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9 de mar. de 2009

Humilhados e Ofendidos em dois mil e tanto de bolinhas de zero



De igreja católica, tenho saudade dos amigos que tive nela, e também de minha mãe daquele tempo que dizia de muitas coisas de Deus, e que somente fui desentender mais ainda, bem depois de crescido. E de uma lembrança clara, tenho comigo uma certeza, toda vez que tento me desvencilhar das idéias mesmas advindas daí, mais entendido fico comigo de que a distância entre mim e essa igreja (e nenhuma outra, diga-se de logo também) não vai diminuir nunca, creio. E dela, tão somente posso respeitar parte dos fiéis, por sabê-los em pessoas de muitíssima boa fé, mais nada, nada. Quanto aos que devem ser de muitíssima má fé e fama - por eu não ter inferno, purgatório ou paraíso, logo nem julgá-los irei – só posso oferecer-lhes o meu desprezo e minha voluntária ignorância aos seus mistérios de reinos e reinados, podres, quiçá.

No hoje de minha civilidade estou mais bestificado ainda, do que já toda vida do sempre soube de histórias e mais histórias macabras de sua santidade, a Igreja... E besta devo continuar mais, por mim, em ver e ouvir no apogeu desses dias de dois mil e tanto de bolinhas de zero, autoridade igrejeira, o tal do bispo de tal, esconjurar a torto e a direito, em público, quem apoia humilhados e ofendidos...

Uma garota de nove aninhos merece o meu respeito, o respeito de todos, é o mínimo que posso oferecer; aliás, todas as garotas e garotos de qualquer idade... não, aliás todas as pessoas merecem o meu respeito, exceto aquelas que praticam violências contras seus semelhantes, inclusive violências morais, em nome de um Deus.

(E penso que gente da extirpe desse religioso custa muito caro pra humanidade, em particular, pra nós brasileiros. Muito caro, muito!).

Jurei, em pé, ajoelhado, de banda, pulando, dormindo, deitado, que não transformaria isso aqui num espaço... digamos, de palanque das minhas ojerizas. Mas todo o meu não-mais-santo-dia é a mesma coisa, asneiras mais asneiras em cima de outras tantas asneiras...

O jogo não é esse, a regra interna é outra, veja o impresso por vir, a toda possível poesia, intumescida no meu íntimo; eu fico desprotegido, da cabeça aos pés, do meu crônico dever de ofício... Acima de qualquer suspeita a incompetência dos mundos permanece.


Fora da órbita

Em tempo de jogo, outro, aos pés da letra: o Fenômeno voltou. Viva, a capacidade de recuperação demonstra a força do humano, do real e do palpável. É o vaivém da paciência, exercício de viver.

Agora, dessa lição, se o real não se completasse no buraco do goleiro adversário, em tese, moralmente, todo mundo estaria um pouco abalado (mesmo os desentendidos e desligados do assunto como eu):

- Lutar pra quê? Vai dar em nada mesmo, veja o caso daquele Ronaldo...

Até os palmeirenses, penso, devem tê-lo aplaudido. No fundo. Da alma.

É a vida. Ela se imita.







Caso 1: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3618025-EI5030,00.html

Caso 2: http://www.atarde.com.br/esporte/noticia.jsf?id=1092443

3 comentários:

Anônimo disse...

Sabe o que mais me deixa triste, é que dizem os "entendidos" que foi Deus e Jesus que falaram que tinha que ser assim....

beijos grandes da sua sempre fã

Anônimo disse...

Até quando vamos ter que ver, ouvir, sentir.., esta desumanidade com as crianças e com as consequencia de tais atos? Sinto-me triste!!

beijos meu poeta.

blog do dan disse...

Ronaldo só poderia retornar mesmo no Corinthians, clube que transcende qualquer racionalidade simplesmente porque é o que melhor representa aquilo que é a essência do futebol e da vida. A paixão.

abraços , cacá

São Paulo, São Paulo, Brazil

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