei se mal, Dona Senhora e seu filhote maravilhoso, pregador de ideias suas mesmas, toda manhã passeia e toma o sol  oferecido a Minas Gerais, para que sua mãezinha saia da sua triste mesmice de cama e o ermo do silêncio mal disfarçado do Alzheimer. São ricas manhãs de prática do maior amor que possa haver entre mães e filhos, algo raro em demonstração viva e perene dos assins da vida, oh. Um soberbo encontro, invejável. E desse pedestal honroso, altivo, magnânimo, indestrutível, inabalável, a quem passa e se interessar possa ele pronuncia:   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Olha aqui gente, esta aqui é a mãe do prefeito, vejam! Mãe, fala com eles, vai mãe! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dona Senhora não fala, claro, não ri, não pronuncia nada, apenas olha o infinito do filho diante do infinito de quem passa e ri ao seu amável e maravilhoso prefeito. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-200052326260346747?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/200052326260346747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=200052326260346747' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/200052326260346747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/200052326260346747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/02/mae-do-prefeito-la-na-minha-terra-soube.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-5743022566420486875</id><published>2010-01-25T20:31:00.005-02:00</published><updated>2010-01-28T10:13:39.418-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:180%;" &gt;Os pedaços da gente, na cidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo que São Paulo faz aniversário em 25 de janeiro, hoje, dia desses saí do Largo do Cambuci, na caminhada, a pé, no chinelo, nos dedos, na sola, no muque das pernas e entrei na Rua São Paulo, porque ali estão dois pedaços de mim, ambos mais ou menos perto, em datas também.  Para que as coisas pudessem se encaixar, na sequência delas, peguei a Rua pelo final e fui em direção de onde ela nasce em soberba e altura, lá bem perto da Rua da Glória, Praça Almeida Júnior, para as bandas da Avenida Liberdade (a Avenida do famoso bairro dos imigrantes japoneses, bem no topo do Bairro da Liberdade)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se isso tudo é pra dizer outra coisa, é verdade, que não o direi se ao menos esse pequeno traçado não o fizer, em geografia mínima que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra se ter uma idéia, a Baixada do Glicério onde se encontra a dita aí em cima, é um local há tempos habitado pelos que vivem nas bordas, nas quebradas, nos vãos, caindo pelo ralo, dos que vivem do pouco que vai escapando das partes boas de São Paulo, a Metrópole. Não direi de outro jeito, não mesmo: o rio se guia pelo eixo, é verdade, mas o que seria dele sem suas margens? E elas o representam, em cor, textura e cheiro, tudo em creme e osso, se escorrendo e batendo no sempre da vida como for e será.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se refiz aquele caminho foi por vontade aguda de lembrar, mastigar um pouco o meu passado por ali, em início dos anos noventa, por exemplo, de minha alguma amizade com o cinepoetaudiovisualista Jairo Ferreira (1945-2003). Exatamente ali, num trecho da Rua São Paulo, viveu e morreu, em um pequeno apê, o homem que morreu de CINEMA, morreu principalmente daquilo que foi e não foi de ser seu no pleno. Ele é o cara, o crítico, o cineasta, o poeta, o jornalista, o amante sem vergonha do CINEMA brasileiro, que vivenciou e escreveu Cinema de Invenção (&lt;a href="http://http//cinema-de-invencao.blogspot.com/"&gt;http://cinema-de-invencao.blogspot.com/&lt;/a&gt;). Veja, meu caro leitor, veja isso...   Mais, dele, agora não posso falar, não mesmo, e eu preciso chegar ao final da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele mesmo dia ainda, pisei o outro trecho da Rua São Paulo, a uns duzentos metros dali do Jairo, do então, bem onde ela se prepara para subir, no definitivo, o morro em direção à Avenida Liberdade e lá se fechar no seu início... aquele pedaço da rua ficava a casa do amigo Zé Reinaldo, que a dividia com o outro amigo, o artista plástico Chico Martins, o mesmo cara que me apresentara Zé Kéti. E isto aconteceu ali mesmo, quando num churrasco na casa desses dois, o sambista era o grande convidado daquela tarde, lá pelos idos de 1995, talvez. Ah, o Zé e todos os seus ketis de Rio a São Paulo de Brasil, que eu vi, na minha frente, ao vivo, transformando caixinha de fósforo em bateria de escola de samba, orra. Meninos, eu vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei ali algum tempo parado no ermo das minhas recordações, oculto em mim, diante do que havia sido a casa desses amigos e do que havia sido o Recanto do Assaré... Sim, ali mesmo nesse pedaço da Baixada, bem do lado da porta da casa deles, pasme, havia também o bar nordestino Recanto do Assaré. E diz minha miga Zezé, que foi amicíssima de ombro do Kéti, que Ribinha, o dono do Recanto, foi o homem que apresentou Patativa do Assaré a São Paulo, e São Paulo à Patativa, ora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais, não me lembro bem de quantas vezes por lá eu me curvei, em risos e cervejas com esse pessoal todo, ufa. E olha que no terceiro copo, eu já paro. Porém, pra durar bastante a conversa e de lá não sair nunca, ficava fingindo com um copo de cerveja na minha frente, pela metade... Eu, o boêmio que nunca fui e quis ser, e quis porque nunca fui; todavia, o boêmio que sempre quis eu fui ser, fui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui eu paro com esse pedaço de mim num canto da cidade, uma que me acolhe, me ama, me beija e me tira o fôlego, mesmo quando, em pele de migrante, apanho, sou chutado, pisoteado... Mas ela não, São Paulo, sempre me tira das cinzas – como uma mãe tira e salva o filho do mal, sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-5743022566420486875?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/5743022566420486875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=5743022566420486875' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5743022566420486875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5743022566420486875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/01/os-pedacos-da-gente-na-cidade-sabendo.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-5598314167929163345</id><published>2010-01-18T22:11:00.000-02:00</published><updated>2010-01-18T22:12:11.841-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Ideia morta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hoje estou no aqueles dias, sabe, e como homem não derrama sangue, fica aquela coisa seca, batendo osso com osso e uma certa briga de foice no meu interior; que haja pasto pra essas doidas que cortam a torto e a direito, ô... Tenho uma ideia que julgo ser a máxima, mas logo vem outra toda cheia de si, e vai logo tirando a roupa, mostrando a coisa e tal, eu sem jeito, querendo desistir, e ela me vem seduz, pisa do alto dos seus sapatos (toc, toc, toc), e logo aparece uma outra então, me arrebenta no clarões das luzes de tão cristalina de ser e... Ah, eu quero isso, quero aquilo, aquele outro...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Assim sendo, não sendo, fico sem ser, sem ser. E quem vai desbancar a doida daquela outra ideia mais que maluca, mais que forte, mais do que tudo aquilo, ó?! Recuo feito um preá assustado, no canto do brejo, no canto do açodamento... Depois, no depois, pensando bem, não, afogar-me em água tudo bem, mas em eixo de pântano, não. Não me rendo, não! Faço greve, não escrevo, quero ver quem me tira com ela, rá. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ora, malvada peste dos aqueles e dos acolás, morra, antes do existir! Te enterro, agora. Morta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Poderia e deveria escrever sobre a dor, a minha profunda dor e impotência diante do que se acontece no além, no além de nós, no além das nossas forças, no além das nossas terríveis naquele Haiti que não é, e nunca foi o aqui, o aqui.  E isso talvez baste.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-5598314167929163345?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/5598314167929163345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=5598314167929163345' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5598314167929163345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5598314167929163345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/01/ideia-morta-hoje-estou-no-aqueles-dias.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-107359280469438522</id><published>2010-01-11T18:16:00.003-02:00</published><updated>2010-01-11T20:33:23.865-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Bahia de mim, do chão, tempo dois&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Quando pisei o solo primeiro do Brasil, em terra firme para meus pés, ainda em estado, covardemente - digamos assim – judiado por um amor às cegas, por um amor mais de ouvir do que de saber, no real. Um tesão por intermédio, e nem sei se isto é possível, mas eu sinto que agora a besta da minha libido ficou boba diante da possibilidade do comer, do consumir naquele ato... Salvador estava ali, no calor dos meus pés, me recebendo estendido em luzes das 18 horas daquele último dezembro que nossos olhos podem ver, agora pouco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Saindo do aeroporto, subitamente entrei num forno, e o carro que me levava ali do lado mesmo, em Lauro de Freitas, me embrenhava numa paisagem que aos poucos me refrescava com a janela do automóvel em movimento. Fiquei procurando na minha pele a brisa do mar. Perguntei a Velame onde estava o ele de aqui, o  Seu Mar, pra que lado...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Cacá, estamos numa baia, imagine o mar... onde você quiser ele estará, brincou comigo. E o puto continuou pisando no acelerador, com uma pressa, muito mais de um paulista do que a de um baiano. Pra que aquilo, me perguntei, queria ver, sentir Salvador lentamente, em cada partícula de vento soprado em mim, e assim eu respirava fundo do meu íntimo de Castro Alves, do meu íntimo de senhor de escravo, do meu íntimo de bugre perdido, do meu íntimo de matador de índio... Ah, o meu íntimo de Pedro Kilkerry, o meu íntimo de Jorge Amado, o meu íntimo de Tom Zé... Ah, me respire Seu Vento, que eu quero ser varrido, doido, por você! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Mas aquilo não estava nos planos e a cidade não me era aquela mesma que Luiz Orlando da Silva http://www.abcvbahia.com.br/noticias/06_0910.htm, o ilustre cineclubista baiano me dizia, e diria, ora. Assim, o passado e presente, o fantástico, o real, tudo me confundia, e eu virava um tolo de mim mesmo onde a razão virara uma formiguinha daquelas mais insignificantes. O meu guia, o meu Moisés prometido estava morto, e Velame, o substituto, digamos assim, fez o que podia e o que não podia para cumprir o nosso razoável; e Salvador, à noite, nos becos e nas luzes, poderia ser de qualquer tempo, de qualquer época, tanto fez, tanto faz. A cidade baixa, a cidade alta, as duas, as três, as mil e tantas cidades que estão numa só... Não havia tempo, minha estada na Bahia teria e teve o tempo de vida de uma mosca, e literalmente voei mirando pela janela do carro os tudos e nadas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Os morros, as tais quebradas, os tais e os não tais que Luiz dizia, e muito mais, que nem me lembro já não seria possível, e eu ficava somente com a lembrança dele me falando baixo e calmo do lado, balançando o seu “cabelinrastafari”, a quem nunca vimos de outro jeito, sem aquelas tranças noturnas, feitas por mil mãos de África. Ah, eu já não sei, não saberia o ele queria tanto me mostrar, e com certeza não verei jamais, por mais que eu tente me explicar a quem for, não saberei dizer, nada, tão somente posso reproduzir o assim, neste:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Cacá, quando você for a Salvador, vamos andar por lá, vou te mostrar... A Bahia é cheia de morros, cheia disso, cheia daquilo, coisa que a televisão não mostra, vai ver... quando você for, vai ver, quando você for vai ver, quando você for, vai ver quando você for vai ver quando você for...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Eu nunca fui à Bahia. Naquele tempo.    &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-107359280469438522?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/107359280469438522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=107359280469438522' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/107359280469438522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/107359280469438522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/01/bahia-de-mim-do-chao-tempo-dois-quando.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-5191428804478613940</id><published>2010-01-04T21:15:00.002-02:00</published><updated>2010-01-05T18:10:31.419-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;font-size:180%;" &gt;O ator martelinho de ouro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pois é, pois, passei esses dias por Campinas, em tempo contado nos dedos, porque dezembro já gritava pelas bordas do seu trigésimo dia, e eu que manco do coração ainda ando – digo, sozinho, sem par nem ímpar pra fazer de seu, bola de meia e unha de roer – precisava me aprumar rápido pra capital e ver o onde me caberia nalguma ceia de ano novo, porque de comida gosto e ainda há espaço pra engorda... Oh, céus, oh, dias, que são esses de se empanturrar em mesas e pratos! Desta feita, antes que me arrumasse de volta  a São Paulo, o  tão Nic Nilson, amigo de datas outras, me convidou pra tomar uma cerveja no Joel, o  Barbosa, somente tão isto me disse: “pra uma cerveja”; mais nada. Também nada perguntei, porque barco à deriva, obviamente, não escolhe porto nem segurança. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Há tempos conheço um ator, que nas horas vagas é dono de uma oficina daquelas “tipo” martelinho de ouro, saca? E noutras horas vagas é ator, e assim caminha a sua humanidade... Sim, digo, “sua humanidade”, porque o meu amigo funileiro/ator, ou ator/funileiro é uma rara pessoa. Rara. Em todos os sentidos. Pasme, caro leitor, pasme, porque de quatro estou, e até de oito, de comoção com isso.  &lt;/span&gt;Fui a uma reunião festiva na tal e qual funilaria, nos fundo da casa desse ator, e os convidados, além de alguns seus colegas da oficina, eram tão somente músicos, cantores, escritores e produtores... Uma festa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Poderão muitos nem achar a menor graça ou curiosidade nisso, por estarmos no Brasil, mas o meu digo desse ator/funileiro ou vice versa, é mais minha teimosia em registrador coisas e coisas - que de insólito, nesse país, vivendo pra nós, não parece... - mas no mínimo previsibilidade nisso não há, estou certo desse errado? Se, se não já fica aqui o meu desdito, neste ato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Essa divisão curiosa do meu amigo, aquele anfitrião da festa ida por mim, é talvez um dilema dos mais cruéis, dos mais mesquinhos e ordinários, a que o artista é obrigado a submeter... Oxe, me desdigo logo e fico por aqui no meu muro lamentado, mas o importante que emoções naquela oficina eu vivi, parafraseando o nosso Peru Rei de natal. Ademais, meu dileto íntimo leitor, sabes muito bem o quanto é pedra de duro a falta de festas, de reuniões desse tipo. Depois, vamos a uma coisa e lá vemos outra... onde está o previsível da vida, meu caro?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, ninguém imagina o quanto há de tecido e carne numa mesma musculatura, aparentemente frágil, aparentemente esquálida, aparentemente mirrada, ninguém imagina. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-5191428804478613940?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/5191428804478613940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=5191428804478613940' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5191428804478613940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5191428804478613940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2010/01/o-ator-martelinho-de-ouro-pois-e-pois.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-5845813057894059570</id><published>2009-12-28T16:20:00.002-02:00</published><updated>2009-12-28T16:21:46.211-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;As boas festas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Neste natal, neste ano novo, faremos as melhores festas, nos possíveis e nos impossíveis, vão ver. E ninguém vai nos dizer que não. Pode crer, creia, veja disso, daqui, dali, as boas festas desejadas por todos que nos apertaram as mãos. Mesmo que ninguém saiba ser bom ou humano, cuidadoso ou não, as boas festas vão sucumbir os mundos das noites na quebrada do sol. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Vamos ver, as boas festas. Em dois mil e dez tudo será igual. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Em dois mil e nove, eu acho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(136, 136, 136);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-5845813057894059570?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/5845813057894059570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=5845813057894059570' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5845813057894059570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5845813057894059570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2009/12/as-boas-festas-neste-natal-neste-ano.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-5245537486916674339</id><published>2009-12-21T22:49:00.001-02:00</published><updated>2009-12-21T22:54:09.580-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:180%;" &gt;Bahia de mim, tempo primeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Na semana passada, agora, batendo pouco acima das canelas de dezembro, no meio quase do mais ou menos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Salvador de cima me deixou sem fôlego, e eu não podia respirar mais, e o avião trepidou no solo e aí me entreguei de quatro, em chama silenciosa. Depois, caminhei pelo corredor da aeronave, estendendo os pulsos e gritando para que todos os presentes fizessem um gesto de atar algemas... Em mim. E vociferei:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;- Me leve, Bahia, agora sou teu!!! São Paulo e Minas me perderiam??! Rá, rá... Oh, encantado coração!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-5245537486916674339?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/5245537486916674339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=5245537486916674339' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5245537486916674339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5245537486916674339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2009/12/bahia-de-mim-tempo-primeiro-na-semana.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-180724167242444048</id><published>2009-12-14T14:01:00.001-02:00</published><updated>2009-12-14T14:02:35.798-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Amor ao ódio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ah, você não sabe o que é se construir no ódio, na verdura da vida difícil de se entender com ele. Eu me construo com ele, para que o sentido de amor em mim, seja cada vez mais claro, mais profundo, daí delimito as coisas, mas não nos matizes delas, às cegas, testo-as, se possível, com as mãos, a boca, a língua e por fim o suor. Fico tentando, a cada olhar medir as gotas dele, no que há de sal e água, ou açúcar se houver ali. Pois acho que o amor é uma textura mais que de gesso, mais que de trinta, mais que de músculo, mais que de sangue, mais que de raça. Mas somente o há bem definido, bem praticado, se nos entendemos com o seu vizinho, o seu antônimo, o ele, que já dito foi aí em cima, e não carece de repetição. É o amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Todo mundo gosta de água com açúcar, e eu, por exemplo, seria capaz de comer até mais que uma colherada de; agora, de sal, embora necessário, fundamental, nem um quarto de colherada, não comeria... arg!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Então, lambemos a metáfora e deixemo-nos deitar e rolar no nela de açúcar. Até nos lambuzarmos. Ave! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Fora de órbita&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;A indiscreta delinqüência burguesa, expressa por jovens estudantes de medicina, atacou violentamente por esses dias, no interior de São Paulo, um homem... Motivo: era negro e andava desprotegidamente numa bicicleta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;(http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/nacional/noticia/2009/12/12/estudantes-universitarios-sao-presos-por-agressao-e-racismo-208294.php)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Enquanto isso, em Copenhague, discutem mudanças no clima.  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-180724167242444048?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/180724167242444048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=180724167242444048' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/180724167242444048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/180724167242444048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2009/12/amor-ao-odio-ah-voce-nao-sabe-o-que-e.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-715512401209095067</id><published>2009-12-07T12:17:00.000-02:00</published><updated>2009-12-07T12:18:17.957-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:180%;" &gt;Ais e uis&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Estou há duas semanas sem ânimo pra escrever, ou preguiça pura. Coisa que dá em gente, mesmo, e não em árvores. Me vejo, às vezes, nos parafusos e fico rodando, rodando, me apertando no aqui e no acolá dos meus becos, das minhas quebradas, dos meus ais de gemidos miúdos e graúdos. Ah, assim vou-me no construindo da força o meu avesso de poesia e música no Universo, tudo sem o mínimo de autorização dos quens e sins da vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Faço, pulo, grito, aconteço, teço, meço e vou no desmedido do terço. Esse é o gemido. De guerra. E viva a vida, que ela é sonho acordado de dormidos! Eu e meu amigo Edson Tobinaga (parceiro de *Os Conversadores) falamos poesia e música para pelo menos trezentos jovens em Louveira, SP, no último dia onze de novembro. Quase todos estudantes do ensino médio daquela região. Um luxo, sem tirar nem por uma vírgula; show completo, no taco, gritos e aplausos, uis e ois para um diálogo pleno, entre arte e gente. Isso é o Conversar, tramar. Ganhamos até abraço e clics de fotografias para posar na deixa daqueles que são, como público e gente, inesquecíveis em nossos desnivelados e eternizados corações. Uma emoção só. Reitero: um luxo, único. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;(Acham, uns tantos e outros, que poesia e música que não entra e nem sai de rádios FMs não dá ibope e nem “segura” uma galera... Morram os achos todos deles, rá!).  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Assim fiquei, depois daquele dia onze, em toca, sem querer dizer nada, só o mínimo, só no meu próprio rabo, tentando me enxergar no osso, pra não desdizer o que digo em mim, no ouvido do meu sangue desentalado. E fico assim mesmo, cravado na boca dos meus lábios na testa da  minha teimosia paralisada, como se aqueles trezentos já fossem o pleno, o todo da vida em nós...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Me belisco o beiço, a bunda, preciso me tirar da cadeira, pois, pois,  muitos, muitos outros trezentos virão, creia quem crer, estamos chegando pra conversar: música, poesia, música, poesia, música, alegria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Em tempo: depois desse evento, também me curei em definitivo do olho, em cirurgia rápida e simples - pra quem não via além de nuvens, Já posso ver o mundo com os dois. Olhares. Assim, vamos adiante, sem preguiça e nem trégua, o tempo não pára – como o dito Cazuza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*OS CONVERSADORES no Orkut:&lt;br /&gt;http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=pv&amp;amp;uid=17150944691872588412&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-715512401209095067?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/715512401209095067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=715512401209095067' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/715512401209095067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/715512401209095067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2009/12/ais-e-uis-estou-ha-duas-semanas-sem.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-8249646860839851001</id><published>2009-11-30T12:13:00.003-02:00</published><updated>2009-11-30T12:24:32.012-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O beijo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Final de ano as pessoas ficam mais sensíveis e são capazes de cometer loucuras. Veja bem, a moça entrou apresssada num shopping, bolsa grudada no vão do seu suor dos braços e beijou o guarda, bem na sua frente; um que viu primeiro... Ele, atônito, sem tempo de reagir nâo recusou, mas logo teve que interromper a bicota e cuidar do malandro que tentava pegar a bolsa da moça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ufa, ela escapou por pouco. É natal, natal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-8249646860839851001?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/8249646860839851001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=8249646860839851001' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/8249646860839851001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/8249646860839851001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2009/11/o-beijo-final-de-ano-as-pessoas-ficam.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-7271420074262208292</id><published>2009-11-23T09:23:00.003-02:00</published><updated>2009-11-23T09:30:37.634-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Vivendo de graça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há arte, não há crônica, não há poesia, não há nada que substitui a vida, nada. Absolutamente nada. E vamos vivendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-7271420074262208292?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/7271420074262208292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=7271420074262208292' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7271420074262208292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7271420074262208292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2009/11/insubstituivel-nao-ha-arte-nao-ha.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-7584536783428580449</id><published>2009-11-15T20:56:00.001-02:00</published><updated>2009-11-15T20:57:53.648-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O Parque Dom Pedro II – em dois mil e nove&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu descendo de um ônibus naqueles alis da cidade de São Paulo, num domingo à tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ruas são sujas, encardidas, o lixo, as barracas de CDs piratas, as de frutas, as de balinhas e doces, as de isso, as de aquilo, as que se fodam, as que não se fodem, as de etc.; e por aí os vais dos vãos mesmo. Um mercado de coisas e coisas, cinzento, uma espécie de barriga cheia de pereba do capitalismo, às mostras, às moscas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, aí estão criaturas felizes e felizes com essa parte da cidade, principalmente com ela. E penso que sejam moscas do tempo do império, moscas que por certo rondaram os Dons dos Pedros e os Pedros e os mais, e hoje cansadas e horrendas de tão velhas e decadentes, sujas, vivem zanzando naqueles aléns de ruas de lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa cidade é bonita, é bonita, mas assim, no descaso, no destrato, partes como essas mais parecem uma pessoa abandonada na sorte, sem o de vestir, sem o de viver pra si, em si. Com dignidade. E olha, pra quem não sabe, o Parque Dom Pedro, está há um passo de onde tudo começou nesta cidade de São Paulo. É uma pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-7584536783428580449?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/7584536783428580449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=7584536783428580449' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7584536783428580449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7584536783428580449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2009/11/o-parque-dom-pedro-ii-em-dois-mil-e.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-6961981452023997164</id><published>2009-11-09T12:24:00.002-02:00</published><updated>2009-11-09T12:27:31.789-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Filho de Deus&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu nome?&lt;br /&gt;- Não tenho.&lt;br /&gt;- Como??&lt;br /&gt;- Isto mesmo que você ouviu.&lt;br /&gt;- Então está fora...&lt;br /&gt;- Claro, ainda não entrei.&lt;br /&gt;- Engraçado você.&lt;br /&gt;- Desculpa, mas eu não me acho.&lt;br /&gt;- Sim, você é bastante. E eu devia te dar um murro na sua boca cheia de dentes engraçados para engraçados que não são nada parecidos comigo.&lt;br /&gt;- Eu sei, você não foi treinado pra isso.&lt;br /&gt;- Isso o quê, seu? - Já um e meio tanto irritadinho.&lt;br /&gt;- Di...álogo. Por isso estou aqui tentando um treino com você&lt;br /&gt;- Te catar, sai fora, vaza daqui, vai.&lt;br /&gt;- Sinto lhe informar, mas sou filho de Deus e não vou admitir essa sua bronca com um cara que você nem conhece, e já fica logo zangado, só porque o meu nome não consta na lista e não tenho a credencial, hein...?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não chegou a completar a frase e o segurança o agarrou pelo pescoço e o jogou longe. Com a boca sangrando, o rapazinho impecavelmente vestido, todo muito esmerado de luxo, pigarreou, sacou o celular e deu um telefonema sem tirar os olhos do segurança e da pequena turba que já se movia no aquele do lugar. Uns quens que ficaram olhando, famintos, evaporando desejos e fúria por sangue. O rapazinho, então, guardou o celular e sacou outra coisa. Os todos daqueles sós de gente do ali, esbranquiçados no cúmulo da noite agitada de São Paulo, se escorreram por todos os buracos. Inclusive um de esgoto logo na esquina. O segurança não teve a mesma sorte de outras vezes, e o explicável se encerrou no gelo do asfalto, seco, rodopiado num entre de paletó preto e camisa branca num giro vermelho e inesquecível para retinas. E foi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-6961981452023997164?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/6961981452023997164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=6961981452023997164' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6961981452023997164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6961981452023997164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2009/11/filho-de-deus-seu-nome-nao-tenho.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-5596371108722880992</id><published>2009-11-02T20:08:00.001-02:00</published><updated>2009-11-02T20:10:33.780-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Álbum de família&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nos idos de minha mãe, em vida, se bem me recordo em álbum de família do pensamento, em revista a esmo nessas profundezas, temas da sexualidade e afins foram por demais de  raros e ocultos lá em casa, decerto como na maioria das outras. No entanto, todavia, embora, muito porém, a falta de cultura escolar e eticéteras afins a minha progenitora, nada lhe intimidaria a observares e expiares. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O meu pai que sempre foi mesmo homem de pouco humor - e ainda o é, pois - que viva com seu pouco humor, mas viva, nunca deu nota boa para as visitas que minha mãe recebia. O que ela nem contabilizava, porque de número nunca carecia muito mesmo, só de muita prosa boa e conversa das mais alegres que fossem. De resto, estava aí não para o pouco humor do marido... danar-se-ia para os quintos e os quartos daquele besta de lugar e pronto! Das todas e muitas, tantas, boas, interessantes, uma em especial não poderia adiar mais o registro nesse álbum em pensamento: a do primo distante dela, que atendia pela alcunha de Zé Grande. Mais temido por seus notórios e públicos interesses outros em parceiros do mesmo sexo do que pelo seu tamanho. Arre, o povo naqueles mundos de confins do nosso século anterior devia, acho, penso, imagino, morrer aos borrões de medo do Zé... Imagino, hoje, (porque naquele tempo não teria pensação nisso, creio) que aquele xará do carpinteiro, se quisesse, poderia pegar um homem só com uma mão e fazê-lo, pro bem ou mal, parceiro seu num tiquinho de noite e pronto! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ah, o danado nem cabia direito na porta quando chegava, havia de abaixar e muito pra entrar de pescoço e tudo pra dentro e conversar com Dona Neném assim, olhando de cima.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A mãe dizia a nós dessa preferência sexual do Zé Grande, o que não entendíamos, pois o pra ela tão normal de saber, dizendo dele ser um “homem macho e fêmea”, achando que a gente iria entender aquele assim: o do disso, nem sei, achando fico, seria pra nós os filhos, os de meninos, nos prevenirmos dalgum possível gracejo, eventual sanha do brutamontes? Ó, mas duvide, ó, do ó de ovo; parece mas não é, sendo a tal da letra que era, entre o Ele e Ela, nunca, na sua fome de gente por gente do mesmo entrosar que devia ter, o ZG deixou escapar alguma gota de maldade nessa vida para os quens ou coisas que fossem. Nunca. Creia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mas o que importa ou não importa não me importo, e vale isso que registro nesse hoje de minha vida, é esse tipo de atitude de Dona Neném. Uma mulher tão corriqueira, tão simples, sem um “a” ou “b” de leitura na boca que fosse, mas compreendia as coisas num seu jeito particular de discernimento, que jamais deixaria uma atitude sua ecoar em preconceitos - ainda que fosse a matéria muito distante, complexa, como é a deste levante, fora do desjeito dela de lida. Justiça seja mantida. Sempre. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Em tempo: e falo desse assunto justamente num momento muito próximo de um acontecimento dentro de uma universidade, que chocou a todos. Os pensantes, ao menos. Uma atitude rasteira de universitários que perpetraram um linchamento moral contra uma colega (em pleno século 21!) por ir de mini-saia na faculdade. Eu tenho vergonha de pertencer a um tempo, em que as matérias numa UNIVERSIDADE, somente servem aos outros, nunca a nós... Realmente, uma lição. Vergonhosa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ainda bem, minha mãe não frequentou e não frequentaria essa escola. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-5596371108722880992?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/5596371108722880992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=5596371108722880992' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5596371108722880992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5596371108722880992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2009/11/album-de-familia-nos-idos-de-minha-mae.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-5016169853614041615</id><published>2009-10-26T00:14:00.000-02:00</published><updated>2009-10-26T00:15:16.169-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Oh, mel&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado de hoje está um sol de vender luz a planetas que não tem a nossa sorte, se sol não tiverem nesses deles por lás. Queria voltar neste aqui, dia, ao um tema de rua, bem cru, marginal mesmo, nada de sopa no mel, ou de macio tipo filé mignon. Mas me lembrei no ato de agora pouco das porcelanas, batons e perfumes franceses da minha amiga dos Jardins que me acusa de penetra nessa vida, e diz o seu digo do meu assim de comportamento por não pertencer nem aos lás de baixo, nem aos lás do meio, muito menos aos lás de cima, e queu fico assim zanzando andando nos vãos dos aléns. Um tipo de alma penada... ops... alma penada combina com pena, que combina com pássaro que combina com... (Assim já penso pelo leitor e fica tudo em...). Oh, casa, casado, mastigado com mel, oh. E a vida tá mosca, a vida tá sopa, a vida tá com um barco bêbado no seu entorno de mundo correndo na risca dos horizontes, opa, se tá. E diz-diz um dos meus eus com isto: se poeta doido fosse eu antes disso, mulher refém ainda teria em casa, pra chamá-la de minha a tua, tua, tua, tua vida (que é-lhe bem dela). És uma abelha sem mel, sem mel, me disseram depois, ufa. Logo eu que fui e tenho sido tanto de doce pelos vivos a minha frente... Tenho, tenho, tenho sido? Ainda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como pode viver assim sem o mel que lhe é de direito, meu caro abelha, ah, ah, ah, hein?! – Este foi o chefe do meu sonho de ontem porque eu havia pensado demais com a barriga. Fome, meu caro, me atirei no cume da geladeira com duas esporas doidas de fincar a anca dos bichos e cravei unhas na comida das crianças, dos velhos, das pessoas indefesas e lhes suguei o... ah! Oh, o... oh, meu, oh, o...mel! Ah, que doido de sonho esse meu, oh.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-5016169853614041615?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/5016169853614041615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=5016169853614041615' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5016169853614041615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5016169853614041615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2009/10/oh-mel-sabado-de-hoje-esta-um-sol-de.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-6857394924685238914</id><published>2009-10-19T11:22:00.000-02:00</published><updated>2009-10-19T11:23:12.401-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;As mãos da música&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos meus tempos de produtor de espetáculos de terceiros, de teatro, dança, música e outros quês, entre corres e agitos de um profissional que precisa ter olhos esbugalhados pra tudo, num desses dias de temporadas, antes do xis horário do ensaio do balé Forró for all (coreografia de Ana Mondini), com passagem de som, porque havia música de vivo pra vivos - no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, fui recepcionar na portaria do Teatro, na entrada dos artistas, nada mais nada menos do que Oswaldinho do Acordeon. A cria legítima de Pedro Sertanejo (o homem que trouxe o forró e seus pé-de-serra pra São Paulo dançar e curtir à vontade em casas do ramo, fundadas por ele – para que os irmãos nordestinos ficassem em casa, nos finalmentes, mesmo longe dela).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando no voltando, que é o importante disso, lá naquele ido, como acima escrevia... fui buscar o artista e músico, e pra ir ao palco, ter acesso àquele pódio, não havia e não há (acho) outro acesso a não ser por longas escadarias. Entre tapinhas nas costas e coisa e coisa, oba, oba e comos vais, quanto tempo, oh, poxa, puxa, ah, uh, oh... E assim foi que solicitei, pedi-lhe com bastante recato, que me desse a honra de levar o seu instrumento, assim o descansaria um pouco. O que o fez prontamente e agradecido. E lembro-me bem do seu dizer de pronto, de rápido e sincero num saber:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cacá, todo artista que necessita tanto das mãos, nunca deveria fazer qualquer esforço com elas, sob risco de colocá-las em perigo, por isso essa sua ajuda é bem-vinda. Pode levar, leva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, eu não me lembro o exato do meu concorde em dizeres, mas não foi de espanto mesmo, compreendi a astúcia do pleno, pois o seu instrumento é uma ferramenta pesada pra carregar no assim, no vão do transportar, sem o seu uso de ser que é, o em função do seu juízo estético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E pensando depois, em debate comigo, imaginado, com o bem das coisas no exato para o êxito, o simbolizado aqui haverá, pra quem quiser, claro, de servir, em vida profissional ou não, a todos os viventes, pois).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até tento neste reproduzir, traduzir em gotas, que sejam, um pouco também daquele exemplo de pessoa tremendamente humana, gentil e com uma educação dos raros, dos poucos. Coisa que só os bons, na sua totalidade de alma, na sua plenitude de profissional e gente, podem ser. Ah, coitados dos tolos que andam no empinado do nariz, no alto das grosserias, no cume, no cimo das prepotências! Ah, não sabem, não vão saber nunca o que estão perdendo da vida, não vão saber. É uma pena? Será?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-6857394924685238914?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/6857394924685238914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=6857394924685238914' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6857394924685238914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6857394924685238914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2009/10/as-maos-da-musica-nos-meus-tempos-de.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-7158458871488041310</id><published>2009-10-12T15:25:00.002-03:00</published><updated>2009-10-12T15:29:57.141-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O irmão dele &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O ruído andava em torno do morto, ensimesmando-se para entender a dor, para saber se haveria o que chorar... Um homem que nunca fora visto, se não como um bêbado, jamais se importaria com um morto, mesmo se este morto fosse no sangue e no hábito de seu, um irmão. O outro dos três que não bebia, achava que o sujeito são via tudo, e o errado, que se acha, não vê, nem vivo nem morto, não vê o mesmo do conjunto. Assim o bêbado do irmão, encurvado, caindo, babando em silêncio, esquecido entre choros do seu entorno, mirava o logo do ali estendido no cimo da mesa, como se naquele ermo de velório só existissem ele e o morto. Os sãos não o viram, não mesmo, talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velório dos velhos tempos (se me faço entender no oco do insólito) vara a noite, pelo meio, no seu miolo, enveredando pelas horas vagas que nos sobram da desocupada da vida - instante em que o sol descansa suas pernas, mirando outros orientes, de onde pelos ossos do aqui se vêem, gente assim ou assado socialmente, numa noite de velar o ente indo, a reflexão nela é um servir de professor para nos repetir todo instante a justeza do disto: pobres e ricos se afogam sim, no mesmo balde do além, juntos ou separados eternos vão - por menos que se admita, brilhantes ou opacos cidadãos de pessoas dos todos ou de alguns, ao mesmo pó, neste ou noutro lá se dissolverá, inexoravelmente.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Assim, no desenvolvimento das coisas desse evento funéreo, o irmão bêbado do esticado no pleno, na verdade, verdade, no durante de muitas horas ficou no dizer, muito, muito, muito distante do caixão e somente o fez no primeiro do seu quase fechado olhar, lá pelos últimos fantasmas da madrugada... Sim, quando não lhe havia nos nervos tanta tontura e seu resquício de razão já lhe devolvia alguma sanidade. Então, o seu olhar esquisito que nunca conheceu mar ou rio que fosse, pode bater luz na cara do inerte, um de seu pedaço coagulado para o eterno. Naquele ali de momento e ângulo oblíquo de quase aço de tensão silenciosa, estática, melancólica, numa foto rápida, porém perpétua para os aqueles que vêem, se vissem.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O mundo dos sãos no entorno da cena, meia dúzia de seres consternados, não o viram, não mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Às seis da manhã o povo, o mais grosso da família do enternecido, deu-se pra voltar à cena da vela... O bebum, o malvisto, o cai-cai-não-cai-cai, o pudim de pinga, o amarelo, o pão de cana, o manguaça, o pinguço, o troço de gente, então, educadamente, finamente, desmontou a sua cena íntima com o morto: lançou os olhos pela última vez ao seu pedaço coagulado, estendido no ali da madeira das nuvens e retirou-se sob olhares repreensivos dos recém-chegados. Por certo aquelas criaturas que se empanturravam pra ver o morto (um que era mais seu do que de outros ali) tacitamente lhe dirigiam coisas odiosas, do tipo:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Onde já se viu um fedido desses, infestando o ambiente, estragando o ar...! É uma falta de consideração com o falecido... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dada a hora do ponto final, da cortina de terra, a pequena multidão em silêncio se dirigiu ao último leito para o aquele que três dias antes, nos entres de todos, em vida, sorria, brincava, amava... O outro, o da cana espremida, ficou só, no seu longe, cultivando um choro segurado a unhas e dentes, num opaco jeito de sentir, dando volta no em si para um choro que nunca houve, nunca, nunca. Fosse o que fosse nunca houve choro, nunca, nunca, nunca.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-7158458871488041310?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/7158458871488041310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=7158458871488041310' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7158458871488041310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7158458871488041310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2009/10/o-irmao-dele-o-ruido-andava-em-torno-do.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-5937903127938603677</id><published>2009-10-05T13:29:00.002-03:00</published><updated>2009-10-05T13:32:53.588-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Projetos, projetos, projetos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tempo de minha vida lá em Monte Belo, MG, quando mal conseguia ser mais alto do que um rodapé, diziam todos aos ventos e sóis mais ou menos isto: quem bate esquece, quem apanha alembra (assim mesmo com “a” na frente). Ora, esta máxima de apanhador, pode soar um tanto piegas - e soa mesmo - mas é inegável que nos termos filosóficos dos populares, interpretando um ou outro saber, raramente o povo se engana. O meu escrever sobre e acerca, é para desentalar da minha garganta um choro que para o nunca se fez, a não ser em lembrança de apanhado na surra do sentido que eu quero dar. Explico, excrevo, dexcrevo, expenico, tudo com e no xis, para o cravar ficar no marco dos autos, em definitivo, esticado em berço esplêndido, e erguido nos meus modestos espólios – para o quando for a hora, voraz e assaz, claro, bem longe de mim e daqui, satanás!     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta e no voltando, no prosseguimento disso e disto, estendido com meu gemido guardado de surrado de coisas que ameacei, lá adiante no meu dizer, agora eu digo de vez e pronto. Ponto. Olha, habituado que andamos todos nós que trabalhamos com fazeres artístico-culturais e tais, a enviar projetos e gerais, propondo parcerias ou pleiteando alguma verba de patrocínio, justa, ou propondo espetáculos a órgãos e ademais, ficamos no sempre bastante no assaz abalados - eu fico demais - quando se envia um a alguém que é o diz-que-diz (por vezes até bem próximo da gente, raspando em corpo nosso, de tanta proximidade!) e nunca mais o FDP dá as fuças ou manda notícias do tal do projeto (aliás, como fala um amigo de tempos do interior de São Paulo: esse negócio de projeto, projeto, projeto, projeto, num aguento mais!!! Nem me fala nisso mais, sô!!!) e aí, saudade do planejado enviodeprojeto (junto mesmo, no erro está certo) é palavra pouca, pra ser bem em claro no puto que fico comigo no umbigo de ter certo diz-que-diz, raspando no em mim do corpo, como amigo, arre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ainda te mato no meu peito pra sempre, cara, ah, me te mato mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Por que não vou no meu viver pensando sempre nessa espécie de coça que meu corpo em consciência  sempre fica com a falta de resposta que me ofereceram, até! Oxa, oxa. Quem bate esquece, quem apanha alembra, diz a filosofia popular da minha terra... Daí, que ódio de filosofia, que ódio, que ódio, ódio de todas elas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia dar muitos exemplos recentes, aqui, de coças que tenho levado, ou de coças que tenho presenciado. Todavia, diante do iminente risco do descambo para as lamentações de um  surrado... Bom, prefiro botar um ponto final aqui. Nem que seja um ponto provisório, de improviso, no até de outro dia qualquer dessa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, nossa memória é imensa, imensa, imensa. Oxalá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-5937903127938603677?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/5937903127938603677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=5937903127938603677' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5937903127938603677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5937903127938603677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2009/10/projetos-projetos-projetos.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-4562114563655740679</id><published>2009-09-27T17:34:00.002-03:00</published><updated>2009-09-27T17:37:49.343-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;font-size:180%;" &gt;Especial, para um abraço - nos uns e todos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um dia a Risomar Fasanaro, minha amiga do coração, muito escritora das melhores, premiada e festejada, me falou do Pedro Bon... (o nome é difícil, mas é isso, todos entendem ou vão entender) e do seu Literário que ainda funcionava na casa de outros e hoje ele fundou, criou casa e asas próprias, e vai voando, voando, voando... Ela me mandou escrito pra ele e aí começaram a sair os meus textos, que hora ou outra recebem comentários. Cujos quissos sempre nos ajudam rever, manter ou desmanter os textos que vamos pensando (que é o digo antes de vir praqui na tela do computador ou pra onde for). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E digo escrito o dito daí de cima pra demarcar também minha admiração por essa iniciativa do Pedro Bondaczuk, que sem ganhar tostão que seja, investe seu tempo a ajuntar gente em torno da literatura e literatura em torno de gente, numa rede indiscutível de discussões boas dos afins e tudo o mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Para as conferências, se necessário no claro for: &lt;a href="http://pbondaczuk.blogspot.com"&gt;http://pbondaczuk.blogspot.com&lt;/a&gt;/)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esse fecho de gente em arredor de escritas todas e gerais do acerca, e outros sobres de se ler à toa (digo, do sem compromisso de utilidade definida no cotidiano) nos eticéteras vai moldando um movimento lento, gradual, todavia certeiro na bucha, no alvo do canal da vida. Cabeças vão se fundir no aí dessa Revista digital, sem se derreterem. Um diário! Nem nos damos contas, mas isso é pra lá de um luxo! Enquanto alguém trama de unhas e dentes um pão, um naco de coisa que seja, num café da manhã, ou num almoço às pressas, outros alguéns – ah, esse Pedro e outros nós de todos em um aí - pensam na poesia que essa gente vai comendo na pressa do avesso da vida, e num ou noutro raro momento recebem no seu morninho da tela o diário de Pedro, e de muitos, muitos...   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pois é, parece anormal, o que taxo de luxo (no xis delas), mas o nisso nem devia ser o meu pensamento em coisa de glamourar comida, o natural do que no aço assim fosse, dos olhos em lei das coisas de arribar a alma, ou derrubar a calma e perturbar os nossos em si. Oh, a poesia, a literatura das boas deviam vender em feira, supermercado, em loja de sapato, açougue... O que em meu ser de pensar, esse agir de produto da vida, deveria constar, já no lacrado ser do nascido, no seu pezinho um poema, conto ou crônica de seu, lógico, algo dos pais do preferido. Como time de futebol que amarram no broto do nascer dos filhos, ao sabor do time do amante (mormente o do pai) assim, definitivamente, mesmo no equívoco da preferência (goela abaixo) esse torcedor um dia gosta, ou não vai gostar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas já que o peixe não é peixe, tenho no umbigo da minha orelha assegurado, e a questão, então, dele ser ou não perecível, nem deve ser penetrada por aqui... Assim, o fundamental, naquilo deu me importar muitíssimo por mim e os outro de meu igual em vida e antena, é ler e o ver com discernimento a divulgação do que se amplia para nós (mesmo sendo um eventual, aqui me fecho no fecho da casa do Literário) outros da trupe. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E sinto que as gentes e as ideias, de várias as partes do país, em concordes ou não, estão num barco raro e especialíssimo, que pra dezangar de vez, só faltam os uns e os todos, num mesmo quem de livro, num dorso duro de capas lindas, se unindo. E até já sinto os vejos das boas pessoas todas em torno do Literário, num abraço real pra uma foto. Seja no aonde que for eu... fui. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Asté breve. Indo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-4562114563655740679?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/4562114563655740679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=4562114563655740679' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/4562114563655740679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/4562114563655740679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2009/09/especial-para-um-abraco-nos-uns-e-todos.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-6483824030067029461</id><published>2009-09-20T09:26:00.002-03:00</published><updated>2009-10-09T13:37:29.479-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;De bem com a vida, em 8 de setembro de 2009&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Vejamos no bem das coisas: Marcel acorda numa terça-feira magra e abafada num sol prestes a se apagar, depois de um fim de semana esticado por um sete de setembro daqueles bem chatos. Mas São Paulo é uma cidade linda, linda de morrer em qualquer manhã de sol. Mas, no de repente tudo vira chuva e vento em ruas entupidas de carros e ônibus lotados de povo pelos ladrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcel olha aquilo que não se move, mas sendo-o um felizardo que é, de bem com a vida, sabe, sabe, nunca perderá o bom-humor, nunca. Never, never. Tira o notebook da mala, enquanto se agita com uma música no som do carraço blindado, liga a sua secretária e decreta iniciado o expediente. Como nada anda mesmo, porque afinal a cidade está mergulhada em lixo (contenção de verbas, sabe), entulho e nos excessos de veículos o nosso personagem paulistano bem motorizado, não altera o seu humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passa da uma da tarde e ele ainda não conseguiu chegar no longe do seu trabalho, liga para um chine in box (ao menos, as motos andam entre um e outro carro, assim não tem erro e de fome não vai morrer nos por aís das ruas), assim mata logo quem lhe ameaça a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, saciado a fome, depois de uma pequena pausa, ainda despachando coisas por e-mail e celular, abre uma goma de mascar daquelas que dispensam escovar os dentes e tudo resolvido. Assim, poderá chegar mais tarde no trabalho, sem problemas... Afinal, o que havia de mais urgente já fora resolvido online.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa das 16 horas e ainda não chegou ao seu trabalho, e como ainda está na metade do caminho resolve terminar o expediente nos aí mesmos e dar meia perna na volta e correr (correr?) pra casa. Se não, dali a pouco poderia começar a perder o humor... E uma pessoa de bem com a vida não, não poderia se resvalar no rés-do-chão e botar tudo, tudo a perder nos becos das ruas. Never, never.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Estes “never, never” ele os repetia no sempre, como que para taxar e selar suas convicções).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18h30 e as marginais, a Paulista, a Rebouças, lotadaças, e se tudo der certo lá pelas 21 horas chegará em casa, logo ali em Santana, antes do Tucuruvi... Mas pensando bem, resolve pedir uma pizza, pois aquele chinês na caixa não deu pro cheiro. E pensando melhor ainda, resolve encerrar o seu dia de trabalho, mandando mensagem de texto para a sua secretária, e, puft, desligando de vez o notebook. Expediente encerrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22 horas e nem sinal de vida além de rodas e brilho de faróis, sob chuva e noite paulistana brilhante de água e luz... Resolve entrar num estacionamento, o primeiro que vê pela frente e para o carro. Finalmente resolve tomar mais uma atitude coerente: liga para a esposa (desta vez a dele) e diz que acha melhor dormir no ato dos por aquis mesmo, assim, poupa tempo e na manhã seguinte poderá voltar ao trabalho. Sem problemas. Dito e feito, ela reclama, esperneia, mas como é uma pequeno-burguesa muito, muito compreensiva e amante do Padre Marcelo Rossi, aceita, aceita de bom coração a sensata atitude do esposo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E desta vez, ele tão inocentemente, nem pensou em motel, o que resolveria tudo, tudo, tudo de forma mais surpreendente ainda. Talvez, porque fosse inútil reivindicar noitada de sexo, àquelas horas, numa cidade arrasada por uma espécie de katrina dos tupi-ni-aquins –e ilhados estavam todos: pobres e ricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E imagine, Marcel nem desconfiava, que naquela mesma noite de oito de setembro, em Osasco, cidade da grande São Paulo, no Morro do Socó, três crianças – novas como as dele- e a mãe, morriam soterrados por uma avalanche de terra e água... Poxa, coitado, mas ele mal sabia dessa cidade de Osasco, mais ainda, ele mal sabia de São Paulo; e o mais prudente e cauteloso, ele nem sabia que existia prefeito em São Paulo. Para ele, a cidade e estado eram a mesma coisa, logo, governados por uma mesma pessoa, o Serra, talvez).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negócio fechado. Manhã seguinte tudo será mais fácil. E pra encerrar a sua noite naquele estacionamento dos Jardins, pede a tal da pizza, assim num estalo de língua, e tudo termina em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cidade de São Paulo, terça-feira oito de setembro de 2009. Sem mágoas, afinal ele é uma pessoa que está de bem com a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-6483824030067029461?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/6483824030067029461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=6483824030067029461' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6483824030067029461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/6483824030067029461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2009/09/de-bem-com-vida-em-8-de-setembro-de.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-232716790004256276</id><published>2009-09-14T09:12:00.002-03:00</published><updated>2009-09-14T09:17:13.165-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;em&gt; futuro no ali da minha cara&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu que sempre quis o futuro apalpado, delineado, desvendado, visto com privilégios, agora já não sabia o que fazer com ele. O danado estava ali na minha porta, liso, ileso, esperando sei lá o quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ora, seu Carlos, veja-me agora, no bem das minhas pernas cansadas de fuga...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, você fala, seu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acha mesmo que eu devia ser um tosco sem língua, um pau mandado apenas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sou meio-meio pouco ou quase nada de civilizado comigo mesmo, endurecido no até do cu da alma, pensei mil vezes repetidas a mesma resposta e não disse em palavras; se disse foi no muque, na raiva do gesto quieto, seco, assim, torcendo o ar com uma mão pesada e rápida. Mas o que é isso, ele lá fora, impaciente, insiste em bolhas de palavras soltas com ecos lentos e ensurdecedores... Tá certo, vou acalmar em parafusos e me ver comigo em luta corpórea, intrincada, na maior contenda do universo, numa violência incolor, indolor, neutra de se ver e saber. Assim, o desfigurado do presente, titubeado em atitudes de cadeias interrompidas, se fará no desenho, na pintura, sua mais que borboleta, sua mais que lâmpada, em latente sangramento em vida, morte e novamente vida. Viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dito quase paranóico, enviesado de assunto escondido dentro de assunto, num funil de ouvido sem cabeça, sem língua, no nó da palavra não saída, não dada, somente o toco do diálogo, o toco da boca sem espuma - e sorriso que fosse pra ser, se é o que quer, nem pensar em gente disso. O que fazer com esse tão desejado, tão buscado, tão esperado?! Ora, seu futuro de uma figa, de uma farpa, sedutor oferecido, moleque, malvado, seu tão meu bandido...!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, ele não desiste da minha calçada, da minha porta, na sua espessura tão delineada, mas misteriosa, alongada em curvas e retas, dobradas e espichadas pernas. Sim. Essa conversa, não pense, meu caro olhador demim nos olhos das minhas destroçadas letras, que esse toco de conversa algum dia tenha sido árvore, tenha, não pense. Nem pensar, nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, ele vai continuar ali, e eu aqui desentendendo o seu já chegou e não entrou, não penetrou a minha casa virgem. Pois, pois, o danado continuará muito próximo, quase tocável, quase, quase. Quase. Apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Corri tanto, o ansiei tanto, nem imagine, meu caro, nem imagine, a minha busca... Passei noites e noites, medindo cada dedo de digo de palavra interna comigo, em doses e doses, mais que modeladas, esquadrinhadas, tentando desenhar esse sujeito, e agora lá no meu ali da minha cara, pleno, cheio, completo e redondo... Ah, futuro!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, sei, sabemos, se o tocarmos com os dedos, tão somente com a pontinha de uma unha, já era...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que fique onde está. Viva.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-232716790004256276?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/232716790004256276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=232716790004256276' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/232716790004256276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/232716790004256276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2009/09/o-futuro-no-ali-da-minha-cara-eu-que.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-9198791343128057970</id><published>2009-09-07T18:30:00.003-03:00</published><updated>2009-09-07T18:38:42.409-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Afogamentos - ou crer a dois&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou o maior especialista em afogamento de assuntos. Vivo parindo e matando ideias e coisa e tal. Escrevo o isto por conhecência que vivo por agora demim (juntos sim), no comigo dessa vida, de ter a cabeça sempre em multidões de coisas e cores, tudo numa veia só, de uma vez. Já matei muitas pessoas em assuntos afogados, que poderiam dar historias boas e inesquecíveis até. Todavia, na hora daquele agora não saiu ou saiu pra lá do distanciado do plano – Depois, projeto que a gente quer de bem mesmo, muitos se sabem, eu penso, nunca sai no cem ou perto disso de porcentagem. E na dúvida, pra não ficarmos no pior de nós, o morrer antes, no ninho, pode ser uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu se pudesse faria causo de tudo, história de todo mundo (sem medo do matar ou morrer com as pessoas delas), porque acho que na vida a gente precisa deixar coisa e escrita se der, mesmo se não for lida, mas ficar carimbado. E aqueles que puderem fazer pelos que não podem, assim, no pouco, porém feito das coisas, já estará fazendo uns muito das gentes sem perceber, o do no caso de pedido em conta na hora de somar, que soma, fará as diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Óbvio é óbvio, e sábio nem sei se precisa ser disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gota por gota, para tudo, no poder, ir até o osso. No fundo mesmodele (junto no assim, errado, mas certo de se vir), em seco de barulho e arrepio... Porque no mais, o todo mundo é bom e ruim de coisa com coisa. Dependendo somente do vejo dos aqueles que têm e sabem fazer rodar a fita na testa dos que não sabem o que dali ou delá (idem) se vem. Orra, oxa, urra. Arre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Eu sei, tanto “queismo” aí logo em cima, e já lhe peço, amigo, a desculpa do modo desses pra lá de normal de quês).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o sujeito, de escritor ou poeta se dizer, só de ser em boca e tinta, sem apostas de alheios com balas em agulhas - mesmo não tendo o seu digo em escrito de livro, em duro e grande de se folhear, pago por quem ganha nesse dobro e desdobro, no caso, o editor - Não me importa. O que se cobra nessa matéria, e que eu acho a das mais, a importante mesmo, é a crença do leitor no crer do ler. E, se verdade no que for mentira ou não, vai importar a nenhuns ou alguns que importe, tanto faz. Importa sim o crer com volume e músculo o que se pensa em dois, antes e após: o escrever do um e o ler do outro. Cumplicidade dos credos. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-9198791343128057970?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/9198791343128057970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=9198791343128057970' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/9198791343128057970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/9198791343128057970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2009/09/afogamentos-ou-crer-dois-sou-o-maior.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-4759750571416014548</id><published>2009-08-31T22:01:00.001-03:00</published><updated>2009-08-31T22:03:14.652-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H2o &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu não quero nenhum assunto, nada, nada. Só quero o ouvir duma música, quieto; ou duma água caindo duma cachoeira domeu (junto, assim mesmo) em mim. Sem dia, sem hora, nem consciência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu quero água no meu olho, no meu corpo, eu quero água, água e coragem, muita coragem, muita, para enfrentar a claridade nessa escuridão... Água, água, é o que alivia. Somente ela alivia.&lt;br /&gt;Água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; PS: me mandaram esse filme ontem, sobre gaitistas. Se ser poeta, escritor, ou qualquer outro bicho artista não é fácil, imagine ser um gaitista... Alguém vai ouvir, vai. E isso basta, eu acho, eu penso. Veja:  &lt;a href="http://www.kinooikos.com/acervo/videos/425/"&gt;http://www.kinooikos.com/acervo/videos/425/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-4759750571416014548?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/4759750571416014548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=4759750571416014548' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/4759750571416014548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/4759750571416014548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2009/08/h2o-hoje-eu-nao-quero-nenhum-assunto.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-4577518612596109406</id><published>2009-08-23T21:37:00.000-03:00</published><updated>2009-08-23T21:40:26.405-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;O meu velho olho de volta, novo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Em duas semanas estarei de volta... Aonde vai? Eu? Ah, eu vou-me em mim, no redundante buscar-me num requebro em gaveta de família, descansar meu juízo em prosa deserta de mim e dos outros no comigo instante daqui de São Paulo. Faço-o, no definitivo, na segunda, agora dia 24 de agosto deste 2009, bem diante e do lado do meu nariz, no meu olho direito (que não é de terra de cego, e nem de rei nunca mesmo foi) uma pequena intervenção, só para troca de vidro embaçado, depois volto com um novo e tudo ficará bem no enxergamento, com  olho vendo o limpo, o sujo e tudo o mais que ninguém pode esconder do onde ao onde a vista alcança, em ver e visto será, definitivo. Fui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ah, como só dirijo bicicleta, e dos outros, se tiverem coragem do empréstimo, já ia me esquecendo, o meu ir nessa operação do olho em vista no acima aí descrito, será de motorista especialíssimo! Um chofer e tanto! A amiga da questão cirúrgica em vista, sábia que é – de tantíssima inteligência - nem faz questão do dizer do seu nome aqui, porque nem precisa dessa minha minguada, mirrada, apertada, estreitada, entortada divulgação, ora, ora! E ela entende, porque o meu pouco, em demais, não lhe precisa dar-lhe o repartir disso, ela já o tem e muito, longe mesmo antes do meu conhecer em vida que estamos bastante, e amigos de ver e de verdades. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Rá, a danada, vou no ficando com uma dívida danada com ela, e assim terei que vender a alma. Tomara, se houver, claro, comprador. Afinal, minh’alma já anda desgrudada de meu corpo e na hora do agachar para o esticado do outro mundo, nem darei tanto de trabalho. Nem quero ver. Não mesmo. Que longe seja. Bem no distante deste aqui, oh!  Risos, risos, risos. Foi  e Fui.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Fora de órbita&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Nos últimos instantes de outro dia da semana passada, alguém despediu para sempre do seu amigo, por e-mail, pode? Pior, nesse caso haveria morte mesmo, para sempre, pois o recebedor da mensagem não poderia realmente interagir com o candidato ao sono definitivo, e dissuadi-lo da macabra empresa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Explico-me: isso de virtualidade é realmente uma pena, a mensagem nunca chega na hora e no momento correto, nunca. Assim, se houvesse mesmo jeito de querer salvar o vitimado desse surto, nem teria como... O recebido, recebido fica, no passado. É a covardia da impotência diante da virtualidade, do nada, da não coisa. Aí fica aquele gosto de sangue na boca, sem sangue, sem nada, mas o gosto não sai, não sai nunca dali. Covardia, sacanagem dos que usam a tecnologia para impor a força da impotência, da impotência, da impotência. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Mas o corpo ainda está morno, morno e o coração voltará a bater. Vivo como nunca.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-4577518612596109406?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/4577518612596109406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=4577518612596109406' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/4577518612596109406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/4577518612596109406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2009/08/o-meu-velho-olho-de-volta-novo-em-duas.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-7893095915518081003</id><published>2009-08-17T15:32:00.000-03:00</published><updated>2009-08-17T15:33:43.990-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Numa de número&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Preciso de um coração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como???!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um coração de verdade, pingando de vida e funcionando no meu bombeamento.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Acho que você vai ter que esperar... No dito do assim me alfaiateou do couro cabeludo ao dedo mindinho do pé, e anotou num infinito dele o que copiei no exato o a seguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Do seu tamanho não vou ter...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá brincando no comigo? - Eu falei no mesmo disso com um “no” arrastando-se num ecoar eterno, como se meu dito tivesse saído por um microfone com efeitos.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não brinco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas vi um monte de gente saindo daí!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alucinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pô!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá bom, espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse falado de boca, bem ríspida, o homem que controla o espaço, com uma cara bem perfurada de espinhas estouradas, me alfaiateou novamente e quis saber o número do meu pé. Disse que não sabia, calçava um número de sapato que não lembrava. Ele tornou a insistir, queria saber o número.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que porra de número, que porra, tá besta sô?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse “sô” eu esfreguei bem no alto do ouvidão dele; um que parecia mesmo um orelhão desses de telefone de rua. O cujo do sujeito, bem frio mesmo, continuou hirto, lábios deitados numa boca esburacada de silêncio, que até o outro mundo (se houvesse, claro) saberia desse espaço de tempo, sem ruído, misteriosamente quieto...     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que você não atende ao costume, ao hábito, preciso saber do seu número, eu não posso, não estou autorizado a adivinhar, entende? - A sua secura pálida, em língua quase imóvel no seu dizer quase me fez desistir do pingando-batendo-coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso, eu fucei no meu bolso e, como um mágico faria, tirei uma pequena faixa onde estava o danado, o tal do meu número (que continuo sem saber qual) para o cara... Ele olhou, torceu a boca num bico, e seu nariz me pareceu mexer, indicando-me a entrada. Definitivamente eu tinha o número - mesmo não tendo acesso a ele, agora sim... e já poderia ter um coração-batendo-pingando que me fizesse par, par, par...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ufa... Passei a mão na testa, toda molhada de suor, e acordei no dia 16 de agosto de 2009, em pleno inverno de um sol, me queimando numa manhã de nove horas de um domingo quente, quente. Quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, mesmo não sabendo, eu tinha o meu número, tinha. Aquele ser, do sonho ou pesadelo, não me disse, mas eu sabia, eu tinha um número. Não era uma questão de matemática, mas agora eu tinha um número: de um dia, de uma hora, de um minuto, de um segundo, de uma eternidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-7893095915518081003?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/7893095915518081003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=7893095915518081003' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7893095915518081003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/7893095915518081003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2009/08/numa-de-numero-preciso-de-um-coracao.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-5894671486135750547</id><published>2009-08-10T12:46:00.001-03:00</published><updated>2009-08-10T12:47:34.098-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;em&gt;A continuidade d’Eles&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu arrumei uma ideia, filha de uma outra que já me era de outra, de outra, de outra... Eita. Eita! Ideia boa eu acho que é assim mesmo, a gente vai sempre aumentando-a em  desdobro de família para que a danada nunca saia do nosso cartaz. O leitor pode achar estranho esse gabando indo daqui pra ele, num alisamento de toco de coruja, que os danados olhos de uma nem vê razão. Mas o meu dizer é porque os assuntos não se secam assim, como fonte d’água. Mesmo depois do passar de anos e anos no novelo disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi em uns tempo aí, de um casal de minha terra, bem mais apaixonados do que as gentes de mentirinhas e verdades dos romances todos das literaturas dos por aís, is, is dessa vida... Digo de Ele e Ela (quem não leu, basta ir nos arquivos disso e... ), em duas partes que fiz, dizendo de dois doidos de beberrões da quase calçada que sempre foi Ela, agora socorrida que anda por esse amor de Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soube por conversa fresca, chegada em fio imaginário de celular, em caso de fofoca urgente – por causa do preço salgado desse tipo de telefonema – que Ele e Ela, já vivendo dos botões e grotões do amor, vão se casar em igreja, com padre, padrinho e tudo. Sabe-se, ou suspeita-se, que parte da comunidade (mais católica do que entendedora de lavouras) daquela cidade - queu nunca disse o do onde em nome e geografia, a não ser o estado, que é o de MG - vai tentar fazer o gato miar no telhado na hora da reza do amor, só pra esses modos deles não vingarem de mordidas de amores e perdidos um pelo outro que estão. Oh! e gente desamada que muitas vezes há, tanto nos por lás e nos por aquis, sempre fica querendo desrroer o que o rato já consumiu em desejo e fúria. Inveja, cabras, inveja é lepra terrível nos ares das peles das gentes e dos outros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá de satanás, bem reto do meu longe, cabra! Ô!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele e Ela não sabem e nem querem saber disso, vivem, vivem, vivem num para outro de paraíso, em beijos e sobras de alegrias, que os tantos dos outros não vêem em suas casas e lares! Nunca esses outros certos de vida que são, nem sabem o por onde se inicia a letra para escrever, que seja, a palavra f-e-l-i-c-i-d-a-d-e. São permanentes em si mesmos, e somente para si o são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-5894671486135750547?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/5894671486135750547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=5894671486135750547' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5894671486135750547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5894671486135750547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2009/08/continuidade-deles-eu-arrumei-uma-ideia.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-4529547139129489995</id><published>2009-08-02T21:46:00.000-03:00</published><updated>2009-08-02T21:54:00.421-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Da margem&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Olhei outro dia, quase sem querer, na Nove de Julho, uma pá de caras de rua juntos, todos muito unidos em avançado estado de farto calor humano, num arredor, tão somente, comungando-se no entorno de uma fogueira. Isso porque o frio e chuva nesta capital do santo Paulo, que de santo só o “são” lhe parece, anda de amargar o cu das calças dos todos e dos outros que nem são todos. Nossa, um julho frioso que já vai tarde da vida fora ou dentro de mim. Vai, vai. Olha, olhado fica. E do que estava a dizer, dos caras que vivem nas ruas, ensimesmados nos seus consigos difíceis pra comer, uma janta que seja, esfregavam, esfregavam suas mãos em um forte esfregar, de tirar sangue, quase, delas, pra se esquentarem de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei no meu imaginar cabível de possibilidade, tentando entender o passar com essa gente, que vive nos aquis e nos acolás dos tempos abertos, sob chuva e sol. Uns deles, sabido isso de muitos dos que estão aqui do meu lado, deste daqui, mesmo vivendo sem um lugar fixo de seu, trabalham, se sustentam, andam limpos de roupa e pele; outros desses alguns vão no gradativo - como em luz que vai se pondo em fim de tarde - deixando a vida dos pensamentos, das razões. Estes, excêntricos, se apartam daqueles outros que ainda tentam um laço, uma agulha de linha com a civilidade... Daí, os esquisitos saem aos poucos do foco da vida. Não se sabe se continuam vendo, olhando. Penso que sim, que devem se afastar dos tais civilizados, dos tais pensantes, dos tais com razões, talvez para melhor os observarem por completo em suas almadas vidas de gente que vive em sociedade, unida. Assim, ficam horas e horas nos seus perambulos, grunhindo nos seus sós de bichos que vão voltando a ser, num recuo absoluto, sobrando-lhes apenas novas cavernas e um ou outro fogo para um cigarro. Este, quiçá, seja a única coisa de civilidade nesses seres... De resto, nada mais, nada mais parece existir-lhes. Ah, comer?! Sim, reviram o lixo e banqueteiam todas as noites banquetes impensáveis nos inícios dos tempos dos humanos. E não há comida melhor para essa fome de apartado que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mim é como se essa massa de carne e osso, em movimentação ensimesmada, vivesse apenas para conferir até os ondes dos seres dos “normais” vão. Assim, passam o dia nos observando e conferindo-nos para algum carrasco imaginário que lhes ordenam tais conferências: dos talvez, devem esses afazeres para entender as ações dos nós de carne e osso. Devem rir, debocharem de nós outros, descaradamente, da nossa ganância, da nossa pressa, da nossa preocupação com os exatos horários das nossas tarefas rotineiras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já vi esses seres, coisando em coisa de coisa pra coisa de uma coisa para outra coisa, sem fôlego, sem refreio, nem nada, sem parada, só pra irritar uma senhora de bolsa rosa que lhes oferecera uma balinha de mel. Eu vi, nesses dois meus tições de enxergar, esse sujo sujeito zanzando no seu ocaso pra irritar a turba que passava num dos seus lados. Sim, digo, e o isso foi na Rua Sete de Abril, bem próximo do antigo Mappin. E, mais: depois o enfurecido sujeito de mãos de colher, assim, em concha, correu zanzando pros lados do Teatro Municipal, e lá fez questão de olhar cada olho da fila imensa que se formara para uma grande apresentação de uma companhia de ballet de Paris...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo, digo, aquela gente, ficou realmente muito assustada com esse sujeito enfurecido, indiscreto, barbudo, sujo, imundo, olhando-os assim, como um perguntador de coisa com coisa dentro de outras tantas. A repetição é seu grande trunfo... Ah, esse sujo sujeito! Rá, rá, rá, engoliu o seu seco, lubrificou as ventanas enervadas da sua cratera de gritar e urrou de pinto pra fora... Ah, ah, finalmente urinou todo, todo, bem ali diante “daqueles” pessoal do todos. Os repugnados, em narizes apontados em direção lunar se escondendo do imundo, oh, oh, seu imundo... Bom, só pensaram, nada sabiam mesmo do sujeito, mas ele sabia de todos ali, sabia, sabia, sabia de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E não pensemos nós, os letrados e pensantes seres de razões e tudo, que a esse tipo exista algo de Deus nos deles de viver. Nada, nada. Só sabem do si pra si, observar e se enervar nos consigos. Mais, nada, nada. Deus e o cacete, o diabo e o cara do carrinho de cachorro quente, o guarda noturno, a mocinha gostosa e cheirosa, chique, um carrão e um pacote de dinheiro desses bem enricados, são os do tudo a mesma coisa: nada, nada!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver no fora do esquema, de beirada, daria pra ver o meio? É o isso então dele que quer assim? Seria esse o seu único pensar, que é o ver direito, observar cada gosma de horror, incrustada em cada cara cidadã?! Será?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, ora, me belisquei na bunda e me andei num andar lerdo, parvo e descomedido da cabeça... buzinas e barulhos de pneus molhados no asfalto frio me acordaram dos disso aí de cima. Então revi a roda de gente de rua, olhando e reolhando o fogo e se esfregando nele com as costas delas, as mãos. Intumescidas d’um vermelho de fogaréu cozido do exposto ao relento do até sangrar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem ali, diante dos meus olhos numa Nove de Julho, os sins e nãos desses que são os sós dos nossos observadores. Da margem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-4529547139129489995?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/4529547139129489995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=4529547139129489995' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/4529547139129489995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/4529547139129489995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2009/08/da-margem-olhei-outro-dia-quase-sem.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34916274.post-5537519997864734476</id><published>2009-07-27T11:59:00.000-03:00</published><updated>2009-07-29T16:17:54.257-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Minha mãe, ele e eu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Você não conhece o Amarildo. Não, eu também já não o conheço tanto, e o conheci muito, principalmente no tempo em que minha mãe neste mundo ainda se colocava, em matéria, para os olhos meus. O danado que sempre esteve carteiro de ofício e, naqueles tempos dos anos oitenta que eu sei, ia, pessoalmente, entregar correspondências às pessoas... Preferencialmente, em mãos. Hoje, que eu sei, não sai mais às ruas para entregas, pois a cidade cresceu um pouco mais, a agência dos correios também, e, provavelmente, ele apenas comanda os trabalhos.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sempre muito simpático, um jovem por esses tempos de vida, naqueles anos que eu já morava por São Paulo, e eu somente chegava à minha mãe por mãos dele. Exceto nos finais de ano, quando então eu conseguia ir mesmo, em pessoa, de presente inteiro. Amarildo, provável que sim, mais novo do que eu seja, com minha metade de século, foi durante mais de uma década, seguramente, a ponte, entre mim e minha família. Das minhas idas a Monte Belo, enquanto ela viva, não me lembro da vez que Dona Neném não disse o nome do rapaz... E isso era tão forte, tão forte, que ela sempre me puxava a orelha quase, pra que eu fosse visitá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os dois havia um acordo tácito, somente eles sabiam de mim, dos meus passos, mais ninguém. Nem seu Manoel, meu pai, sabia tanto... A minha mãe se quisesse falava, mas ele, por dever de ofício não podia se dar ao luxo de se justificar no ramo da fofoca, que nunca foi o de seu. Carteiro é entregador de notícia e mesmo que saiba dela em miúdos e graúdos, nunca saberá, querendo por ele, das verdades contidas numa carta. E se souber à força, fingirá até a morte, sob tortura se for, que não sabe, não sabe, não sabe, não sabe.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;No dia da morte de minha mãe, no velório, ele estava lá, estava. Foi, marcou sua presença, bateu o cartão, o ponto. A mim, sutilmente, me pareceu que dizia algo no assim, como, bem isto, a ela lá estendida, candidamente, no seu último leito:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;- Olha, Dona Neném, ele veio, nem vou lhe entregar a carta... não será preciso ler em voz alta, a senhora já ouviu... não? ... Ele está aí, pode olhar. Esses anos todos, eu sei... a senhora sempre dependeu um pouco da mim, mas hoje não, hoje ele está aqui, em carne, e não em notícia; a notícia, a notícia, a notícia... bem... a notícia, hoje, é a senhora, não?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34916274-5537519997864734476?l=cronicaseg.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicaseg.blogspot.com/feeds/5537519997864734476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34916274&amp;postID=5537519997864734476' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5537519997864734476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34916274/posts/default/5537519997864734476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicaseg.blogspot.com/2009/07/minha-mae-ele-e-eu-voce-nao-conhece-o.html' title=''/><author><name>Cacá Mendes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05890750141291626944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
